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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Apelo para salvar os "gols" da Televisão Universitária

É PRECISO SALVAR AS IMAGENS DA HISTÓRIA DO RN!

Maurício Pandolphi
professor universitário

As recentes postagens aqui no FB, do jornalista e amigo Rubens Lemos Filho, mostrando gols históricos do futebol potiguar nos anos 1980, nos tempos gloriosos do velho Castelão, geraram um debate sobre a necessidade de recuperarmos nossa memória visual.
Falo dos arquivos da TV Universitária, que foi por 15 anos a única emissora de televisão do estado, antes do surgimento dos canais comerciais, em 1987.
A UFRN teve a boa iniciativa de digitalizar a maior parte de seus arquivos de vídeos gravados depois de 1980, nos formatos U Matic e Betacam. É graças a isso que Rubinho pode hoje deleitar-nos com os gols de seu ABC.
Mas e as imagens anteriores, gravadas entre 1971 e 1980, ainda nos velhos vídeos de fitas Quadruplex de 2 polegadas ou em películas de 16 mm? Nada foi feito para digitalizar também esse material precioso.
Em 2013, quando dirigia a TV Assembleia consegui o apoio da presidência da Assembleia Legislativa para digitalizar os filmes de 16 mm da TVU. Propusemos um convênio à UFRN, sem custos para a universidade.
Só teriam que autorizar a TV Assembleia a usar as imagens, com citação de origem. Íamos recuperar umas 40 horas de imagens valiosíssimas e únicas, com a história do RN, incluindo esportes, cultura e política.
Numa fase posterior nossa intenção seria ajudar a Universidade a digitalizar os vídeos de 2 polegadas, que incluiam toda a produção das aulas do pioneiro Projeto SACI, o primeiro modelo de ensino fundamental à distância pela TV do MUNDO, que o RN teve o privilégio de sediar nos anos 1970.
Nunca recebemos a resposta da UFRN, por inércia burocrática ou má vontade política. Os filmes e fitas continuam lá, se deteriorando com o tempo, jogados num depósito qualquer.
Mas ainda há tempo de se recuperar esse material essencial. Basta a UFRN se dispor a fazer isso. Se ela disser sim, já é um bom começo.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Irmão de atleta americano funda o rival preto e branco


Nas férias escolares do meio do ano (1915) o irmão Frederico Murtinho Braga, por questão de dias, protagoniza a primeira participação efetiva da família no futebol norte-rio-grandense. È um dos 32 participantes da reunião que resulta na fundação do ABC (29/6) duas semanas antes do surgimento do futuro rival (14/7), o clube América, pelo qual Nilo veste a camisola azul, a primeira coloração americana.

Os demais: coronel Avelino Alves Freire, os filhos João Emílio (eleito por unanimidade primeiro presidente) e Freire Filho (o Lili e primeiro goleiro alvinegro), Alexandre Bigois, Arary Brito, Artur Coelho, Álvaro Borges, Antônio Alves Ferreira, Cipriano Rocha Filho, Carlos Noronha, Cícero Aranha, Francisco Deão, Francisco Antônio, Francisco Mororó, José Potiguar Pinheiro, José Cabral de Macedo (Tarugo), Júlio Meira e Sá, Josafá dos Santos, João Cirineu de Vasconcelos (Baluá), João dos Santos Filho, José Pedro (Pé de Ouro), José Aurino da Rocha, Luiz Nóbrega, Manoel Dantas Moura, Manuel Dantas Cavalcanti, Manoel Avelino do Amaral, Manoel Bezerra da Silva (Paraguai), Marciano Freire, Mário Eugênio Lira, Silvério Carlos de Noronha e Sólon Rufino Aranha.

Se não era tão bom de bola quanto o mano faz parte como reserva na excursão para enfrentar o Sport de Juiz de Fora (MG), que perde de 0 x 1 para Botafogo (1/5/21). O amistoso interestadual é parte da inauguração do campo do alvinegro do interior mineiro, sendo o árbitro Álvaro Felicíssimo, vice-presidente da Liga Mineira. A embaixada carioca era chefiada pelo sportsman Luiz de Paula e Silva e diretor Carlos Amaral Pimentel.

Jogadores: Augusto Oliveira, Luiz Palamone (capitão), Sylvio Serpa (Alemão), Francisco Policce, Alfredo Silva, Jorge Eduardo Martins (Coló), J. A. Leite de Castro, Nilo Murtinho Braga, Oswaldo Pessoa (Vadinho), Augusto Maia de Bittencourt Menezes (Petiot) e Elviro de Souza Ribeiro.
Reservas: Almir Maciel, Nestor Duque Estrada, Henrique Moura
Costa, Edmundo Ciodaro, Frederico Murtinho Braga e Paulo Teixeira Soares (Nequinho).

