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sábado, 3 de abril de 2021

Omena dirige o Alecrim no Torneio Jubileu de Ouro

Estádio Juvenal Lamartine foi inaugurado em outubro de 1928

Competição homenageia cinqüentenário do Estádio Juvenal Lamartine

A última reportagem da série aborda o carioca radicado em São Luís, Antonio Ribeiro de Omena Filho, como treinador alecrinense. Na terça-feira (31/1/1978) o “Diário de Natal” revela que o preparador físico Armando Viana escala o Esmeraldino para a estreia na competição na quinta contra o Riachuelo e no intervalo assume o comando.

Posteriormente o jornal Associado acerta ao afirmar que ele foi jogador do Madureira e erra como atleta do alvinegro São Cristóvão, o clube do bairro homônimo da Zona Norte do Rio. 

Em março (2) diz que necessita de um centroavante: - Falta objetividade no ataque. Na ocasião foram indicados dois Paulo, Roberto e César, indicado pelo irmão do treinador, aquele mesmo Paulinho “Ladrão de Bola”. Inclusive o segundo é filho e sobrinho dos antigos boleiros. Sequer entram em campo.

Antes da estreia na segunda etapa diante da provocação do repórter: - Não tenho medo do América. É um time como outro qualquer. Utiliza 11 em campo e não faz diferença dos outros. Nunca tremi dentro de campo e não será desta vez (Apesar de reconhecer a superioridade americana e a limitação do elenco alviverde).

Na quinta (15) a imprensa noticia que Omena coloca o cargo a disposição, pois até aquele momento o contrato não fora formalizado após classificação no torneio, como combinado.

O pedido de demissão, agora sob a condição de promessas de trabalho não cumprida, ocorre na última semana de abril após amistoso contra o Campinense e ratificada em reunião com o dirigente Bastos Santana no local de trabalho deste, o escritório do Supermercado São Cristóvão (Cidade Alta).


CAMPANHA

Fase preliminar (capital)

Alecrim 5 x 1 Riachuelo (2/2)

Alecrim 1 x 0 Atlético (12/2)

Alecrim 0 x 0 Força e Luz (19/2)

Alecrim 3 x 1 Ferroviário (25/2)

Fase final

Alecrim 1 x 3 América (4/3)

Alecrim 1 x 3 ABC (12/3)

Alecrim 2 x 1 Corintians (19/3)


sexta-feira, 2 de abril de 2021

O jogador potiguar nas Olimpíadas de Tóquio

Aladim (agachado, no centro) no ataque do São Cristóvão

josé Vanilson Julião

Após chegar à semifinal do Campeonato Brasileiro de Seleções estaduais (1934), ao eliminar paraibanos, pernambucanos, cearenses e perder para os baianos, a imprensa apelidou o elenco potiguar de “Fantasmas do Nordeste”, o selecionado norte-rio-grandense voltou a realizar excelente campanha entre o novembro/1959 e janeiro/1960.

Passa pela Paraíba, Alagoas e Ceará. Na semifinal é eliminado (derrota e empate) no Juvenal Lamartine. Em comum com dirigentes cariocas. Como prenúncio o semanário “O Poti” (12/6/1960) anuncia dois do elenco na provável lista para a Olimpíada de Roma: - Gradim (Francisco de Souza Ferreira – Vassouras, 15/6/1908 – Rio, 12/6/1987) entregou a lista: Antonio de Pádua Mendes de Aguiar (companheiro no Riachuelo) e Geraldo Teixeira (Natal, 5/5/1937), o Aladim, convocados.

Com o subtítulo: - Aladim, contudo, já é profissional. Na época no Náutico. Pelo qual participa de dois amistosos: Olaria (3 x 1 – 30/3) e Sport (3 x 1 – 7/4). Marca um gol em cada. Mas somente quatro anos depois se concretiza o enunciado, ocasião que ele atua na Guanabara.

