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sábado, 4 de março de 2023

Aparece em rede social torcedor do antigo Santa Cruz/RN

JOSE VANILSON JULIAO

Nas redes sociais sempre se encontra algo interessante. Basta procurar. Principalmente fotografias isoladas de jogadores antigos, elencos posando para os flashes e textos informativos sobre jogos, atletas, clubes e competições.

Em alguns casos os assuntos caem de mão beijada, pelo acaso de navegar pela internet, e um deles se refere a declaração de simpatizante de um clube licenciado ou extinto. Fato raro, raríssimo, se conta nos dedos de uma só mão, acaba de ser localizado.

Durante postagem do torcedor do ABC, Carlos Magno (irmão do chargista potiguar Cláudio, que sai da “Tribuna do Norte” para a "Folha de São Paulo"), aparece um fã do antigo Santa Cruz, o segundo com este nome em Natal, predecessor do homônimo da cidade norte-rio-grandense na Região do Trairi e do atual, que disputa o quadrangular classificatório para as finais do campeonato estadual deste ano.

Francisco Nogueira, esse torcedor-símbolo de uma época, comenta a simpatia pelo tradicional tricolor na página "Memorial Alvinegro", e despertou a curiosidade do repórter, que não resistiu e comentou: - Você merece uma reportagem.

O antigo "Santa", com as cores vermelha, preta e branca – as mesmas do clube mais popular do Recife – nos anos 40/50 batia de frente contra os favoritos ABC e América, época em que o Alecrim ainda era considerado um clube pequeno (a torcida cresce com os títulos de 63/64 e 68).

No período o Tricolor abocanhou o "caneco" de 1943, 2 a 1, de virada sobre o alvirrubro, ficou com o vice em pelo menos outras duas ocasiões, sendo que em uma delas teria sido garfado pelopela justiça desportiva (1950), em rumoroso caso envolvendo o ABC e o União (do então distrito de Parnamirim emancipado oito anos depois), quando estava em primeiro lugar e acaba ultrapassado em um ponto.

O canto do cisne tricolor acontece em 1959, quando o América vence o turno, o Santa Cruz o returno e o alvinegro o terceiro.

O conhecido "super campeonato" entrou por janeiro/fevereiro do ano seguinte, o ABC conquista o tri e logo em seguida o alvirrubro entra no licenciamento de seis anos.

O Santa Cruz, após um primeiro licenciamento temporário no começo da década, retorna e sai para sempre depois do campeonato de 1966, com pedido oficial no começo do segundo semestre de 1967.

Até ensaia um retorno em 1970 durante um jogo-treino com o famoso clube amador Real Madrid do Baldo, que teve como treinador Pedro Teixeira da Silva, o "Quarenta" (campeão pelo esmeraldino), tendo o falecido repórter policial curraisnovense Elitiel Bezerra, o Pepe dos Santos, como competente relações públicas.

Este jogo amistoso aconteceu no antigo campo do Hospital João Machado, na Avenida Alexandrino de Alencar, na Vila São José.

Panfleto e enquete são resultados imediatos contra mudança no Brasão de Cerro Cora

José Vanilson Julião

Duas iniciativas dos cerro-coraenses natos e “adotados” foram as consequências já enumeradas diante da queda do veto do prefeito Raimundo Marcelino Borges em seguida a aprovação do projeto de lei do ex-presidente da Câmara e atual segundo-secretário Rodolfo Guedes dos Santos.

Primeiro o empresário Arijorio Félix da Silva, radicado em Manaus/AM, promete e cumpre a distribuição de 500 panfletos com cópia de uma das cinco primeiras reportagens e comentários sequencias sobre o assunto publicados, deste a sexta-feira, no blog “Jornal da Grande Natal”. Deve começar nesta segunda-feira.

Segundo a professora Ivonize Dantas organiza enquete em grupo de rede social e o resultado parcial dá uma totalidade de “votos” contrários as mudanças no Brasão do município seridoense, a 190 quilômetros de Natal, a capital dos potiguares.

Enquanto isso, logo que caiu o veto do Poder Executivo, o autor do projeto comemorou no Twitter com aplausos e a mesma justificativa sem sentido prático e abstrata. Mesmo diante de protestos nesta rede social.

Exemplos hilários de brasões não alterados por qualquer motivação

José Vanilson Julião

Logo que o noticiário sequencial tomou corpo sobre o assunto e a consequente repercussão alguns cerro-coraenses foram pródigos em postar várias imagens de brasões de importantes cidades brasileiras que nunca tiveram a simbologia modificada ao sabor dos políticos do momento.