Acompanharam a equipe do Rio, conhecida como Glorioso, o cronista esportivo Carlos Nery Stellling (O País) e fotógrafo Mario Nunes (Sport Ilustrado).

Também atuou como árbitro. É o apitador seqüencial de jogos do Bangu em três domingos (13 e 20/5 e 17/6), na temporada de 1923, pelo Carioca. Contra o Andaraí (2 x 2), São Cristovão (1 x 2) e Flamengo (0 x 6).

domingo, 27 de janeiro de 2019

O que reportavam os potiguares da revista ‘Placar’


No começo dos anos 70 os correspondentes da revista ‘Placar’: o multimídia Roberto Guedes da Fonseca, Aderson França (repórter fotográfico e professor universitário) e Rosaldo Aguiar, filatelista, o mais longevo de todos na função. O primeiro tinha até um xará de Campinas na seção de cartas, a Camisa 12, na edição número 2 (27/3/70).

Na seção Meio Tempo (9/4/71) aponta: - América de Natal, outro pó de arroz. E faz arrazoado comparando o alvirrubro x alvinegro como se fosse o Tricolor das Laranjeiras contra o Flamengo. Aquela coisa de sede, Fluminense, clube de elite, versus o de maior torcida, o Flamengo. Porém diz que o atacante pernambucano Tóia, o “Fio de Natal”, era o astro americano.

Na mesma seção (28/5/71) reporta: “Querem acabar com o ABC. Deve demais.” O inspetor do INPS, Carlos da Mota Fernandes, resolver conferir contas e recolhimentos. Encontra uma série de irregularidades. O clube recolhia sobre o salário mínimo, somente, o que pagava aos atletas e funcionários. Artifício ainda em prática atualmente, mas para cobrir fortunas, inclusive com ganhos sobre patrocínio e publicidade, o tal direito de arena.

Na edição de 11/6/71 (número 65) o potiguar RGF manda cravar coluna um no prognóstico do jogo 12 da Loteria Esportiva. No teste 45 o ABC, invicto há 15 partidas, é o franco favorito contra o Alecrim. O analista é cáustico e realista: - O Alecrim é um time pobre, de bairro grande, do qual tirou o nome.

Curioso é que se vale de um José Guedes para opinar sobre o “clássico melancia” – verde por fora e preto por dentro -, o qual é menos cruel e afirma que o elenco esmeraldino está em reestruturação. Até por que o Periquito vinha com seis vitórias consecutivas. Entretanto nos dois enfrentamentos anteriores o alvinegro vencera: 4 x 1 e 2 x 1. No teste seguinte: ABC x América.

A dupla dinâmica, imagem e texto, França e Aguiar, está no expediente da famosa publicação esportiva. Aguiar fez excelentes reportagens sobre Marinho Chagas, Hélcio Xavier e Luiz Carlos Scala. Cobriu a excursão abecedista ao exterior e a conquista da Taça Almir pelo alvirrubro (1973). E enviou textos curtos, com um de apenas três parágrafos e 16 linhas, em que o treinador Sebastião Leônidas decide deixar o América após três anos por sentir saudade do Rio (outubro/76).

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

27 nações do Velho Continente apoiam presidente interino da Venezuela


Parlamento europeu se soma a maioria das nações americanas e reconhece o presidente opositor. 27 países do Velho Continente, representados pelo presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, reconhece ao opositor venezuelano Juan Guaidó, que se proclama presidente interino, denunciando os abusos de Nicolás Moro Maduro.

A posição surge após o presidente do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, se ter autoproclamado hoje Presidente interino. O engenheiro mecânico de 35 anos tornou-se rapidamente o rosto da oposição venezuelana ao assumir, a 3/1, a presidência da Assembléia Nacional, única instituição à margem do regime vigente no país.

Maduro iniciou a 10 o segundo mandato de seis anos após uma vitória eleitoral cuja legitimidade não foi reconhecida nem pela oposição, nem pela comunidade internacional.
A 15, numa coluna de opinião publicada no diário norte-americano “Washington Post”, Guaidó invocou artigos da Constituição que instam os venezuelanos a rejeitar os regimes que não respeitem os valores democráticos.

Os Estados Unidos, o Canadá, a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Brasil, a Colômbia, o Peru, o Paraguai, o Equador, o Chile e a Costa Rica reconhecem Guaidó presidente.

A Venezuela enfrenta grave crise política e econômica, que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.

Esta crise num país outrora rico, graças às suas reservas de petróleo, está a provocar carências alimentares e de medicamentos.

