segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A mídia nova e a antiga na cobertura dos mártires de Uruaçu

Nos anos 90 e nas duas décadas seguintes, por motivos políticos, administrativo e, claro, religiosos, foi alçada, a uma maior cobertura da imprensa, rádio e televisão e, agora, pela internet (rede mundial de computadores), via portais, sites e blogs, a comemoração do Dia dos Mártires de Uruaçu, no município de São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana da capital potiguar.

Porém houve um tempo em que o acontecimento histórico passado no século XVII era lembrado por um jornal ligado a Igreja Católica, “A Ordem”, fundado por pessoas componentes da Congregação de Moços Marianos de Natal, que, também, faziam parte do Centro de Imprensa da Arquidiocese.

Em 1932 o movimento “Boa Imprensa” fundou o impresso católico, que passou a ser editado três anos depois, em 35, quatro ou cinco meses antes da eclosão do movimento que ficou conhecido como Intentona Comunista (novembro), denominação criada pelo jornalista paraibano Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo.

Pois bem, é o jornal católico que informa na primeira (capa) das quatro páginas, edição 1.796 (quinta-feira, 2/10), sobre uma romaria do Seminário São Pedro ao local do morticínio praticado pelos invasores holandeses , tendo como vítimas o padre Antonio Ferro, o colono  Matias Moreira e demais moradores, com poucos sobreviventes.

Naquela ocasião a missa campal foi celebrada pelo padre Nivaldo Monte, futuro arcebispo, com acompanhamento do cônego José Adelino, depois bispo, e do bispo de Natal, dom Marcolino Dantas.

Também compareceu ao evento o escritor Luís da Câmara Cascudo. E a banda de música dos escoteiros do Alecrim. Todos recebidos pela professorinha do lugar: Judite dos Santos. 

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