Além das figuras representativas diversas os internautas fizeram comentários comparativos entre o original e a improvável situação de mudança nestes conhecidos municípios. Incluindo Brasília, a capital federal encravada no centro do País, com o lago do Paranoá, as sedes dos três poderes, a catedral e as caras dos políticos que lá frequentam.

Os comentários citam principalmente acidentes geográficos naturais, conhecidas e famosas construções feitas pelo homem (como estátuas), atrações turísticas, costumes, tradições e festas profanas.

Rio de Janeiro: estádio Maracanã, Cristo Redentor, Corcovado, bondinho do Pão de Açúcar, a calçada de Copacabana, nem o pandeiro e as mulatas do samba; Belo Horizonte: complexo da Pampulha, o queijo e o doce de leite; Recife: a ponte da Boa Vista, a praia de Boa Viagem, passistas de frevo e os bonecos de Olinda;

Natal: morro do Careca (Ponta Negra), e ponte Newton Navarro; Mossoró: hotel Termas, salinas e festa de Santa Luzia; Caicó: festa de Santana; Açu: petróleo, fruticultura e o buraco do prefeito no São João mais antigo do mundo; Serra Negra do Norte, com seus bonés, panos de prato e bordados; Santa Cruz: posto 3 a 1 e a estátua de Santa Rita de Cássia.

Alternativa: um dos internautas também relacionou uma passagem da Lei Orgânica do Município que pode reverter a situação criada pela vaidade política. Diz que projeto de lei com abaixo-assinado popular pode revogar a decisão e reverter a situação.

PREVISÃO

Quando o conceituado blog "Cerro Cora News", de responsabilidade do jornalista José Valdir Julião, transcreveu a primeira reportagem inédita deste "Jornal da Grande Natal", fiz um comentário de que o veto seria apenas um obstáculo ou empecilho temporário e momentâneo no plano do vereador Rodolfo Guedes dos Santos.

E acertei na mosca no dia 10 de janeiro. O projeto do ex-presidente do Poder Legislativo e atual segundo-secretário da nova mesa diretora tem aprovação em segundo turno.

Com a sintomática adesão do presidente recém empossado, numa demonstração de que nem tudo que o prefeito desejar será acatado pelo principal aliado.

 

 

sexta-feira, 3 de março de 2023

Influência do ex-presidente e atual secretário do Legislativo decide a favor de mudança no Brasão de Cerro-Corá

 

Votos que derrubaram veto do prefeito Raimundo Marcelino Borges ao projeto foram todos da mesa diretora

José Vanilson Juliao

Se passou desapercebido, involuntariamente ou não pela imprensa local, e até mesmo pelos internautas, o comentarista do “Jornal da Grande Natal” verifica que os cinco votos favoráveis as mudanças no desenho de um dos símbolos municipais são todos de componentes da mesa diretiva da Câmara.

Outro pormenor importante: destes votos um deles foi o do principal interessado no assunto, o autor do projeto de lei, o ex-presidente da mesa e atual segundo-secretário, Rodolfo Guedes dos Santos. Que foi seguido pelos demais membros eleitos e empossados recentemente.

Portanto ele teve os apoios do presidente João Maria Alexandre, do vice-presidente Francisco Aldo Maciel e do primeiro-secretário Vagton Luiz Silva de França (“Arroz”), além do vereador Santos Capote.

Mudaram os votos (a primeira votação foi por unanimidade) Breno Bezerra, Dedé de Manoel de Cláudio. Felipe Silva e Claudiceia Simoes, a única representante feminina na atual legislatura.

Os mencionados são da bancada da situação. Apenas o quinto componente do bloco, justamente o presidente, surpreendemente, não acompanhou o quarteto.

Assim a soma dos votos contou com quatro oposicionistas e um aliado de última hora no desfecho deste caso.

Mudança no Brasão de Cerro-Corá é cópia quase fiel do similar de João Câmara

José Vanilson Julião

Uma rápida consulta pela internet foi o bastante para verificar que o projeto de lei que acabou aprovado com a queda do veto do Poder Executivo provavelmente trata-se de uma imitação barata com ausência de originalidade.

