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sexta-feira, 11 de junho de 2021

O treinador uruguaio do América (VIII)

No Ferroviário cearense e no clone do futebol uruguaio


Uruguaio Sérgio Ramirez 

Por Jose Vanilson Julião

Após sair do América/RN há um hiato quanto a 1940. Porém o DIÁRIO DE PERNAMBUCO (quinta-feira, 1/5/41) publica expediente da Federação com telegrama da similar baiana pedindo informação sobre Acosta.

Ele segue para o Ferroviário/CE. O almanaque do tricolor indica que entra em campo seis vezes e comanda o elenco em dez partidas. Dois jogos são encontrados: 1 x 0 Fortaleza (18/5) e 2 x 3 Tramways (1/6/41). Pelo turno único.

É o primeiro estrangeiro (total de 12) no clube. Depois o meio-campo paraguaio Aurélio Munt (Boca Junior, Estudiantes, Bahia, Bangu e América/RJ), o empresário espanhol Jaime Quintaz Perez (presidente), o meia-esquerda argentino Juan Francisco Cely (1958), posteriormente treinador do Sergipe e Itabaiana, e o lateral direito Sergio Ramirez d’Avila (1981) – aquele que correu atrás de Roberto Rivelino (Copa do Atlântico: 2 x 1 Uruguai – 28/4/1976) no Maracanã.

Paraguaio Aurélio Munt

Mais o treinador uruguaio Juan Alvarez, o técnico argentino Pablo Henrique, o zagueiro conterrâneo Omar Rios, o atacante senegalês Mamandu, o também africano e lateral-esquerdo Willian (do arquipélago São Tomé e Príncipe), o paraguaio Yàmil Gonzales e, finalmente,o camaronês Arnold (2015).

Depois de atuarem nos amistosos mossoroenses (1939) o atacante potiguar Demóstenes Cesar da Silva (América, ABC, Botafogo/RJ e Atlético Júnior de Barranquilla/Colômbia) e Acosta se encontram. No Cearense (1942). O primeiro no Ferroviário. O segundo como jogador e manager do alvirrubro Peñarol (xará do amarelo e preto de Montevidéu), Acosta atua em oito partidas.

Resultados do Peñarol (Turno neutro): 5 x 2 Maguari (19/3/1942), 0 x 4 Ceará (29/3), 6 x 2 América (21/4), 2 x 2 Fortaleza (1/5), 1 x 10 Ferroviário (3/5) – Demóstenes marca um gol; Turno: 2 x 0 Maguari (28/5), 1 x 4 Fortaleza (11/6) e 0 x 7 Ceará (9/7/42).

O Peñarol nordestino (fundado em 1/4/34) compete pela primeira vez entre 36/44, permanece fora dois anos e retorna para o triênio 47/49. E abandona de vez o campeonato. O ‘Clube das Normalistas’ é campeão do torneio inicio (1939).

Na mesma época é fundado outro Peñarol (Itacoatiara/AM). 8/8/47. Azul e branco. As cores homenageiam o Nacional/Manaus. Durante excursão ao Norte, na viagem de barco entre Belém/PA e a capital amazonense, o elenco uruguaio aproveita a jornada para treinar na cidade.

Cely no Ferroviário

Os nativos decidiram criar um clube e votam em Penarol, Nacional, Rio Negro, Amazonas (pelo estado) e Portuguesa (pela origem colonial)

Com empate entre as duas primeiras opções prevalece a representação estrangeira para não melindrar os rivais da capital. Permanece no estadual entre 1980/89. Após duas interrupções e freqüência trienal (91/93) o bi-campeonato veio em 2010/11.

 

FONTES

Almanaque do Ferroviário

Blog do Marcão

Football Since 1916

Diário de Pernambuco

Mundo Botafogo


quarta-feira, 9 de junho de 2021

O treinador uruguaio do America (VII)

 

Centro Esportivo Mossoroense vence o América

No dia da estréia no Santa Cruz o futuro clube perde amistoso na capital

José Vanilson Julião

Na edição dominical de 24 de setembro de 1938 o “serviço especial da sucursal” do DIÁRIO DE PERNAMBUCO veicula nota sobre a indicação do professor Lauro da Escóssia (14/3/1905 – 19/7/1988) como correspondente em Mossoró. Logo o município merece destaque no periódico Associado com ampla cobertura do futebol naquela cidade, com muito mais espaço do que os clubes da capital.

