sexta-feira, 24 de abril de 2015

Artigo especial: 'As consequências da violência urbana'

Herbton Barata

Jornalista, historiador e futuro teólogo

Diante das circunstâncias que a sociedade moderna trouxe para o mundo contemporâneo podemos constatar diversas tecnologias científicas que foram sendo descobertas, desde o final do século XIX. No entanto, nunca se pensou que as novas descobertas pudessem causar tantas catástrofes do futuro, particularmente, por meio de armas de fogo, de urbanização das cidades que proporcionaram divisões entre as classes médias e baixas, o crescimento das indústrias comerciais que consequentemente causaram aumentos de desempregos entre a população que vivia diretamente da mão de obra artesanato. A história urbana, desde, na antiguidade já representava essa ideia de separação entre o centro e a periferia, mas nunca representou tanta violência urbana quanto nos tempos atuais. Certamente, o início do século XX as proporções dos avanços modernos podem representar, em certa parte, o nível alto da criminalidade que a sociedade nacional e internacional vive.
Enquanto imaginamos que a economia interna é o único fator independente que gera violência urbana entre as classes média e baixa esquecemos que existem outros fatores mais presentes. Diante o aumento da criminalidade entre jovens que morrem todos os dias por causa das drogas ou por torcidas organizadas isso é apenas um fragmento das possíveis existências que marca o motivo da criminalidade. No entanto, a violência urbana já representa uma nova cultura imaginaria entre as pessoas que deixaram serem introduzidos pelas imaginações dos filmes de ação, pelos programas policiais que apenas propagam mais violência, jogos violentos e por músicas que incentiva atos violentos. Contudo, indagar sobre as possíveis essências que geraram o aumento de tanta violência urbana pode está além desses fatores argumentados, porém podemos contatar que matar já representa uma realidade além da tolerância humana, pois já é um ato irracional, principalmente quando alguém resolve tirar a vida de outro por motivos sem justificativos, desde, de achar que está sobre a lei, ou pensar que a moral está em matar.

Portando, seria difícil argumentar uma causa primária que gerou outros fatores sobre a violência urbana, mas não é difícil pensar que diante a situação de viver numa sociedade desigual, onde zonas são separadas podemos imaginar tudo que é esquecido pelo poder público torna-se propiciou para um desenvolvimento desiquilibrado, tanto, na estrutura familiar, escolar, social e cultural. Enfim, resolver esse desafio está cada vez mais difícil, principalmente, quando percebemos que o Estado com sua competência administrativa estar mais preocupada com a segurança do quê com a prioridade de todos, particularmente, da assistência à saúde, social, escola de qualidade e atividade culturais para jovens de periferias. Assim sendo, se o Estado não procurar resolver esse desafio contemporâneo à situação será assustador, pois nem existirá ética e nem moral. 

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