Aladim se torna o primeiro norte-rio-grandense a participar dos Jogos Olímpicos no Japão (1964). Como companheiros o atacante Roberto Miranda (Botafogo), o meia Zé Roberto Marques (São Paulo, 31/5/1945 – 7/5/2016), contratado pelo ABC na década seguinte, além de Eliseu Antonio Vinagre Ferreira de Godoy (Santos, 17/10/1945), vendido para o belga Anderlecht, e o zagueiro botafoguense Mura (Maurício Pereira Barros).

Aladim começou no juvenil americano, passou pela antiga categoria de aspirante e titular (14 jogos – 54/55). No ano seguinte está no Grêmio Natalense – originado do Brasil de Pedro Teixeira da Silva (Pedrinho 40), pelo qual participa da maior zebra na estréia do campeonato estadual ao vencer o ABC (1 x 2). A Tribuna ironiza: “O avô apanhou do netinho”.

1957: continua na equipe gremista do Alecrim, que havia revelado o goleiro Dinarte Soares (Alecrim e América), o zagueiro Herwin de Souza Hackradt (América) e o meia-atacante Wallace Gomes da Costa (América, Alecrim e ABC), com foto do elenco estampada na revista Sport Ilustrado (1952). Pelo Riachuelo Atlético Clube (33 vezes no Estadual – 58/59).

Campeão no Rio

Ao lado do meia-atacante carioca Ivo Ribeiro Soares (12/6/1938), outra estrela do clube naval, que servia no Centro de Instrução Almirante Tamandaré (CIAT), atual base Almirante Ari Parreiras, que também seguiu para o clube cadete e da mesma forma convocado para a Seleção Olímpica. Depois chegou a compor no elenco do Flamengo.

Após três décadas o Carioca retorna com uma divisão secundária e quatro clubes suburbanos: Campo Grande (Zona Oeste), Madureira, Olaria e São Cristóvão (estes da Zona Norte). O clube alvo conquistou invicto a agora Divisão de Acesso.

Dissolvida em 1966 todos participaram da divisão de elite. O presidente Neivas de Aguiar Mazza promete ‘bicho’ (80 mil cruzeiros) pela vitória contra o Campo Grande na sexta e última rodada do returno. A “caixinha” dos associados, até a noite de domingo (4/7/1965), data da decisão em casa, no Estádio Filgueira de Melo, rende Cr$ 5 milhões.

Sites especializados em fichas de atletas o confundem com o ponta-esquerda Aladim Luciano (Barra Mansa/RJ, 13/10/46) mais famoso, campeão carioca pelo Bangu (1966), passa pelo Corinthians, Coritiba, Atlético/PR e Colorado, atual Paraná, fruto da fusão com o clube Pinheiros, antigo Água Verde.

 

SÚMULA

São Cristovão 2 x 0 Campo Grande

São Cristovão: Balbino, Edson, Ailton, Elton, Turcão, Elizeu, Jair, Jorge, Gilberto, Aladim e Calazans

Campo Grande: Ridir, Paulo, Guilherme, Geneci, Carlinhos, Ezequiel, Hércio, Norival, Domingos, Jonas e Nodir

Gols: Calazans 21/1 e 42/2

 

ELENCO

Jorge Balbino

Paulo Carvalho Batista (Manga)

Edson Furtado de Mendonça

Ailton Germano Rosa

Helton Rodrigues da Silva

Luís Paes Leme (Turcão)

Eliseu Antônio Ferreira Vinagre de Godoy

Gilberto Marques

Jorge da Costa

Gilberto Fraga (Gilberto II)

Geraldo Teixeira (Aladim)

Moisés Francisco de Oliveira

José Alves Calazans

Técnico: Silas da Silva

 

FONTES

Bangu

O Gol

Raymundo Quadros

Tribuna do Norte

Diário de Natal

Diário Carioca

Última Hora

Luta Democrática 

FacebookTwitterE-mail

Histórico do Riachuelo no Campeonato Potiguar 1949/1993 – Júlio Bovio Diogo, Marcos Trindade e Rodolfo Pedro Stella Júnior (2018).

quinta-feira, 1 de abril de 2021

O esquecido treinador carioca do Alecrim (V)

Paulinho "Ladrão" (segundo agachado, à esquerda) campeão pelo Fluminense em 1959


Paulinho ‘Ladrão’: o irmão de Antonio Ribeiro de Omena Filho

O meia-atacante Paulo Ribeiro de Omena (Rio de Janeiro, 23/8/1932), que também atuava como zagueiro ou lateral-esquerdo, foi criado em Marechal Hermes. “Quinho” é revelado pelo Madureira (1953).

