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sábado, 2 de março de 2024

Um sábado atribulado com coleguinhas da imprensa potiguar (I)

Sucesso total o encontro; em primeiro plano, de chapeú panamá, Alex Medeiros, o organizador, alegre

José Vanilson Julião

Hildo Oliveira, Flávio Marinho, Osni Damásio; em pé:
João Maria Alves, Rubinho Lemos e Ricardo Rosado

Eu havia passado a madrugada acordado, com meus horários doidos, e lá por volta das 8h30 deste sábado já me encontro, de mala e cuia, sem lenço e documento, no "Sebo Vermelho", da Avenida Rio Branco, para o lançamento do livro de dar água na boca: a carne assada dissecada em letras pelo jornalista Osair Vasconcelos com o tempero competente de Abimael Silva.

Lá encontro o torcedor americano e advogado Carlos Roberto de Miranda Gomes, com quem converso sobre o rádio de antigamente e termino sabendo que o pai dele, o desembargados Jose Gomes da Costa, foi atacante do alvirrubro (campeão do Torneio do Centenário em 1922) e não atacante, como pensava;

o ex-prefeito macaibense, ex-deputado estadual e conselheiro aposentado do Tribunal de Contas e contador de causos Valério Mesquita, a quem lanço lembranças do zagueiro “Vingador” (Osair é fã do antigo jogador), do Cruzeiro de Macaíba e Alecrim e ainda pergunto se o velho “Pax Clube” continua de pé (Miranda Gomes lembra que existia outro antes quando morou menino na metrópole a beira do Rio Jundiaí);

Osair chega no horário marcado (10 em ponto) para autografar os 400 livros impressos. E a fila aumenta: meus editores na "Tribuna do Norte": Antonio Melo, Paulo Tarcísio de Albuquerque Cavalcanti e “Diário de Natal” Albimar Furtado, um dos cinco torcedores do Bangu que tenho conhecido por este Nordeste, irmão de Adamires (um dos maiores noticiaristas do rádio potiguar);

o colega Flamínio Oliveira, companheiro do mano Valdir em "A República". E muito mais gente conhecida do meio jornalístico e outras personalidades, como o desembargador Manoel Onofre Júnior.

Saio de lá por volta das 11h30, pensando que Valdir me traria de volta para casa, mas eis que ele, temendo uma negativa pelo meu cansaço, ainda diz que vai passar no encontro dos jornalistas organizado por Alex Medeiros no Iate Clube em Santos Reis. Pelo contrário, não reclamo, e como prêmio ganho a excelente, prestativa e hilária companhia de Flamínio (segura até minhas muletas para eu entrar no meu agora preferido espaço no carro, o largo e amplo banco traseiro).

É justamente da agremiação dos comodoros e navegantes que passo a comentar os flagrantes do coleguinha João Maria Alves. Primeiro com José Valdir Julião relembrando ao deputado federal Ney Lopes de Souza o caso do mimeografo a álcool, presente dele a um quinteto de adolescentes de Cerro Corá para a impressão do jornalzinho mensal "Correio Estudantil", com as primeiras edições (1973) tirada no mimeografo a tinta do Grupo Escolar Querubina Silveira (só os “antigos” sabem o que é isso: uma mini impressora portátil).

Entre os presentes confabulam o jornalista Rubens Lemos Filho, Valdir Julião (não sei o teor da hilária estória que contavam. Estava na outra ponta da longa mesa) e o coleguinha Garibaldi Alves Filho. Pois antes de encarar a carreira política – deputado estadual e federal, governador e senador – andou dando uma de repórter na "Tribuna do Norte".

Além de que, quando já eleito para cargos públicos, no Legislativo principalmente, apresentava o programa "Falando Francamente" na Rádio Cabugi. Os comentários dele ocorriam depois da "Patrulha da Cidade" e antes da resenha esportiva (se não falha a memória).