Lauro da Escóssia
A pesquisa no DP e no jornal católico vespertino A ORDEM (Natal) detecta uma coincidência incrível. Na data em que o centromédio uruguaio Graciano Acosta Torres entra em campo pelo tricolor o alvirrubro, que o contrataria meses depois, perdia amistoso no Estádio Juvenal Lamartine.

Acosta havia encerrado o contrato com o alviverde América pernambucana e no clube do bairro do Arruda ensaia o começo da carreira como “manager” contra o suburbano Casa Amarela. Em Natal América 1 – 3 Centro Esportivo Mossoroense (sexta-feira, 6/1).

GOLEADAS INESPERADAS

Provavelmente já acordado em maio com a diretoria vermelha e branca no mês seguinte Acosta já começa a ser efetivado com dupla função. Entra em amistosos no “Stadium da Limitada” um dia atrás do outro: América 0 – 7 Centro Esportivo Mossoroense (sábado, 24/6) e América 3 – 12 Mossoró (domingo, 25/6). No segundo é substituído por Ebenezer.

 

NOTA DO REDATOR: Na foto ilustrativa do time local a data no interior da imagem está errada. As fotos sao do Blog Instituto Professor Olivar Monte e do Blog do Barreto (L. Escossia).

segunda-feira, 7 de junho de 2021

O treinador uruguaio do América (VI)

Antecessores e a primeira temporada do jogador e técnico Graciano Acosta

José Vanilson Julião

A escolha da diretoria provisória e em seguida a efetiva aponta o diretor técnico e de esporte. Escolhidos entre 38 fundadores, dirigentes e atletas (total de três versões diferentes). Somente bem posteriormente a escolha recai em jogadores experientes.

O primeiro presidente indicado acumula a direção técnica. Francisco Lopes de Freitas, chefe do expediente da Prefeitura e do Departamento de Finanças, campeão de bilhar, amante do remo e presidente (14/7 a 14/12/1915).  Assinala-se também Francisco Lopes Teixeira (pode ser a mesma pessoa).

E também o diretor de esportes um dos fundadores, o estudante José Fernandes de Oliveira (Lélio). Chico Lopes ainda aparece na sequencia (1916, 19/21, 26/29 e 35) com Agnaldo de Almeida Tinoco (1919) ao lado. Arari da Silva Brito (1922) (funcionário federal em Macau nos anos 30) comanda no torneio da Independência em decisão com o ABC.

Em 1930 consta a comissão formada pelo mossoroense Hemetério Canuto de Souza, João Aciolly (Cabo João) e Pedro Pimenta Sobrinho. Os primeiros são do selecionado potiguar conhecido como "Fantasmas do Nordeste", pelo terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de Seleções (1934), ao eliminar paraibanos, cearenses e pernambucanos, sendo eliminado em Salvador pela Bahia.

No ano seguinte aparece o tenente do Exército Everardo Barros Vasconcelos, que deu nome ao demolido estadinho de Capim Macio nos anos 90, e três anos depois o comando é de Renato Teixeira da Mota (Neném), que apareceu no Sport Recife (1929), está no elenco rubro-negro contra o Elvira, e depois é campeão norte-rio-grandense pelo ABC no mesmo ano.

O levantamento pode ter inconsistencia devido a carencia de fontes, mas já é produto de uma lista paralela do pesquisador paulista, o empresario Carlos Roberto Ribeiro, 53 anos, responsável pelo blog "Almanaque dos Treinadores" e de uma página no Facebook sobre o assunto, tendo, inclusive, alçancado os nomes de pouco mais de mil técnicos no País até os anos 60.

Na temporada da capital paraibana (setembro de 1938) contra o Filipéia e Pitaguares o comando é do tenente Jaime Machado. Em 24 anos a regra é quebrada pelo presidente Rui Moreira Paiva (39/41), que tenta interromper a série de conquistas alvinegra e contrata para jogar e iniciar a carreira de treinador o uruguaio.

Explica o jornalista Everaldo Lopes Cardoso: - Os clubes ainda não tinham o coach especifico e eram dirigidos pelo ground comitê. A apresentação foi uma sensação no Juvenal Lamartine com presença de quase 500 torcedores.

O anúncio na última semana de abril pela imprensa pernambucana, de que retornaria ao Sudeste, indica que, provavelmente, já dirige no amistoso: América 3 – 5 Alecrim (domingo, 12/5) com arbitragem do atacante pernambucano (do Torre para o ABC) Hermes Marques Amorim. E também na eliminação do Torneio início (19/5): 0 – 1 ABC.

Os amistosos em Mossoró são alvos de reportagens do correspondente Lauro da Escossia para o DIARIO DE PERNAMBUCO. Com os oficiais são pelo menos sete jogos. E tudo indica que permanece até o começo do ano seguinte.

