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| Marcos Gomes de Medeiros, o "Jacaré", depois do Calouros do Ar foi campeão pelo Ceará e coloca faixa no peito no último título do tricampeonato do alvinegro. Em seguida vai para o Usina Ceará |
JOSÉ VANILSON JULIÃO
O primeiro parágrafo da reportagem da publicação semanal carioca Revista do Esporte ("Ele é o dono da bola em campo lamacento"), edição 301 (5/12/1964), resume praticamente o perfil e o começo da carreira
Somente depois, quase no final, dá a pista sobre o apelido do jogador Marcos Gomes de Medeiros, o "Jacaré" (Natal/RN, 21/5/1939).
O extinto impresso do Rio de Janeiro, há quatro anos capital do Estado da Guanabara, revela uma curiosidade reproduzida pouco mais de uma década pela imprensa da capital do Rio Grande do Norte.
"Jacaré", menino, começa a correr atrás da bola no amador "Brasil" do bairro do Alecrim, time comandado pelo depois famoso treinador Pedro Teixeira da Silva, o "Quarenta", campeão estadual pelo Alecrim e ABC nos anos 60.
Do Brasil, transformado em Grêmio Esportivo Natalense para disputar o campeonato em duas temporadas (56/57), ele segue para a equipe infantil do ABC, sendo campeão da categoria logo no primeiro ano (1954).
E conquista uma sequência inusitada de mais três títulos em três categorias: juvenil (1956), aspirantes (1957) e profissional (1958).
ALCUNHA
- O apelido "Jacaré", que o craque potiguar trás de há muito, foi o motivo desta reportagem, em que a RE focaliza o atacante do Usina Ceará. Quanto tocamos no assunto ele prontamente contou a origem", relata o repórter anônimo.
- Ao tempo de garoto, quando me reunia com os companheiros no bairro do Alecrim, para jogar uma pelada, nos dias chuvosos, sempre me destacava dos demais, deixando a defesa adversária contrária completamente desesperada...
E: - Aos poucos a turma foi observando que o terreno alagado era o fator principal do meu desempenho em campo e me tornava mais ligeiro quanto um jacaré. O apelido pegou e com ele, modéstia a parte, ganhei fama no Norte...

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