Os vereadores, no mínimo, foram levados pela emoção, ou antes resolveram averiguar o desenrolar da mudança do Brasão do município de João Câmara (Região do Mato Grande), onde foram instaladas, definitivamente, em 2014, um dos primeiros parques eólicos no Rio Grande do Norte.

Outro pormenor interessante para comprovar a grande besteira dos cinco vereadores. Desde o final dos 60 que a França instalou eólicas no litoral da Normandia (Canal da Mancha) e nem por isso se tem notícia ou qualquer mudança nos símbolos normandos ou francos.

Se os vereadores da antiga Baixa Verde, que depois mudou de nome em homenagem ao industrial e senador responsável pelo desenvolvimento do lugar, cometeram uma besteira histórica, os cerro-forenses fizeram pior: copiaram com quase exatidão a mudança. 

Apenas acrescentaram uma máquina de costura. Coisa que nunca aconteceu na cidade paraibana de Rio Tinto, ai sim, sede de um surto de industrialização, onde existiu uma fábrica de tecidos da família Lundgreen, de origem sueca.

Ainda assim, nem Cerro-Corá, nem João Câmara, são pioneiros neste setor, para que merecessem tamanha aberração, a mudança nos desenhos dos símbolos municipais.

Os 24 primeiros geradores da empresa espanhola Neoenergia foram instalados em Rio do Fogo (litoral Norte) e em Serra do Mel (Central), os quais já geraram mais de 1,5 milhão de megawatts/hora nestes dez anos de funcionamento, completados na primeira semana de março.



A desnecessária e infantil mexida proposital no Brasão de Cerro-Corá

José Vanilson Julião

As adjetivações do título caem muito bem e retratam fielmente a onda das manifestações de contrariedade, repulsa, revolta e espanto detectados nas redes sociais, na tarde/noite desta sexta-feira, diante a notícia da queda do veto do prefeito Raimundo Marcelino Borges as mudanças perpetradas pelo Poder Legislativo a um dos símbolos da municipalidade.

Dos menos de dez internautas que o editor do blog “Jornal da Grande Natal” enviou a reportagem anterior apenas um se mostrou favorável as mudanças no Brasão cerro-coraense com a mesma justificativa sem sentido do autor do projeto, o ex-presidente da Câmara, Rodolfo Guedes.

Entretanto as maiores reclamações, na sua totalidade, vieram de pessoas de grupos específicos que tiveram acesso ao texto, no “zap” ou “Facebook”. Uma delas relatou que o Japão não mexeu na Bandeira do “Sol Nascente” para colocar um computador; “Nos Estados Unidos da América não colocaram nave espacial”, diz ainda o indignado internauta.

Outro conterrâneo, Arijório Félix da Silva, residente fora da cidade, e em visita a terra natal, disse que vai procurar todos os vereadores, em especial os cinco que derrubaram o veto do projeto (anteriormente aprovado por unanimidade dos noves vereadores), e perguntar olho no olho, cara a cara, “O porquê dessa mudança...”

Este mesmo cidadão, empresário, um dos mais indignados, até disse que iria mandar copiar a reportagem do blog, primeiro com 500 exemplares, mas em seguida aumentou para mil, com o fim de distribuir nas cidades vizinhas, Lagoa Nova e Bodó, para que lá não aconteça a mesma decisão estapafúrdia e com inconsequências reais e nada produtivas.

Até padre Alcivan, cerro-coraense, de família tradicional, entrou na discussão: - Tanta coisa séria para se preocupar, como infraestrutura, saúde e educação. Aí gastam o tempo para fazer modificações absurdas no Brasão histórico do município, que é composto por elementos próprios da história de um povo. Vão estudar as regras da heráldica, senhores vereadores!

Completa o religioso: - Para facilitar a compreensão dos senhores edis uma ajudinha dos universitários: “Heráldica ou armaria é um sistema de identificação visual e simbolismo criado na Europa no século XII, baseado nos brasões de armas e escudos.

O termo também designa a arte de elaborar os brasões e a ciência que estuda suas regras, formas, tradições, simbolismos e significados históricos, políticos, culturais e sociais.

Já a internauta e professora Ivanise Dantas mostrou a ausência de arregimentação da população. “O nosso erro como eleitor e defensor da continuidade e permanência do nosso símbolo: não fizemos protestos presenciais na Câmara no dia da votação.

A pressão popular aconteceu antes nos grupos da “whatsapp”. Eu tinha convicção que os vereadores iriam repensar no voto e foi revertido alguns votos. O apelo não foi considerado, infelizmente. Fiquei sem palavras para externar a minha indignação.

