sábado, 5 de junho de 2021

O treinador uruguaio do América (IV)

 Destaque na delegação do São Paulo em excursão por Salvador e Recife

José Vanilson Julião

Acosta no tricolor paulista

Após o desembarque (terça-feira, 30/11/1937) o dirigente do Sport, Gilberto Correia Lima, acompanha a delegação tricolor, Edmundo Toledo (recém eleito vice-presidente), Fausto Andrade Toledo (secretário), Jorge de Moura Albuquerque (tesoureiro) e Gustavo Toledo (diretor auxiliar) ao DIÁRIO DE PERNAMBUCO.

- Acosta é o "argentino" que ocupa o eixo da linha média. É um "crack". Distribui com precisão e mantém um jogo misto de brasileiro e uruguaio ou seja impetuosidade e técnico (características no jornal dia seguinte).

O ESTADO DA BAHIA (Associado) envia informes sobre os jogadores: King e Jaime (goleiros), Anibal e Horácio (zagueiros), Xixa, Acosta e Felipelli (volantes), Ministrinho, Pixe, Milani, Carioca e Junqueirinha (atacantes).

Além dos reservas Sidney (linha média) Douglas ("craque número um do Paraná e a última cavação do São Paulo"), Cozinheiro e Bruno, "ótimos reservas do poderoso e uniforme esquadrão da fé". Comandados pelo treinador Vicente Ítalo Feola e o auxiliar Malheiros Cerroni.

No dia da estréia o representante comercial com escritório na Rua do Brum, Arnaldo Fonseca, entrega no DP a bola inglesa da marca "De Luxe", do mesmo tipo da fabricante da "Olympic", destinada a um dos jogos.

Depois da primeira vitória assim se refere à crônica sobre o desempenho de Acosta: - Não nega o conceito que é portador. Não joga para a assistência. Tem em mira o seu time. É o bastante.

Depois das cinco apresentações na capital baiana – Bahia, Ypiranga, Galícia (duas) e Botafogo – enfrenta Náutico (1 x 0 – 2/12), Tramway (0 x 3 – 5/12), Sport (1 x 4 – 8/12) e Santa Cruz (1 x 3 – 12/12).

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