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sexta-feira, 20 de março de 2026

Os curiosos leitores potiguares da "Revista do Esporte"

Carlos e Fred S. Rossiter Pinheiro/TN

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Em pesquisas na publicação carioca Revista do Esporte já encontramos um "Botafogo" de Currais Novos com o falecido treinador Rubenito, conhecido por treinar clubes locais e o Grêmio Presidente Kennedy, o conhecido GPK, da vizinha cidade de Cerro Corá/RN.

Agora, no levantamento para colher dados sobre o selecionado carioca convocado pelo treinador Elba de Pádua Lima, o Tim, como representante da Federação Metropolitana de Futebol (1959), é achada uma curiosidade envolvendo os leitores da publicação semanal do Rio de Janeiro.

Redator ouviu Badoglio Araújo no rádio 

No caso são os nomes de alguns missivistas, isolados ou até costumeiros, com as correspondências originadas de Natal, a capital do Rio Grande do Norte. Tem muita gente "desconhecida", mas há outros com os nomes completos escutado ou lido em algum momento pelo repórter nos últimos 56 anos.

A primeira carta de alguém com nome conhecido é de 1960. Ano seguinte ao surgimento do conhecido e extinto impresso. Para a seção "Correio do Leitor" escreve Carlos Lamas Sobrinho, com a publicação respondendo que não usa o serviço de reembolso postal.

O leitor em questão faz parte da família de chilenos participante da vida social e comercial potiguar. O cônsul Carlos B. Lamas, por exemplo, foi o principal idealizador da Rádio Educadora de Natal, a REN (1939/1941), depois Poti na incorporação aos "Diários e Emissoras Associados".

Em uma edição de 1960 aparece o radialista e professor Badoglio Araújo (falecido em 23/3/2009), correspondente de Parelhas para a Rádio Brejuí (Currais Novos) no noticioso apresentado pelo também falecido locutor Eliel Bezerra, irmão do repórter policial Elitiel Bezerra, o Pepe dos Santos, do DN. Badoglio pede capas com os jogadores do Vasco da Gama: Russo, Roberto Pinto e Ronaldo.

No corrente ano de 1961 aparece Bento José de Araújo Lima, pedindo notícias sobre o centroavante do Santos, Coutinho. O redator acredita da família de um famoso engenho de cana Bom Jardim, no município de Goianinha. Além de Manoel Torres Filho, das bandas do Caicó. Que pede a linha atacante do Botafogo na capa.

O Fábio Castelo Branco de Brito Guerra, em 1963 é o primeiro leitor repetitivo (oito vezes! A última: 1966. Em uma com pedido envolvendo o zagueiro potiguar Edmilson "Piromba" do Fluminense), deve ser parente descendente da tradicional família Brito Guerra, que padre senador no Império até houve.

Depois (1964), umas cinco vezes, os irmãos Carlos e Fred Sizenando Rossiter Pinheiro, professores universitários (Biologia e Engenharia Elétrica), autores de dois livros memorialistas sobre o cotidiano histórico natalense. Carlos pede capas com o goleiro Carlos José Castilho (Fluminense), Joaquinzinho e Gerson.

Também aparece duas vezes Claudino Freire. Suspeito que seria um antigo apresentador da Rádio Trairi, depois Tropical, depois CBN (Central Brasileira de Notícias), recentemente vendida pelo ex-governador José Agripino a um médico e empresário potiguar radicado no interior do Paraná.



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