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| Carlos e Fred S. Rossiter Pinheiro/TN |
JOSÉ VANILSON JULIÃO
Em pesquisas na publicação carioca Revista do Esporte já encontramos um "Botafogo" de Currais Novos com o falecido treinador Rubenito, conhecido por treinar clubes locais e o Grêmio Presidente Kennedy, o conhecido GPK, da vizinha cidade de Cerro Corá/RN.
Agora, no levantamento para colher dados sobre o selecionado carioca convocado pelo treinador Elba de Pádua Lima, o Tim, como representante da Federação Metropolitana de Futebol (1959), é achada uma curiosidade envolvendo os leitores da publicação semanal do Rio de Janeiro.
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| Redator ouviu Badoglio Araújo no rádio |
No caso são os nomes de alguns missivistas, isolados ou até costumeiros, com as correspondências originadas de Natal, a capital do Rio Grande do Norte. Tem muita gente "desconhecida", mas há outros com os nomes completos escutado ou lido em algum momento pelo repórter nos últimos 56 anos.
A primeira carta de alguém com nome conhecido é de 1960. Ano seguinte ao surgimento do conhecido e extinto impresso. Para a seção "Correio do Leitor" escreve Carlos Lamas Sobrinho, com a publicação respondendo que não usa o serviço de reembolso postal.
O leitor em questão faz parte da família de chilenos participante da vida social e comercial potiguar. O cônsul Carlos B. Lamas, por exemplo, foi o principal idealizador da Rádio Educadora de Natal, a REN (1939/1941), depois Poti na incorporação aos "Diários e Emissoras Associados".
Em uma edição de 1960 aparece o radialista e professor Badoglio Araújo (falecido em 23/3/2009), correspondente de Parelhas para a Rádio Brejuí (Currais Novos) no noticioso apresentado pelo também falecido locutor Eliel Bezerra, irmão do repórter policial Elitiel Bezerra, o Pepe dos Santos, do DN. Badoglio pede capas com os jogadores do Vasco da Gama: Russo, Roberto Pinto e Ronaldo.
No corrente ano de 1961 aparece Bento José de Araújo Lima, pedindo notícias sobre o centroavante do Santos, Coutinho. O redator acredita da família de um famoso engenho de cana Bom Jardim, no município de Goianinha. Além de Manoel Torres Filho, das bandas do Caicó. Que pede a linha atacante do Botafogo na capa.
O Fábio Castelo Branco de Brito Guerra, em 1963 é o primeiro leitor repetitivo (oito vezes! A última: 1966. Em uma com pedido envolvendo o zagueiro potiguar Edmilson "Piromba" do Fluminense), deve ser parente descendente da tradicional família Brito Guerra, que padre senador no Império até houve.
Depois (1964), umas cinco vezes, os irmãos Carlos e Fred Sizenando Rossiter Pinheiro, professores universitários (Biologia e Engenharia Elétrica), autores de dois livros memorialistas sobre o cotidiano histórico natalense. Carlos pede capas com o goleiro Carlos José Castilho (Fluminense), Joaquinzinho e Gerson.
Também aparece duas vezes Claudino Freire. Suspeito que seria um antigo apresentador da Rádio Trairi, depois Tropical, depois CBN (Central Brasileira de Notícias), recentemente vendida pelo ex-governador José Agripino a um médico e empresário potiguar radicado no interior do Paraná.


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