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sexta-feira, 28 de junho de 2024

O zagueiro que saiu do ABC para o Madureira (XVIII)

Hermínio (último em pé) teria longevidade de quase duas décadas no Madureira

Hermínio e o irmão Hamilton Alves do Amaral não jogam juntos na primeira temporada

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Com estreia no turno do Estadual – ABC 5 x 3 América (domingo, 20/6/1943) – marca um gol, o atacante e militar Hermínio Alves do Amaral faz o segundo jogo pelo alvinegro.

Em amistoso contra o Baependi no dia do aniversário de fundação (terça-feira 29), quando sofre dois, mas vira com três gols.

Em seguida pela competição oficial mais três jogos: 3 x 1 Baependi (25/7), 0 x 0 Santa Cruz (23/8) e 8 x 2 Alecrim (29), com o sexto gol dele.

Em seguida o campeonato é interrompido para o primeiro treino do selecionado potiguar (15) com empate entre reservas e titulares (5 a 5).

Para participação no campeonato brasileiro de seleções (setembro/outubro) contra paraibanos e pernambucanos (dois jogos com cada adversário. É eliminado na segunda fase).

Após a competição nacional o amistoso 5 x 2 Alecrim (terça-feira, 2/11) sem a participação do atacante carioca.

O returno larga com Alecrim 5 x 1 Santa Cruz (7/11). Mas o alvinegro ainda tem outro amistoso.

Novamente sem o Hermínio. 7 x 0 Baependi (quarta-feira, 10). Em comemoração ao aniversário do Estado Novo.

Só então compete pelo returno: 3 x 4 Santa Cruz (21), 5 x 1 América (5/12), 5 x 1 Alecrim (12) e 6 x 0 Baependi (19). Hermínio aparece já recuado como centromédio

O alvinegro termina os dois turnos na terceira colocação (perde os pontos em jogo empatado e em vitória).

O tricolor é campeão dos dois turnos e levanta a taça direto contra o América em decisão que entrou na temporada seguinte.

E o alvirrubro nas mesmas posições: segundo. A rodada final (9/1/1944): ABC 4 x 6 Atlético e Santa Cruz 2 x 1 América (de virada).

CORREÇÃO DE PARENTE PRÓXIMO

Foto acima: Madureira (1963) – Vermelho, Nair, Jorge, Telê Santana, Alfredo, Hermínio, Geneci, Batista, Robertão, Homero e Alfredinho.

A imagem postada em 24 de maio de 2008 identificava Hermínio como sendo outro atleta.

Mas a neta Aline Ramos Farias corrige em comentário para o blog carioca “Esporte Rio” (9/5/2014). Corrigido no mesmo dia pelo responsável ela agradece (19 de junho de 2022).

O redator acha estranho o ano. Será mesmo que o Hermínio ficou este tempo no Tricolor Suburbano: 1947/63? São 17 anos. Somados ao período abecedista: duas décadas!

 


FONTES/IMAGEM

A Ordem

O Diário

Esporte Rio

Marcos Avelino Trindade

Diogo, Júlio Bovi – “História do Campeonato Potiguar – 1918/2020”


segunda-feira, 24 de junho de 2024

O zagueiro que saiu do ABC para o Madureira (XVII)

Coronel Emílio e os generais Cordeiro e Mascarenhas no teatro de guerra europeu

Emílio Ribas

TEXTO-LEGENDA –
Coronel Emílio Rodrigues Ribas Júnior (chefe do Estado-Maior da Artilharia), general de Brigada Oswaldo Cordeiro de Farias (comandante da Artilharia) e general de Divisão João Baptista Mascarenhas de Moraes (comandante da FEB) no convés de uma barcaça por ocasião da chegada do segundo e terceiro escalões de embarque da Força Expedicionária Brasileira ao porto de Livorno/Itália (8/10/1944).

Carioca estreia e vence primeira partida no campeonato no clássico do primeiro turno

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Depois de sete jogos no primeiro turno (cinco em maio e dois em junho/1943) o vespertino “O Diário” destaca a estreia do atacante carioca Hermínio Alves do Amaral no primeiro clássico ao lado de outro novato: o também forasteiro Elpídio (domingo, 20/6).