De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a inflação deverá atingir 10.000.000% em 2019.

Mais da metade da América do Sul e do Norte se posiciona contra o ditador


Os governos do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Colômbia, Peru e Equador não mais reconhecem o regime venezuelano de Maduro.

Ainda não se pronunciaram o Uruguai e as três guianas: inglesa, francesa e holandesa. Estas duas dependem das metrópoles europeias.

Na parte norte do continente segue os países do setor sul os Estados Unidos e Canadá.  Exceto o México.

Na Central figuram na lista Costa Rica, Guatemala, Honduras e Panamá. Fora a ilha caribenha ou antilhana: Cuba.

Estão calados El Salvador e outros os países menores, como Jamaica e Trinidad/Tobago.

O único a favor do bolivariano no hemisfério sul americano é a Bolívia. Na Europa somente a Rússia.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Foi 'Clube', depois 'Feliz' e hoje é 'Agora' no prefixo 97,9


Quando o jornalista Paulo Tarcísio Cavalcanti noticiou no blog Jornal do RN que o multimídia Roberto Guedes da Fonseca era um dos comunicadores da emissora Agora FM procurei saber detalhes da nova emissora de freqüência modulada.

Posteriormente levantei que anteriormente era da rede gospel Feliz FM. Mas a curiosidade perdura e nova consulta indica que a emissora anterior era a antiga Clube FM Natal, que pertenceu aos Diários Associados.

A Clube fora fundada em 1 de dezembro de 2007. Em 2013, na mesma data, passa a transmitir a programação da Vida FM, posteriormente Feliz FM.

domingo, 20 de janeiro de 2019

A longevidade do presidente da Federação não é inédita


Há um ano o advogado é o personagem central do título de reportagem repetida quase simultaneamente por tudo quanto é blog na capital e no interior: “José Vanildo estende mandato de presidente da FNF até 2022”.
Polemico ou não visto com simpatia por um ou outro reticente comentarista, é certo que ele tirou a Federação do marasmo e a colocou em sede digna.
É peculiar a longevidade no cargo. Como se tivesse tomado gosto pelos afagos inerentes a tão prestigiosa função.
O dirigente J. V. da Silva não é o único a ter longeva administração numa instituição esportiva.
Há exemplos marcantes de antigos mandatários ou “paredros”, como se dizia nos anos 40/50 do século passado.
São os casos do carioca Otávio Pinto Guimarães (26/5/1922 – 28/5/1990), o alviverde americano Rubem Rodrigues Moreira (6/3/1909 – 2/4/1984) o potiguar João Cláudio de Vasconcelos Machado (11/7/1914 – 20/2/1976) e o gaúcho Rubens Freire Hofmeister, de 29/1/1970 a 12/3/1982.
O botafoguense Guimarães presidiu a Federação do Rio de Janeiro de 67 a 85. Chegou à presidente da Confederação como sucessor do americano Giulite Coutinho. Moreira preside a Federação pernambucana entre 55/77. Machado presidiu a Federação local entre 54 e 76 com três ou quatro interrupções.
Jota Vanildo foi aclamado pela assembléia geral na primeira semana de fevereiro do ano passado (segunda-feira 2), ocasião em que se decidiu, ainda, que o vereador Paulinho Freire é o presidente a partir de janeiro deste ano.
A convocação da eleição seguiu o estatuto da entidade e o edital foi publicado no site oficial da FNF no dia 18 de janeiro. Uma única chapa fora inscrita e só não teve a aprovação do Globo.
- É um momento de reconhecimento pela indicação de quase totalidade dos filiados à nossa recondução. Foi uma demonstração de unidade, de reconhecimento do nosso trabalho, da participação e da co-gestão da federação - declarou Vanildo.
José Vanildo da Silva assumiu a presidência em 10/4/2007, após a inesperada e tumultuada renúncia do ex-deputado estadual e ex-vereador são-gonçalense, o jornalista Alexandre Cavalcanti, que prometera revolucionar a gestão ao suceder o bacharel Nilson Gomes da Costa, outro que permaneceu longo período no cargo.
Em 2010, com mudança nos estatutos das federações, com base no da CBF, o mandato foi prorrogado por mais quatro anos.
Em agosto de 2012 Vanildo fora reconduzido. Na oportunidade, o mandato se encerraria em dezembro de 2014, sendo prolongado até 2019.
A diretoria ainda é composta por Raimundo Inácio Filho (segundo vice-presidente), Evilacio Freire da Silva Bezerra (terceiro vice-presidente), Tibúrcio Batista da Silva Pinheiro (quarto vice-presidente) e José Marques da Costa Neto (quinto vice-presidente).