A paixão de infância levou-o ao Botafogo, comprado (1954) pela quantia de 400 mil cruzeiros, valor somente ultrapassado quando desembolsou um milhão pelo Waldir Pereira, o Didi.

Teve a missão de substituir Geninho, o principal jogador da conquista do campeonato de 1948 sobre o Vasco da Gama. Chamado de ‘Marcador-Relâmpago’ o locutor gaúcho Luís Mendes o apelida de ‘Ladrão de Bola’ pela facilidade em surrupiar a bola aos adversários.

Quase vendido à Juventus italiana, recuou devido à família e foram Dino e Vinícius que ficaram na Europa após uma excursão. Entretanto Zezé Moreira deixou Paulinho fora da convocatória para outra excursão e tendo chegado ao fim do contrato rumou ao Náutico/PE (1958).

Os atrasos salariais deram a Paulinho o ‘passe-livre’, sendo um dos primeiros atletas a ter esse privilégio. Zezé Moreira que o afastara da excursão, convidou-o para o Fluminense, tendo regressado aos 26, sendo campeão carioca (1959) e do Torneio Rio –São Paulo (1960), e veste a camisa da Seleção Carioca.

Antes passou por empréstimo no Canto do Rio de Niterói (1957). Transferido ao Bonsucesso (1963) para jogar ao lado de Pinheiro e Sabará. Encerrando a carreira (1966) e continua como funcionário da Marinha.

Personagem esquecido foi ‘ressuscitado’ pelo neto Ygor Lioi, que rodou o seu primeiro documentário "Um Craque Esquecido", em projeto social da Portela, o ‘Por Telas’, que foi passado no Cinefoot (2018).

Fontes

O Gol

Museu da Pelada

Tardes de Pacaembu

Que fim levou?

Mundo Botafogo


O esquecido treinador carioca do Alecrim (IV)

Omena (terceiro à esquerda) autuou pelo Maranhão no Brasileiro de Seleções de 1962

 Omena é campeão do Norte pela seleção maranhense

A seleção maranhense começa a preparação com os 33 convocados: Bacabal, Chico, Croinha, Omena, Negão, Hamilton, Neto, Garrinchinha, Gojoba, Portugues, Ribeiro, Laxinha, Santos, Vadinho, Zeca, Edgar, Ivanildo, Hélio, Ananias, Neném, Massaúd, Waldecy, Alencar e Joubet.

O plano compreendia amistoso contra o Nacional antes da estréia. Os treinos envolveram quatro times: A, B, C e D. Com a conclusão e revisão médica do doutor Carneiro Belfort é definido o elenco com 22 atletas: titulares e reservas.

Na preparação Seleção A 0 x 1 combinado Sampaio Correa - Moto (comando do professor Rinaldi Mais) e B 2 x 0 no Santa Izabel. No segundo dia de treino de 110 minutos das seleções A e B 3 x 3 bolivianos e motenses.

Formação (45 minutos): Bacabal, Ribeiro, Omena, Negão, Portugues, Chico, Hélio, Garrinchinha, Santos, Croinha e Neném.

O treinador carioca Sávio Ferreira (MAC) é contratado pelo América/RN (1968), mas é demitido por atitudes fora de campo.

O pernambucano Edson José de Souza (21/8/1940), o Croinha, aos 22, é artilheiro do selecionado (sete), um a mais que Hamilton Sadias Campos (Mosqueiro/PA, 3/12/1934), que veio do Santa Cruz/PE para o Moto. Garrinchinha faz quatro gols.