Antes ABC 5 x 5 Santa Cruz (domingo, 23/5), quando o alvinegro chegou a 3 x 0 e 4 x 1 na etapa complementar, o atacante tricolor Francisquinho acaba com uma perna fraturada, sendo atendido no Hospital Miguel Couto.

“A jogada casual”, segundo “A Ordem” (segunda-feira, 24), resulta até em comentário de lamento do jovem adolescente e jornalista de Ceará-Mirim fixado na capital, Murilo Melo Filho, para o também vespertino “O Diário”.

Com renda de Cr$ 1,633,00. Do árbitro e ex-jogador alvinegro e americano João Acioli da Silva (“Cabo João”) disse o jornal do Centro de Imprensa:

- Conduziu-se a contento geral, reprimindo o jogo pesado e punindo energicamente a indisciplina. Se houve falhas não foram de modo a alterar a contagem (preliminar: ABC 1 x 0).

Ainda no intervalo de tempo para ABC 5 x 3 América – gols do pernambucano Portela (dois), Paulino, Elpídio (primeiro tempo), “Tico” (dois), mais um de Elpídio e João Martins (segundo o jornal católico), o alvirrubro empata (3 x 3) com o Dolaport de João Pessoa, em temporada a convite do Clube Atlético Potiguar.

A cobertura do jornal de Djalma Maranhão é mais ampla. “O Diário” destaca em manchete interna a primeira vitória alvinegra e no subtítulo enaltece o goleiro americano Rossine Azevedo, “o espetáculo máximo da tarde.”

Até discorda dos gols: Hermínio 15, Portela 37 (falta) e Paulino 39. Na primeira etapa o zagueiro americano Soleiro é expulso por falta violenta (mas volta por consentimento da arbitragem).

Na etapa complementar: “Tico” (dois), Martins (dois), Viana (em rebatida de penalidade máxima desperdiçada). O curioso que aponta o árbitro como sendo Romualdo Xavier (a confusão da imprensa!).

O capitão e presidente da Federação, José Porfírio da Paz, perfila os jogadores para a assistência do coronel amazonense Emílio Rodrigues Ribas Júnior (1897 – 1973), depois comandante do IV Exército no Recife, governador do Estado de Goiás, e o oficial da Marinha dos Estados Unidos da América, Thornhill.

 


FONTES/IMAGEM

A Ordem

Diário de Natal

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol

Fundação Getúlio Vargas/CPDOC

Museu da Imagem e do Som/Associação de Veteranos da FEB

O zagueiro que saiu do ABC para o Madureira (XVI)

Outra foto histórica do Tricolor Suburbano com o "coringa" Hermínio Alves do Amaral

Clube Atlético Potiguar também reforçado com militares surpreende alvinegro no Estadual

JOSE VANILSON JULIÃO

O primeiro turno do campeonato estadual de 1943 larga no domingo (2 de maio) com Alecrim 4 x 3 x Santa Cruz.

ABC: Wallace, Nezinho II, Ernani, Reinaldo, Nezinho I, Zé Lins, Martins, Badof, Pestana, Demóstenes e Tico.

Atlético: Betinho, Durval, Chagas, Nilo, Marmita, Castro, Wilson, Chiarreti, Pescoço, Jair e Zica.

São as escalações do alvinegro e do rubro-negro divulgadas pelo diário vespertino católico “A Ordem” um dia antes da segunda rodada do campeonato estadual.

Justamente uma semana depois da excursão paraibana a surpresa na estreia abecedista: 3 x 6 Atlético (domingo, 9/5/1943)

Na edição seguinte o jornal destaca que, apesar da tarde chuvosa, a torcida não deixou de comparecer ao “Juvenal Lamartine” (preliminar de aspirantes: ABC 4 x 1 Atlético).

