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| Um "Paulistinha" similar a este caiu perto de João Pessoa com o piloto José Maia de Novais, o goleiro "Pagé", e o auxiliar de mecânico José Castor Filho, na quarta-feira, 26 de fevereiro de 1947 |
JOSÉ VANILSON JULIÃO
O avião "Paulistinha" cai na quarta-feira (26/2/1947) nas imediações da cidade de Santa Rita e na edição dominical (4/3) o jornal estatal paraibano A União circula com nota do Aero Clube de João Pessoa (em nome da diretoria, alunos, pilotos, sócios e funcionários) para a missa de sétimo dia na terça-feira (4), na Matriz de Nossa Senhora de Lourdes, em sufrágio aos desaparecidos José Maia de Novais e José Castor Filho.
Na mesma edição o presidente da Federação Desportiva Paraibana, Carlos Neves de França, convida os diretores de clubes para o mesmo evento religioso. No mesmo expediente secretariado pelo jornalista João Elias Bernardes, a assembleia reunida em segunda convocação, anuncia o voto de pesar pelo passamento do goleiro José Maia, o "Pagé", do Botafogo Futebol Clube.
Uma semana depois a página esportiva de A União (domingo 9) veicula um poema de autoria de Radiel Bezerra Cavalcanti, em homenagem ao desaparecido antigo futebolista do selecionado paraibano, no qual o compara na fama ao atacante carioca Leônidas da Silva e ao famoso goleiro do Vasco da Gama Jaguaré.
Outro expediente da Federação dá conta da anistia ao Botafogo, cujo documento é datado da sexta-feira anterior (7 de março), tendo como motivação a morte do ídolo botafoguense Pagé, que, além de atleta, foi dirigente, inclusive secretário da presidência nos anos 30 começo de 40.
Na terça-feira (25/3) A União publica o chamado da missa de 30 dias pelos familiares (cunhado, irmãos e sobrinhos), Manoel Fernandes de Lima, Humberto Nóbrega, Helena e Isabel Novais, na Matriz de Lourdes.

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