Croinha começa na segunda divisão pernambucana. O treinador Ênio Silva foi buscá-lo em Recife (maio/1961) para o Maranhão Atlético Clube, sendo campeão estadual (1963). É o maior goleador (138) do Fortaleza (65/72). Retornou ao MAC (1971). Encerra a carreira no Tiradentes cearense.

O

F

Estádios: Nhozinho Santos (São Luís), Lindolfo Monteiro (Teresina), Glicério Marques (Macapá), Parque Amazonas (Manaus), Evandro Almeida (Belém) e Presidente Vargas (Fortaleza).


Campanha

Maranhão 3 x 1 Piauí (4/11 – Santos e Croinha 2)

Piauí 0 x 2 Maranhão (7/11 – Garrinchinha)

Amapá 0 x 2 Maranhão (15/11 – Croinha e Garrinchinha)

Maranhão 3 x 0 Amapá (18/11 – Croinha 2 e Santos)

Amazonas 1 x 3 Maranhão (25/11)

Maranhão 4 x 1 Amazonas (2/12 – Croinha, Hamilton 2 e Garrinchinha)

Maranhão 1 x 0 Pará (9/12 – Hamilton)

Pará 1 x 1 Maranhão (12/12 – Gojoba)

Maranhão 3 x 2 Ceará (6/12 – Santos - Hamilton – Croinha)

Ceará 2 x 0 Maranhão (20/12)

Ceará 2 x 2 Maranhão (23/12 – Hamilton)


Fontes

Fortaleza

Futebol Maranhense Antigo

O Gol


segunda-feira, 29 de março de 2021

O esquecido treinador carioca do Alecrim (III)

O ex-botafoguense Garrinchinha faz a ponte para o Moto Club/MA

Garrinchinha no Moto Clube
A intermediação da viagem do lateral canhoto Antonio Omena e do atacante banguense (58/59 – 36 jogos, 26 vitórias, oito empates, duas derrotas e três gols) com passagem no Madureira Joubert José de Miranda (Rio, 16/12/1938) ao Maranhão partiu do ex-jogador botafoguense José Domingos Lopes Matos, o Garrinchinha (Rosário/MA, 12/12/1937 - São Luís, 1990).
É um dos cinco maranhenses a vestir a camisa alvinegra, além de Elpídio Barbosa Conceição (Dill), Hugo Leonardo “Leo” Silva Serejo, Elkeson de Oliveira Cardoso e Rodrigo Oliveira Lindoso.
O filho do casal Maria Pereira e José Calazans, moradores da Rua Diogo Tavares, 16, bairro da Floresta, não desenvolveu aptidão ao estudo e os pais o matriculam na escola de pesca na Marambaia (1949). Logo está correndo atrás da bola no amador Ipiranga.
A pesquisa não encontra quando Garrinchinha chegou ao Rio, mas há o registro de que ingressa no Nacional, do Departamento Autônomo, que geria a competição entre clubes amadores. No Botafogo apelido surgiu não apenas por ser reserva do xará famoso, mas, também, por ter um ligeiro defeito na perna.
Porém apura que Garrinchinha foi campeão do torneio início juvenil: 2 x 0 Bangu (14/7/1956) com um gol dele. Campeão na categoria aspirante com quatro gols em 15 participações dos 21 jogos.
Participa do Torneio João Teixeira de Carvalho: 5 x 0 Vasco da Gama (General Severiano – 11/6/1958), um gol. E do primeiro jogo da final: 2 x 0 América (25/6). A segunda partida acabou não acontecendo.
No amistoso River 2 x 2 (20/7), no Estádio Lindolfo Monteiro (Teresina/PI), atua ao lado de Garrincha, substituindo Neivaldo.
Amistoso: 3 x 0 Santo Antonio (17/8/1958) em Vila Velha/ES. Inauguração do Estádio Rubens Gomes. Entra no lugar de Zagallo.
No Glorioso chega a ganhar 10 mil cruzeiros mensais. Saí do clube em 21/5/1959.
Depois Moto (60/61 e 72), Fortaleza (62 e 68/69), Sport (63/64), América/RJ (65/66), Ferroviário/MA (67), Central de Barra do Piraí/RJ (1968) e Deportivo Itália de Caracas/Venezuela (1971).
Ao encerrar a carreira treina o Maranhão, Moto, Imperatriz e Expressinho. Foi assassinado nos anos 90, em São Luís, quando providenciava documentação para aposentadoria como funcionário da Marinha no Rio.
O crime surpreende ex-jogadores e repórteres. Como José de Ribamar Ribeiro, o “Garfo de Pau”, apelido herdado do irmão Pedro, pelas pernas arqueadas: - Era brincalhão, mas respeitador.
O jornalista Dejard Ramos Martins, autor do livro “Um Mergulho no Tempo”, disse: - Saiu desconhecido e reapareceu como jogador do Botafogo. Jogou até na ponta-esquerda.
A postagem “Futebol Maranhense Antigo” (28/7/2013) suscita comentário do controlador do “Datafogo”, Cláudio Marinho Falcão (20/4/2016), sobre a data de falecimento. Sem resposta.