Até lembrei na saída dele: - Quando lhe vejo só lembro de Ubiratan Camilo de Souza (pernambucano, radialista da área policial, ex-árbitro de futebol) dizendo na escadaria da “Cabugi”: “Me dê cinco contos...!” As vezes “Bira”, até me antecipava e dizia, eu escorado no balcão de cimento da portaria da entrada, onde Núbia (irmã do radialista, vereador e, principalmente, torcedor abecedista) recebia e anotava os avisos diversos para o programa “Patrulha da Cidade”.

Rubens Manoel Lemos Filho (colunista esportivo da TN), Garibaldi Alves Filho e José Valdir Julião


Historiador americano opina sobre livro do fotógrafo dos presidentes

Joseph R. "Joe" Lake Júnior

Joseph R. “Joe” Lake Júnior

John (Jack) Harrison nos apresentou um livro que revela o complexo papel que o Brasil desempenhou na Segunda Guerra Mundial.

Além de fornecer novo material sobre a estratégia da Marinha dos Estados Unidos em todo o Oceano Atlântico para enfraquecer a capacidade das frotas de submarinos e invasores de superfície da Alemanha de assediar a navegação aliada, o livro de Harrison fornece novos dados sobre as operações de submarinos no Pacífico e a capacidade dos EUA de transportar rapidamente aeronaves das Américas para combates no norte da África e no sul da Europa a partir de bases no leste do Brasil.

O livro contém histórias fantásticas de militares estacionados lá durante a guerra, bem como informações de acompanhamento sobre suas vidas.

A fotografia de Harrison e de seus compatriotas da atividade de guerra, a vida então nas cidades brasileiras, também atualizada, é marcante.

Esta é realmente uma história notável contada por experiência própria.

 


Noticiário americano sobre fotógrafo do encontro dos presidentes (final)

John "Jack" Raymond Harrison

Última e quarta parte da longa reportagem do site "Greenville Hockessin & Life" sobre "Jack" e o livro

Steven Hoffman (29/6/2016)

“Muitas pessoas não percebem o quão perto estivemos de perder aquela guerra”. Ele disse que houve vários desenvolvimentos:

– A Itália atrasou a invasão da Rússia, Hitler interferiu com os seus generais e a Alemanha retirou tropas de Moscovo numa altura em que estavam prestes a assumir o controlo da cidade – que se revelaram cruciais.

Depois do serviço militar Harrison teve uma carreira de 35 anos na Hercules nos EUA e também na Europa. Ele trabalhou em um programa piloto de engenharia química.

E depois contratado pela Agência Federal de Proteção Ambiental para escrever um manual de design de processos.

Ele e sua esposa, Doris, compartilharam 67 anos de casamento e criaram quatro filhos. Escrever o livro e compilar as fotografias foi um trabalho de amor para Harrison.

Ele começou a escrever o livro em 2001 e trabalhou nele até cerca de 2011. Ele publicou pela primeira vez cópias de capa mole do livro.

Quando o estoque acabou trabalhou com a Schiffer Publishing em Atglen, Pensilvânia, para publicar cópias de capa dura do livro.

Harrison ficou muito satisfeito quando os funcionários da Schiffer Publishing lhe disseram que seu livro era tão bom que não precisaram mudar nada para a edição de capa dura.

Harrison já está trabalhando duro em outro livro. Ele está escrevendo uma história de Yorklyn. Ele tem uma apresentação sobre a história de Yorklyn planejada em Auburn Heights em novembro.

Disse que a história de Yorklyn, e como ela foi moldada pelas indústrias que existiam lá, é semelhante à que outras cidades vivenciaram.

“O que aconteceu em Yorklyn é semelhante ao que aconteceu em outras cidades”, disse ele. “Estou ansioso para concluir o livro sobre Yorklyn.”

Noticiário americano sobre fotógrafo do encontro com presidentes (III)


Terceira parte da longa reportagem do site "Greenville Hockessin & Life" sobre "Jack" e o livro

Steven Hoffman (29/6/2016)

O dever da Quarta Frota era destruir os submarinos do Poder do Eixo e bloquear os corredores que transportavam materiais de guerra essenciais.

