Jogadores famosos e ou bem menos conhecidos comentam as condições do gramado do Estádio Juvenal Lamartine para a "Revista do Esporte"
JOSÉ VANILSON JULIÃO
O que tem em comum jogadores de clubes diversos em unidades federativas no final do anos 50 e começo da década seguinte?
Ivan (médio do Fluminense), Leônidas (São Bento de Marília), Vicente (médio do Esporte Clube Bahia), Babá (Flamengo), Pinga (Vasco da Gama), Bececê (então no Juventus de São Paulo), Escurinho (Fluminense), Aldemar (Palmeiras) e Telê Santana (Fluminense e futuro treinador do selecionado nacional).
A ordem não é disponibilizada em ordem alfabética pelo nome de batismo ou apelido. Mas pela sequência de aparecimento em entrevistas, a maioria, para a seção "Bate-Bola"da publicação semanal carioca Revista do Esporte.
A resposta para a pergunta, começo da quarta reportagem da série, todos provocados com a indagação, comentam com respostas curtas sobre as condições do Estádio Juvenal Lamartine, da capital do Rio Grande do Norte, onde atuam em amistoso ou raro jogo oficial.
Entre eles chamam a atenção do repórter o potiguar Francisco Gervásio, o Bececê, que começou a carreira no Ferroviário de Mossoró, esteve no interior cearense, foi vice-campeão pela Taça Brasil com o Fortaleza (1960), e fez sucesso no Palmeiras e andou por outros clubes da capital e interior paulista.
Numa edição de 1959 aparece a segunda declaração, a mais polêmica e talvez preconceituosa veio do atacante Leônidas, ex-jogador do América do Rio de Janeiro. Pergunta: - Qual o pior campo que já atuou? Resposta: - Foi num, em Natal. Tinha muito buraco e a iluminação era movida a óleo de baleia...
O redator acredita que seja o jogador catarinense Manoel Pereira, no América carioca como "Leônidas da Selva", negro como o "Diamante Negro", apelido para diferenciar do famoso carioca Leônidas da Silva, que encerrou a carreira no São Paulo.
Outra resposta bem diferente veio do atleta Vicente: - Pior é apelido. Foi em Liége, Bélgica, senti até saudades dos gramados "carecas" de Natal... Ainda em 1960 assim comenta Babá: - Se alguém me contasse que existia um campo oficial naquelas condições eu não acreditaria. Areia pura...
Já o Pinga, que havia jogado no campinho com Babá, no recém encerrado Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, é resumido: "No campo Juvenal Lamartine. Só havia buraco de ponta a ponta."
Bececê o mais lacônico e curioso: - O do Alecrim em Natal... Escurinho: "É horrível jogar ali..." Aldemar: - O nome não me lembro, mas sei que foi em Natal. É um areal danado... Telê em 1961: - É areia pura...

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