Fontes:
Bangunet
Datafogo
Federação Internacional de Estatística de Futebol
Futebol Maranhense Antigo
Mundo Botafogo
O Gol
Súmulas Tchê


domingo, 28 de março de 2021

O esquecido treinador carioca do Alecrim (II)

No campeonato do Rio de Janeiro pela Portuguesa da Ilha do Governador

Depois do perfil geral a série detalha a carreira do lateral canhoto Antonio Ribeiro de Omena Filho (31/10/1934).

Antonio vem a ser conhecido como Omena no Maranhão. Nas súmulas do Carioca (1960) pela Associação Atlética Portuguesa, a lusa alviverde da Ilha do Governador, aparece com o primeiro nome de batismo.

Ele participa dos 11 jogos do turno. No returno apenas no primeiro com o elenco agora comandado pelo treinador Denoni Pereira Alves (13/3/1926), ex-meia do Madureira, Atlético Mineiro, América e Portuguesa. Também treina a seleção brasileira juvenil (1964).

Atua contra o irmão Paulinho apenas uma vez. E marca o único gol na competição. Na derrota para o Tricolor.

Arbitragem: José Monteiro Francisco Ferreira e Joaquim Barreira. Renda: Cr$ 259.709,00. Público: 6.496 (cadeira 204, arquibancada 6.229 e geral 63). Gols: Valdo 18, Maurinho 34, Escurinho 49, Valdo 69 e Antonio 77.

Fluminense: Castilho, Jair Marinho, Pinheiro; Edmilson, Clóvis, Altair; Maurinho, Paulinho, Valdo, Telê e Escurinho. Técnico: Zezé Moreira

Portuguesa: Wagner, Flodoaldo, Gagliano; Antonio, Wilson, Tião; Pinheiro, Zezinho, Sabará, Hélio e Iêdo. Técnico: Daniel Alves

 

Turno

Portuguesa 1 x 2 Flamengo – Maracanã (30/7)

Portuguesa 0 x 3 Botafogo – General Severiano (3/8)

Portuguesa 1 x 4 Fluminense – Maracanã (6/8)

Portuguesa 1 x 0 São Cristovão – Kosmos (13/8)

Portuguesa 3 x 1 Bonsucesso – General Severiano (20/8)

Portuguesa 2 x 0 Bangu – Moça Bonita (28/8)

Portuguesa 0 x 2 América – São Januário (3/9)

Portuguesa 1 x 2 Madureira – Kosmos (10/9)

Portuguesa 0 x 0 Olaria – Teixeira de Castro (17/9)

Portuguesa 2 x 2 Vasco da Gama – General Severiano (21/9)

Portuguesa 1 x 2 Canto do Rio – Teixeira de Castro (1/10)

 

Returno

Portuguesa 0 x 2 América – São Januário (8/10)

 

Fontes:

Blog do Marcão

Futebol Maranhense Antigo

Súmulas Tchê

 

sábado, 27 de março de 2021

O esquecido treinador carioca do Alecrim (I)

Irmão mais conhecido, Paulinho Omena, fez sucesso no Madureira, Botafogo e Fluminense

José Vanilson Julião

O carioca Antônio Ribeiro de Omena nasceu no Bairro de Marechal Hermes (Zona Norte). Era conhecido familiarmente como Badau. Aos 17 trabalhava na Marinha. Caçula de quatro irmãos – Hildebrando, Iraci e Paulinho, a quem via jogar.