A frota também queria impedir o naufrágio de navios mercantes brasileiros e aliados. O Mediterrâneo era perigoso para navegação, por isso o estreitamento do Atlântico Sul era estrategicamente crítico.

Harrison foi capaz de usar as habilidades fotográficas para documentar e preservar as atividades de guerra na área.

Uma de suas fotos favoritas no livro é de sete pilotos do VP-83 e um tripulante em uma cidade de tendas em Natal. “Tenho muitas fotos das tripulações dos aviões”, explicou ele.

Ele também tem fotos de como era o Brasil na década de 1940, além de imagens dos moradores da região. Inclui foto modernas de cidades ao lado de fotografias da década de 1940 para ilustrar como mudaram.

Natal, por exemplo, tinha cerca de 50 mil moradores. Hoje é de mais de um milhão de pessoas. Amigos o ajudaram tirando fotos modernas de algumas áreas do Brasil.

O livro também inclui reflexões sobre a guerra e os acontecimentos subsequentes. Houve muitos livros e filmes sobre a Segunda Guerra Mundial.

Mas, segundo Harrison, não houve abundância de fontes que analisassem o conflito no Atlântico Sul. Ele disse que as contribuições dos brasileiros têm sido esquecidas.

Noticiário americano sobre fotógrafo do encontro com presidentes (II)

Segunda parte da longa reportagem do site "Greenville Hockessin & Life" sobre "Jack" e o livro

Steven Hoffman (29/6/2016)

Almirante J. H. Ingram, o comandante

No último ano do ensino médio os Estados Unidos estavam se mobilizando para entrar na Segunda Guerra Mundial.

O irmão mais velho, Bill, ingressou na Marinha no final de 1940 e estava programado para deixar a Base Naval de San Diego para ir para a base no Havaí em 10 de dezembro de 1941.

Harrison se lembra muito bem dos acontecimentos de 7 de dezembro de 1941. Ele havia completado 17 anos apenas três semanas antes.

Ele estava jogando cestas no quintal quando a mãe o chamou para ouvir o importante anúncio sobre o ataque do Japão a Pearl Harbor.

A família sabia que Bill ainda estava seguro em San Diego, mas ainda era uma época muito assustadora.  Harrison se alistou em julho de 1942.

Após o treinamento foi enviado para a estação aérea naval em Quonset Point, Rhode Island, para servir como aprendiz no laboratório fotográfico.

Ele se lembra das atribuições durante o primeiro inverno, quando sobrevoava o Oceano Atlântico. Estava tão frio que, por mais camadas de roupa que usasse, ainda fazia um frio congelante.

Durante o outono de 1942 começou a voar como vigia em aviões de patrulha PBY que escoltavam comboios no Atlântico Norte a caminho da Grã-Bretanha ou da Rússia.

Em junho de 1943, foi transferido para o Brasil para servir na Fleet Air 16. Componente de aviação da Quarta Frota, no Recife, sob o comando do Almirante Jonas Howard Ingram.

Harrison disse que o comentário do livro se concentra principalmente nos eventos que ocorreram em Natal, Fortaleza, Recife e o Rio de Janeiro.

O objetivo da Quarta Frota, segundo Harrison, era proteger os estreitos estrategicamente importantes do Atlântico entre Natal, Brasil e a porção Freetown-Accra da África.

Noticiário americano sobre fotógrafo do encontro dos presidentes (I)

Três anos antes do falecimento e cinco anos após o lançamento de 100 cópias "Jack" ainda rendia pauta

Primeira parte da longa reportagem do site "Greenville Hockessin & Life" sobre "Jack" e o livro

Steven Hoffman (29/6/2016)

John Harrison se formou no ensino médio em junho de 1942 e, no mês seguinte, alistou-se na Marinha.