Nota-se ainda a ausência do militar e atacante carioca Hermínio Alves do Amaral (alvo principal desta série).

domingo, 23 de junho de 2024

O zagueiro que saiu do ABC para o Madureira (XV)

O goleiro Pagé, no Botafogo/PB (1944), participa do amistoso pelo clube Astréia

“Forasteiro” marca os gols do alvinegro e goleiro americano Rossine Azevedo na excursão paraibana

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O atacante Souza, de apelido “Badof”, um dos “forasteiros” do alvinegro, marca os três gols na excursão da capital paraibana na primeira semana de maio de 1943.

Dois na estreia (2 x 2 Felipeia) e no segundo jogo vaza o goleiro Pagé do selecionado paraibano (1 x 5 Astréia).

Mas a maior e interessante curiosidade mesmo fica com a participação do goleiro americano Rossine Azevedo Maia (substitui Wallace no segundo tempo no segundo amistoso).

Com isso cai por terra a lenda de que teria caído em desgraça entre os dirigentes alvirrubros, dois anos depois, ao participar pelo alvinegro do amistoso contra o Sport Recife, em casa: 0 x 1 (9/1/1945).

Rossine Azevedo defende o América de Natal entre 1937/45. No último ano participa de no máximo dois ou três jogos, inclusive no torneio início. Pois vinha sendo substituído por Zé Paulino e Boris.

Ou pelo pernambucano Brasil Alves Feitosa (nascido em 1924) com passagens pelo futebol paraibano (Botafogo, Auto Esporte e União), paraense (Tuna Luso) e Alecrim (começo dos anos 50).

Pagé atua pelo Astreia no bicampeonato paraibano (1942/43) e depois passa ao Botafogo/PB (1944): Pagé, Lima, Nuca, Aluízio, Hélio, Diblá, Betinho, Guilherme, Geraldo, Nilo e Baé

 

FONTES/IMAGEM

A Ordem

Diário de Natal

A União

Blog do Professor Zezinho.

O zagueiro que saiu do ABC para o Madureira (XIV)

JOSÉ VANILSON JULIÃO


De folga na tabela a temporada do ABC com dois amistosos na capital paraibana

O ABC recebe o convite para a excursão do Felipeia – o clube do “palacete Tambiá” – e o telegrama do dirigente Vicente Farache Neto confirma também o enfrentamento com o Astrea (campeão paraibano da temporada anterior) e indica os jogadores componentes da delegação (sem o atacante carioca Hermínio Alves do Amaral).

Pela ordem dentro de campo: Wallace, João Batista de Souza (“Gageiro”), Ernani, Zé Lins Aranha, Julinho (o mossoroense Júlio Jésum de Carvalho), Reinaldo, João Martins, Chiarretti, Souza (“Badof”), Demóstenes Cesar da Silva e Francisco Canindé do Nascimento (“Tico”).

A delegação alvinegra viaja de trem para João Pessoa. Chefiada pelo bacharel em Direito Vicente Farache (acompanham Eugenio Bezerra e Mário Barbosa). O trio visita a redação do diário oficial “A União”, com cobertura em três edições antes das datas dos interestaduais.


O jornal antecipa as escalações: Felipeia (treinado por Venelipe Joaquim de Almeida) – Durval Everaldo, Valdemar, Baí, Palito, Sabino, Delegado, Nuca, Costa, Berto e Djalma; Astrea – Pagé, Martelo, José Maria, Nilo, Rubinho, Palito, Geraldo, Henrique, Giovani, Hélio e Lima.

O trio de arbitragem para pisar o gramado do Estádio do Cabo Branco: Carlos Neves de França, Horácio de Miranda e Beraldo Oliveira

As preliminares do sábado (1/5) e domingo (2): Felipeia 1 x 1 Botafogo (juvenil) e Dolaport 2 x 0 Cabo Branco.

Os ingressos para o campo “das Trincheiras” ou “Avenida Primeiro de Maio” é vendido no “Café Alvear”.

sábado, 22 de junho de 2024

O zagueiro que saiu do ABC para o Madureira (XIII)

Reportagem compacta da "Sport Ilustrada" sobre temporada do Madureira em 49

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Passada a abertura oficial com o Torneio Início (18/4/1943) Santa Cruz 3 x 4 Alecrim se enfrentam no jogo inaugural do campeonato estadual no domingo (2 de maio). Na preliminar (aspirantes) tricolor 2 x 0 esmeraldino.