Quanto ao comentarista, guardadas as devidas proporcionalidades, digo: é como se o Brasão de Natal, a capital dos potiguares, fosse desfigurado na simbologia dos Reis Magos, para se colocar uma foto ou de uma imagem estilizada da Via Costeira representando o turismo.

Ou substituir o ramo de café do Brasão paulistano (referente a capital) por uma chaminé fumegante das Industrias Reunidas Matarazzo, de um lado, e um produto da outrora grande empresa, uma lata de óleo “Sol Levante”, que, nos anos 30, deu nome a um time de futebol em João Pessoa, a distinta capital paraibana.

E ainda o americano trocar a Águia do selo nacional pelo famoso arranha-céu Empire States Building ou por uma imagem do World Trade Center, aquele do conhecido ataque terrorista.

Pirraça derruba veto do prefeito de Cerro-Corá contrário as mudanças no desenho do Brasão municipal

José Vanilson Julião

O blog do "DJ Aildo", um dos três que fazem a cobertura diária em e de Cerro-Corá (Região do Seridó), acaba de noticiar, com exclusividade, a queda do veto do prefeito Raimundo Marcelino Borges, o "Novinho", para mudança do desenho histórico e tradicional do Brasão municipal.

Por cinco votos contra quatro o Projeto de Lei 012/2022,  que solicita mudanças substanciais e imperceptíveis, incluindo o acréscimo de uma imagem de máquina de costura "representando os quase 300 empregos gerados no município pela atividade têxtil" e de torres de energia eólica "representando o desenvolvimento sustentável dos parques".

O projeto do ex-presidente da Câmara, Rodolfo Guedes (Republicanos), havia sido aprovado, por unanimidade, pelos nove vereadores no final do ano legislativo 2022, mas vetado.

Novamente colocado em discussão, no retorno do ano legislativo, na terceira sessão, na noite desta quinta-feira, o veto foi derrubado, com voto dos vereadores Rodolfo Guedes (o maior interessado no assunto), Aldo Maciel, João Alexandre, Vagton Arroz e Santos Capote.

Com a notícia já correndo as redes sociais um conterrâneo suscitou que a poopulação deveria ter sido consultada em plebiscito.

O repórter retrucou que bastava ter sido usado o bom senso e os vereadores ter "escutado" o clamor dos internautas.

Pois plebiscito ou referendum demandam tempo para organização, execução e gastos, além destes expedientes não correrem o risco de se tornarem comuns para tudo que é demanda.

MÁ REPERCUSSÃO

Em 10 de janeiro o "Jornal da Grande Natal" havia se posicionado sobre o assunto, repercutindo a primeira aprovação do projeto sem pé e sem cabeça na calada da noite ou no final do expediente legislativo do ano anterior.

Veja a seguir os principais trechos da primeira reportagem.

- A conversa girava em torno de amenidades quando a internauta Ivonise Dantas perguntou se alguém sabia das modificações no tradicional desenho e todos os participantes foram pegos de surpresa com a informação.

Ocasião em que todos foram unanimes, também, em rechaçar o projeto de lei, cuja data não foi possível configurar durante o debate.

- Uma pergunta: vocês podem informar, confirmar ou desmentir...?, assim ela se expressou.

O ex-candidato a vereador e empresário Vivaldo Evaristo foi rápido no gatilho confirmando a situação. "Tem, mas não é mudar. A ideia é alterar e incluir... (para o redator dá no mesmo)"

Diante da enxurrada de indagações outra internauta, Cássia Maria, surgiu, para por os pontos nos is e dirimir todas as dúvidas concernentes ao caso, inclusive com mais esclarecimentos e provas contundentes sobre a peripécia dos vereadores e da mesa diretora do Poder Legislativo.

Depois que o redator deste blog colocou no grupo o texto ela insere a imagem original da Bandeira do Município, assim como mais duas imagens, uma colorida e outra em preto em branco.

A primeira fotografia com o Brasão original e a segunda com as modificações: as simbologias estilizadas das máquinas e torres (justamente os itens a serem acrescidos).

As máquinas dentro de uma faixa acrescida acima de cordeiro e as torres no espaço inferior, no qual está a representação de uma serra em cor amarela.

O mais incrível: o ex-presidente da Câmara colocou em circulação a "Revista Câmara em Ação" comemorativa da administração já as modificações no Brasão na capa, acima a esquerda.