Resultados: América 1 – 1 ABC (domingo, 18/6), América 0 – 7 Centro (sábado 24), América 3 – 12 Mossoró (domingo 25), América 4 – 0 Santa Cruz (domingo, 2/7), América 1 – 2 Alecrim (domingo, 27/8).

O último jogo do returno não acontece. América – ABC (domingo, 24/9). WO em favor do ABC (11) e América (sete pontos).

 

FONTES

A Ordem

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

Jornal Zona Sul

domingo, 6 de junho de 2021

O treinador uruguaio do América (V)

Alviverde da estrada do Arraial e Santa Cruz são os primeiros nordestinos


José Vanilson Julião

Técnico Joaquim Loureiro
Três meses após sair do tricolor paulista na primeira semana de maio (1938) são solicitadas as transferências de Graciano Acosta e de Luiz Gonzaga Lacerda (Vasco da Gama) para o alviverde América/PE. Eles chegam com o treinador Ambrósio Alfredo Gama, ex-técnico do Sport (34/35), campeão cearense pelo Fortaleza no mesmo ano, cuja decisão acontece em 1939.

O médio Ambrosio foi visto "dando um ponta-pé na bola" no campo da Constituição é convidado para o Futebol Clube do Porto, sendo o primeiro brasileiro a jogar em Portugal (1925). Estréia pelos Dragões na quinta rodada (campeonato do Porto) contra o Boavista (7/3/1926).

Está presente frente ao Verein Razenspiele Furth (campeão alemão da Baviera) com vitória local (3 x 2). Ao retornar ao Brasil ingressa novamente no Santos (fundado em 14/4/1912). Está no primeiro jogo-treino do então tricolor (azul/branco/dourado) contra o combinado Thereza Team (2 x 1 - 22/6).

Ambrósio Alfredo Gama

O selecionado nacional retorna da Copa da Itália (1934), o navio faz escala no Recife, e faz cinco jogos: 5 x 4 Sport (27/9), 3 x 1 Santa Cruz (30/9), 8 x 3 Náutico (4/10), 5 x 3 seleção pernambucana (7/10) e 2 x 3 Santa Cruz (10/10). Gama comanda o rubro-negro.

Quatro dias antes despacho do contrato de um ano (19/5) Acosta estréia pelo alviverde em amistoso: 9 x 1 Great Western (12/5) e oficialmente 3 x 0 Sport (21). Seguem 1 x 2 Tramways, 3 x 3 Náutico, 4 x 3 Náutico, 3 x 1 CSA, 1 x 4 Sport, 2 x 5 Tramways (um gol), 6 x 3 Náutico (um gol), 3 x 4 Santa Cruz, 5 x 1 Great Western, 5 x 2 Estrela do Mar, 3 x 2 Fortaleza, 3 x 3 Ceará, 2 x 1 Seleção/CE, América x Maguari, 2 x 5 Tramways, 2 x 2 Náutico, 1 x 6 Santa Cruz, 6 x 5 Great Western e 3 x 4 Sport (24/11).

O Sport joga amistoso contra o Botafogo/BA (2 x 4 – quinta-feira, 8/9) e convoca reforços contra o Centro Sportivo Alagoano (3 x 1 – domingo, 11/9) em Maceió. Zuza, Jaime e Acosta (cedidos pelo América).

Na primeira semana de dezembro é relacionado pelo treinador paulista Joaquim Loureiro para os treinos do selecionado pernambucano para o campeonato brasileiro da categoria. O preparador físico da Força Pública paulista é primeiro treinador profissional do Santos (1933 e 1959), Náutico (1934/35), Juventus (1943), Taubaté (1954/55), Operário/Ponta Grossa (1956), Atlético/PR (1958) e Noroeste de Bauru/SP (1960).

Substitui o uruguaio Humberto Cabelli (treinador Timbu em quatro oportunidades: 1930/33, 35, 39/41 e 1949) no decorrer do campeonato, mas não comanda a final do primeiro título do Náutico em 18 anos (7/4/1935), presente de aniversário na data de fundação do alvirrubro (1901), pois se mandara para o Tramways, com o qual é campeão (1936).

Tricolor

Na primeira semana de janeiro (1939) Acosta aparece no Santa Cruz ensaiando a carreira de treinador. Na última semana de fevereiro corre o boato de que rompe contrato, mas o diretor de esportes, Ramos Teixeira, afirma que o clube cumpre compromissos.