Com a folga na tabela do primeiro turno divulgada previamente o alvinegro excursiona para João Pessoa, a capital paraibana. Ainda sem a participação do atacante carioca Hermínio Alves do Amaral.

Os resultados, 2 x 2 Felipéia (sábado 1) 1 x 5 Astréa (dia seguinte) são divulgadas pela primeira vez, em qualquer mídia impressa ou eletrônica, desde o preto no branco o jornal diário vespertino católico "A Ordem".

A excursão abecedista até foi alvo de um excelente artigo do publicitário Alex Medeiros, reproduzido no site esportivo Terceiro Tempo, do conhecido apresentador mineiro radicado em São Paulo, Milton Neves.

Medeiros, responsável por uma das mais lidas colunas do diário matutino "Tribuna do Norte", relata os primeiros jogos amistosos potiguares e paraibanos desde 1919, ano em que o ABC enfrenta o Pitaguares, e 1920, quando se bate com o Cabo Branco.

O pioneirismo do ABC contra times dos estados vizinhos – já relatado em alguns embates contra cearenses e pernambucanos – assuntos para outra serie exclusiva em preparação).

O América e o Alecrim, por exemplo, somente transpuseram a fronteira paraibana na segunda metade dos anos 30, o primeiro também na capital pessoense, e o segundo no Recife, capital pernambucana.

 

FONTES/IMAGEM

A Ordem

A União (PB)

O Norte (PB)

Sport Ilustrado

História do Futebol

O zagueiro que saiu do ABC para o Madureira (XII)

O general-brigada José Porfírio da Paz anos depois de sair de Natal em São Paulo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Década de 50: Porfírio (centro), tendo à esquerda Antônio Gomes de Lima, presidente do Clube de Paraquedismo paulista

Na postagem anterior o leitor fiel viu duas das escalações dos jogadores do ABC Futebol Clube que participaram de dois festivais esportivos internos em dois domingos das duas últimas semanas de 1943.

São relacionados para duas partidas (exceto o jogo “amistoso” entre os moradores da Cidade Alta e Ribeira) os atletas naturais do Rio Grande do Norte contra os “players” de outros estados.

Por isso a importância de fazer esclarecimentos sobre a identificação dos nomes e ou apelidos dos atletas locais e forasteiros que entraram em campo no Estádio Juvenal Lamartine, no bairro do Tirol (na atual Zona Leste da capital potiguar).

Até com a designação de alguns dos veteranos jogadores que participaram da série de dez títulos estaduais consecutivos do alvinegro, entre 1932/1941 e da malograda competição do ano anterior.

Quem é quem

Na lista anterior destacam-se como participantes do deca-campeonato os potiguares: o goleiro natural de Currais Novos Edgar Câmara, os zagueiros João Batista de Souza “Gageiro”, Manoel Nascimento da Silva (“Nezinho I”), Zé Lins Aranha, Francisco Canindé do Nascimento (“Tico”) e Antônio Acácio do Nascimento, estes últimos com passagens pelo América/RN.

Entre os militares ou forasteiros somente consegue se identificar os nomes completos do zagueiro pernambucano João Bezerra de Lira (“Joãozinho”) - pai do atacante Gilson Lira dos anos 70 -, Souza (“Badof”) - guardem este nome -, Moacir Ribeiro da Silva (que viria ser a treinador, inclusive do América/RN em 1959) e do depois árbitro cearense Raimundo Harry da Costa Ramos.

Como notado ainda não conta com a participação a participação do então atacante carioca Hermínio Alves do Amaral no verdor dos 19 anos.

O que veremos a seguir com o começo do campeonato estadual após o ato administrativo do presidente da Federação, o capitão formado em Farmácia e Odontologia (por isso a lotação no Hospital de Guarnição Militar em Natal), José Porfírio da Paz.

 

FONTES

A Ordem

Diário de Natal

Blog do Marcão

Botões para Sempre

Esquadrões de Futebol

Esporte Rio

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol

Só Súmulas