Em 1952, aos 18, chega ao Madureira levado pelo irmão Paulinho. Permanece por oito anos no Tricolor Suburbano: juvenil, aspirante e profissional. Era coringa: meia-esquerda, zagueiro central e lateral-esquerdo.

Na Portuguesa carioca atua no primeiro turno (11 jogos) com o treinador Daniel Alves (julho/setembro-1960). Com o técnico Denoni entra apenas em um jogo do returno: 0 x 2 América (8/10).

No final de 1961, no batizado de um amigo, soube que Garrinchinha estava querendo levar três jogadores para o Moto Clube, para passar 20 dias em São Luís, capital maranhense.

Vieram Omena, Zé Carlos e Joubert. “Fiquei impressionado com a recepção. Jogávamos em time sem torcida e de repente estávamos num time de grande torcida. O fascínio se tornou grande responsabilidade”.

Desembarcaram no sábado e no domingo enfrentam o Sampaio Corrêa. O Moto não ganhava havia dois anos. 1 a 0, gol de Nabor, amistoso (29/4/1962). Nos dois domingos seguintes o vence pelo mesmo placar: 5 x 1.

Para não perder o emprego na Marinha volta ao Rio. O presidente César Aboud foi buscá-lo a pedido da torcida, quando consegue a transferência. Nas temporadas 62/63 não foi campeão. “Éramos unidos dentro e fora de campo. Ficamos dois anos sem perde para o Sampaio”.

Casa com Lâmia Ayoub (1963). Relembra que foi um casamento regado a uísque. “Casei com uma pessoa da alta sociedade. Na festa meus amigos da bola não puderam ser convidados, exceto o técnico Rinaldi Maia.”

Campeão da Região Norte no Brasileiro de Seleções (1962) em 1964 sai para o Sampaio, o que parecia impossível. Mudança que traçaria outro rumo na carreira. No mesmo ano foi campeão e a torcida o apelida de ‘Divina Dama’. Em 65 o bi. Sem vitória do Moto.

No ano do bi um fato inédito. Chateado por Coelho (MAC) ter feito um gol irregular em cima dele num jogo contra o Sampaio, resolve dar um troco. Entra com um alfinete e quando Coelho aparecia na área o espetava. Foi expulso. Por falta de provas não é condenado pelo TJD.

Briga com dirigentes em causa própria e pelos companheiros. O declínio começa após briga com Antônio Bento Cantanhede Farias, diretor do Sampaio. “Fiquei sem jogar por seis meses. Não aceitava as condições que me oferecia”.

No segundo semestre de 1966 está no Ferroviário. Em 1967 no Maranhão. - O Moto me buscou, o Sampaio dá glórias e o MAC conquista meu coração. Em 1969, aos 35, parar encerra a carreira. Com o casamento abalado volta ao Rio.

Como técnico: auxiliar na Seleção Brasileira sub-20 (1989), Alecrim (Natal/RN), Ferroviário, Ji-Paraná (Rondônia), Rio Negro, São José e Tocantins.

 

Fonte

O professor de Educação Física Hugo José Saraiva Ribeiro (Pinheiro/MA) escreve: "Sampaio Corrêa, uma Paixão dos Maranhenses" (fevereiro/2011, "Memória Rubro-Negra: de Moto Club a Eterno Papão do Norte" (setembro/2012) e "Salve, Salve, meu Bode Gregório: a História do Maranhão Atlético Clube" (Setembro/2014). Republica no Blog Futebol Maranhense (28/5/2014) o perfil “Omena, Divina Dama”, assinaturas Edivaldo Pereira Biguá e Tânia Biguá, na seção "Onde Anda Você?" (O Estado do Maranhão – 22/2/1999)