Relacionado para contra o Náutico (21/4) não entra em campo. Cinco dias depois a noticia de que regressaria ao Sul. Já estaria em uma negociação com o América/RN. A prova: volta ao noticiário como um dos supostos reforços na primeira excursão do Alecrim ao Recife na terceira semana de setembro (ver postagens anteriores).

Participa do Torneio início: 1 x 2 Sport, 1 x 0 America (26/3) e 3 x 0 Tramways (2/4). Tricolor: Vicente Lobão, Sidinho II, Pedrinho, Acosta, Marcionilo, Jaime Guimarães, Leo, Braga, Zé Pequeno, Robson e Siduca.

Amistosos: 0 X 1 Casa Amarela (sexta-feira, 6/1/1939), 3 x 0 Íris, 0 x 4 Seleção/PE, 3 x 2 Íris, 1 x 2 Íris, 2 x 0 Tabajaras, 4 x 2 Tabajaras, 3 x 0 Odeon, 2 x 1 Náutico, 0 x 1 Tramways, 3 x 2 Iolanda, 5 x 0 Metalúrgica Matarazzo e estréia oficial: 2 x 3 Sport (9/4).

 

FONTE

Acervo Histórico do Santos

Athletico/PR

Estrelas do FCP

Fotobol

Meu Timão

Norusca.com

Novo Milênio

Paraná Esportivo

Santos FC

Vozes da Zona Norte

Correio da Manhã

Jornal do Comércio

Jornal Pequeno

Arquivo Coral

Blog do Torcedor

Esporte Ilustrado

Futebol 80

Memórias do Santa Cruz

Moa Taubaté

Once-Once           

Roberto Vieira

sábado, 5 de junho de 2021

O treinador uruguaio do América (IV)

 Destaque na delegação do São Paulo em excursão por Salvador e Recife

José Vanilson Julião

Acosta no tricolor paulista

Após o desembarque (terça-feira, 30/11/1937) o dirigente do Sport, Gilberto Correia Lima, acompanha a delegação tricolor, Edmundo Toledo (recém eleito vice-presidente), Fausto Andrade Toledo (secretário), Jorge de Moura Albuquerque (tesoureiro) e Gustavo Toledo (diretor auxiliar) ao DIÁRIO DE PERNAMBUCO.

- Acosta é o "argentino" que ocupa o eixo da linha média. É um "crack". Distribui com precisão e mantém um jogo misto de brasileiro e uruguaio ou seja impetuosidade e técnico (características no jornal dia seguinte).

O ESTADO DA BAHIA (Associado) envia informes sobre os jogadores: King e Jaime (goleiros), Anibal e Horácio (zagueiros), Xixa, Acosta e Felipelli (volantes), Ministrinho, Pixe, Milani, Carioca e Junqueirinha (atacantes).

Além dos reservas Sidney (linha média) Douglas ("craque número um do Paraná e a última cavação do São Paulo"), Cozinheiro e Bruno, "ótimos reservas do poderoso e uniforme esquadrão da fé". Comandados pelo treinador Vicente Ítalo Feola e o auxiliar Malheiros Cerroni.

No dia da estréia o representante comercial com escritório na Rua do Brum, Arnaldo Fonseca, entrega no DP a bola inglesa da marca "De Luxe", do mesmo tipo da fabricante da "Olympic", destinada a um dos jogos.

Depois da primeira vitória assim se refere à crônica sobre o desempenho de Acosta: - Não nega o conceito que é portador. Não joga para a assistência. Tem em mira o seu time. É o bastante.

Depois das cinco apresentações na capital baiana – Bahia, Ypiranga, Galícia (duas) e Botafogo – enfrenta Náutico (1 x 0 – 2/12), Tramway (0 x 3 – 5/12), Sport (1 x 4 – 8/12) e Santa Cruz (1 x 3 – 12/12).

quarta-feira, 2 de junho de 2021

O treinador uruguaio do América (III)


Volante passa pelo clube 14 de Julho/RS, Grêmio e São Paulo antes do Nordeste

José Vanilson Julião

Acosta no Grêmio

A entrada no Brasil é vermelho, preto e amarelo: "14 de Julho". De Santana do Livramento. Fundado em 14 de julho de 1902, um dos cinco mais antigos do país e entre os quatro surgidos, continua em atividade no futebol, ao lado do primeiro, o Rio Grande gaúcho, da cidade homônima, e o segundo, a Ponte Preta de Campinas, São Paulo, ambos de 1900, 19 de julho e 11 de agosto.