O residente de Hockessin, de 91 anos, escreveu um livro sobre a Segunda Guerra Mundial chamado “Fairwing Brasil: Contos do Atlântico Sul na Segunda Guerra Mundial”.

Ele passou dez anos trabalhando no projeto, um relato ilustrado das operações da Marinha. O livro de 392 páginas inclui aproximadamente 300 fotografias.

Muitas das quais foram tiradas quando foi designado fotógrafo no Brasil na Fleet Air Wing 16, o componente de aviação da Quarta Frota dos EUA.

“A razão pela qual comecei este livro é que eu tinha uma caixa de madeira cheia de negativos de fotos”, explicou ele durante uma entrevista em junho.

“Coloquei um laboratório no porão e comecei a fazer algumas impressões. Eu enviaria as impressões para alguns amigos e disseram que eu deveria escrever esta história.”

Harrison possui uma memória nítida não apenas de seu tempo no exército, mas de crescer em Yorklyn.

A Grande Depressão tomou conta do país durante a infância, mas Harrison tem boas lembranças de ter crescido em uma pequena cidade de Delaware.

Yorklyn tinha apenas cerca de 300 cidadãos e provavelmente o dobro de trabalhadores nas fábricas locais naquela época.

Quando Harrison tinha dez ou onze anos trabalhava em uma fazenda próxima, especialmente na época da colheita, o que era um trabalho árduo.

Ele se lembra de quando uma nova escola foi construída em Yorklyn e imediatamente se tornou o centro da comunidade.

A mãe era ativa no PTA e seu pai atuava no conselho escolar. “Todos os professores estariam em nossa casa para jantar pelo menos uma vez por ano letivo”, disse Harrison.

sexta-feira, 1 de março de 2024

Biografia do fotógrafo do encontro Roosevelt e Vargas

John "Jack" Raymond Harrison fica na história

John “Jack” Raymond Harrison, nascido e criado em “Upper Row”, Yorklyn (18/11/1924 (Delaware), faleceu em casa na segunda-feira, 2/9/2019, cercado pela amorosa família.

Era filho do falecido Thomas Harrison e Ella Parke Harrison. Foi jogador de beisebol nos times Yorklyn e Hockessin. Ele fez muitos amigos de longa data na área e amava a pequena comunidade.

A mãe de Jack, Ella, incutiu nele o amor pela fotografia, já que ela mesma era uma fotógrafa ávida. Jack também fez muitos modelos de aviões e se interessou por aviação.

Aos 17 anos alistou-se e trabalhou no Brasil como fotógrafo da Marinha durante a Segunda Guerra Mundial. Seus anos lá são narrados no livro ilustrado “Fairwing Brazil: Tales of the South Atlantic.”

De licença da Marinha retornou a Yorklyn para pedir, em suas palavras, à garota mais bonita da cidade – Doris (Dorie) Bennett – em casamento.

O casal casou em 3 de abril de 1945. Eles então trabalharam na Flórida e se mudaram pelos Estados Unidos.

Em 1960 se estabeleceram em West Chester (Pensilvânia) e se mudaram para a Inglaterra por dois anos e meio. Retornam para Hockessin para ficarem perto dos pais e amigos.

Jack passou mais de 30 anos na Hercules, Inc. como engenheiro químico projetando sistemas de gerenciamento de águas residuais e outros projetos ambientais.

Quando chegou a hora de se aposentar continuou a trabalhar na ERM Environmental Resources Management.

Ambos os empregos conquistaram muitos bons amigos ao longo dos anos. Ele também trabalhou em projetos para a EPA e para o Corpo de Engenheiros do Exército.

Os últimos anos de Jack foram com a família. Ele começou a escrever um livro intitulado “The History of Yorklyn”. Infelizmente não conseguiu terminar este livro.

O funeral é realizado na segunda-feira, 9 de setembro de 2019, na Chandler Funeral Homes (texto traduzido do serviço). Houve honras militares.