A agremiação gaúcha surge para enfrentar os futebolistas do outro lado da fronteira. Da cidade de Rivera. Rival de Tacuarembó. Do clube santanense, em 1933, ingressa ano seguinte no Grêmio. Depois para o Wanderers e Peñarol (ambos na capital).

Pelo tricolor gaúcho são nove jogos (oito vitórias e uma derrota). Cinco como mandante (vence todos) e visitante (três vitórias e uma derrota): cinco campeonatos citadinos, uma Taça General Flores da Cunha e dois amistosos. Marca um gol na vitória sobre o Cruzeiro (Porto Alegre).

Resultados: Força e Luz 0 x 4 (13/5/1934), 5 x 0 Fussball (27/5), 2 x 1 Nova Hamburgo (amistoso - 31/5), 3 x 1 Cruzeiro (17/6), Internacional 4 x 3 (24/6), Novo Hamburgo 3 x 4 (Taça Flores da Cunha - 1/7), 5 x 1 Novo Hamburgo (25/7, Americano/Força e Luz 1 x 2 Grêmio (amistoso - 29/7) e 3 x 2 Americano (5/8).

É o quarto uruguaio e o número 17, até 5/8/2018, no tricolor paulistano (29/7/1938 a 6/2/1938). Antes: o meia Ermilio Armiñana (1930 pelo São Paulo da Floresta), o atacante Apparicio Veja (34/35) e o meia direita Daniel Gutiérrez (1936). O último o atacante Gonzalo Carneiro (2018/19).

18 jogos (oito vitórias, um empate e nove derrotas): 1 x 1 Corinthians (26/9/37), 2 x 1 Atlético/PR, 1 x 2 Ferroviário/PR, 1 x 0 Portuguesa de Desportos, 1 x 2 Ypiranga/SP, 4 x 5 Bahia, 7 x 0 Ypiranga/BA, 1 x 4 Galícia, 0 x 2 Botafogo/BA, 3 x 4 Galícia, 0 x 1 Náutico, 3 x 0 Tramway, 4 x 1 Sport, 3 x 1 Santa Cruz, 3 x 1 Portuguesa de Desportos, 1 x 0 Ypiranga/SP, 0 x 1 Portuguesa de Desportos e 3 x 6 Associação Atlética Portuguesa (Santos – 6/2/1938).

 

FONTES

Almanaque do São Paulo

Gazeta Esportiva

Grêmiopedia

Placar

São Paulo

Site 433

Tricolor.net

 

 

 

 

terça-feira, 1 de junho de 2021

Lusitano é o quarto estrangeiro a treinar o América

Com os três técnicos abecedistas se torna o sétimo "gringo" na capital potiguar


Daniel Neri com o troféu de campeão no Salgueiro (PE)
José Vanilson Julião


Daniel Jorge Neri Marinho (Amarante/Portugal, 11/7/1979), portanto aos 41, é o quarto estrangeiro a dirigir um elenco americano.

O patrício tem no currículo os seguintes canecos: Pernambucano (sub-20), Pernambucano (Salgueiro - 1920) e Maranhense (Sampaio Correia - 1921).

Carreira: Progresso (2008/10), Dragon Force (10/12), Porto (2013), Sport (14/17) – todos pelas categorias de base – e Flamengo de Arcoverde/PE (2018).

PIONEIROS

Antes dele o uruguaio Emiliano Graciano Acosta Torres (alvo de uma série de reportagens do blog), o húngaro Steban Hory (1954), com passagem relâmpago pela Ferroviaria (Araraquara/SP) e o argentino Dante Jorge Bianchi (1968).

Graciano Acosta contabiliza perto de 100 jogos e comandou o alvirrubro em três oportunidades: 1939/40, 47/49 e 1954 (substitui o magiar Steban Hory no final do segundo semestre).

Acosta foi o único campeão (48/49). No último título deixou o America com o Estadual em andamento para treinar o antigo e licenciado tricolor Santa Cruz natalense.

Ainda em dezembro de 1949 foi escolhido para treinar o elenco potiguar que participaria do campeonato brasileiro de Seleções em janeiro do ano seguinte.

ALVINEGRO

A lista do ABC: em 1957 o argentino Luis Comitante (focado em postagem anterior), o ex-jogador uruguaio Danilo Nuñes Menezes (campeão estadual 1994) e o italiano Raffaele Graniti (1998), atualmente no Blumenau (Santa Catarina).

 

FONTES

A Ordem

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

Tribuna do Norte

Terceiro Tempo

 

NOTA DO REDATOR

Devido o ineditismo do recém contratado treinador americano a série sobre Graciano Acosta, com mais informações inéditas, prossegue na próxima postagem.