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sábado, 30 de novembro de 2024

"Cláudio Falcão pode colocar a Taça ao lado da outra!"

Luiz Henrique comemora primeiro gol que abre vitória épica do Botafogo/Vitor Silva 


O editor do blog "DataFogo" agora deve acatar a sugestão do leitor assíduo. Adicionar a imagem da Copa Libertadores ao lado da Copa Conmebol, a primeira conquista continental botafoguense (1993). A seguir os comentários da quinta-feira, 31 de outubro de 2024. (JVJ)

BFR Números

- Por fim, resta a dúvida: será que o caro editor do estimado DataFogo alterará a imagem do troféu de 1993 na página caso venha a ser campeão da Libertadores dia 30 de novembro?

Jornal da Grande Natal

- Como a imagem da Taça de 1993 é "fina" bem que podem ficar os dois "canecos" se o segundo for conquistado. Oremos...

Datafogo

- Obrigado pela sugestão. Vamos torcer...

Jornal da Grande Natal

- Ficaria massa. Tapa o "vácuo" e ocupa o espaço vazio!

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Imagem rara do América pela Copa do Brasil

América na Região Norte pela segunda maior competição nacional. Mas o goleiro se atrasou para o "clic" do repórter fotográfico ou este se "apressou"/VIPFESTAS

América: Dida, Norberto, Índio, Edson Rocha e Renatinho (Bruno). Fabinho, Ricardo Baiano, Daniel e Cascata, Netinho (Índio Oliveira) e Itamar (Gláucio)

Jota Valdeci

Especial

Na rede o curioso torcedor do América/RN pode encontrar fotografias dos times desde os anos 10/70 até a atualidade.

Inclusive com imagens raras ou pouco divulgadas. Em amistosos, torneios e jogos oficiais por competições domésticas e nacionais.

A maioria feita por repórteres fotográficos avulsos ou vinculados a imprensa potiguar de cada época.

Como fontes principais fora do RN podem-se ser enquadrados sites ou blogues diversos. Por exemplos: "Anotando Futebol" e "Zé Duarte". Ou fontes locais, como o "No Ataque".

No entanto ainda se acha imagens não disponíveis nas fontes locais ou que não foram feitas por profissionais da imprensa do RN.

É o caso da fotografia acima. Do time que entrou em campo, fora de casa, contra o Ji-Paraná (10 de abril de 2013).

Jogo pela primeira fase da Copa do Brasil. Quando o alvirrubro elimina o clube da Região Norte por 1 a 0 (lá e cá).

Na segunda fase o América é desclassificado pelo Atlético Paranaense com uma sonora goleada (2 a 6) no Estádio Manoel Dantas Barreto (Ceará-Mirim).

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Fotografia rara do River/PI com "Tidão II"

River Atlético Clube/PI (1967): Giri, Loloca, Lobato, Vilmar, Mário, Dino, Nonato, Gildo, Tidão, Tassu e Aluísio/Acervo: Mário Bandeira

Além da imagem do atacante e zagueiro potiguar Tidão no Calouros do Ar (Fortaleza) também é encontrada na rede outra raridade de foto com ele no River Atlético Clube (Teresina).

O registro no Estádio Lindolfo Monteiro (12/11/1967), antes do empate de 1 a 1, pelo campeonato estadual, contra o Flamengo (também da capital piauiense).

A foto foi publicada na capa do volume cinco da Coleção Severino Filho Memória do Futebol Piauiense e reproduzida no Site do Buim (Severino Filho), no sábado (28 de agosto de 2021).

Depois do ABC no currículo primeiro a passagem pelo Ferroviário da capital cearense, Calouros e Ceará Sporting.

 

FONTES/IMAGEM

Museu da Pelada do Piauí

O Gol

Site do Buim

Zero a Zero

"Pagamento" do passe de "Tidão II" é amistoso

"Tidão" no   Calouros do Ar com imagem  da arte  produzida pelo  blogueiro especialista Zé Duarte

"Jorge II confirma ida do mano Tidão para o Ferroviário". Foi uma das duas chamadas de cabeça de página do "Diário de Natal" (quinta-feira, 4/4/1963).

E no rodapé da mesma página é a fonte principal para Ribamar está na reserva e difícil de ser titular, diz o ex-abecedista Jorginho II.

A reportagem minúscula é ilustrada com foto do arqueiro em ação, na estreia pelo Ferroviário em amistoso contra o Nacional/CE.

Com a legenda: - Para Jorge II Ribamar dificilmente terá vez, pois o titular Zé Augusto está em grande forma.

Em seguida o assunto do subtítulo é o interesse treinador do tricolor da capital cearense, o conhecido pernambucano Edésio Leitão, saído do ABC recentemente, em levar o Tidão, um zagueiro vigoroso.

O ABC enfrenta o Riachuelo em amistoso (domingo, 21) e na terça-feira o jornal Associado noticia a chegada do presidente do clube cearense (Francisco Isidoro Pessoa) para acertar um amistoso como pagamento da transferência.

Na edição seguinte o Associado dá, ainda, o interesse do dirigente do Ferroviário pelo zagueiro alecrinense Manoel Carlos da Silva, uma indicação do diretor esmeraldino João Bastos de Santana.

Na primeira semana de maio quatro potiguares, incluindo Tidão, Ribamar e o ex-ponta-direita do América/RN e Calouros do Ar, Juarez, estreiam pelo tricolor em amistoso frente o Ceará.

E na última semana do mesmo mês o Ferroviário excursiona por Natal e paga o liberatório contra o ABC e ainda aproveita para retornar sem perder com vitória sobre o Riachuelo, o popular RAC.

Tidão II é contratado pelo Ferroviário de Fortaleza

Calouros do Ar (1966): Chinesinho, Tidão, Sebastião Neto, Osias, Gomes, Aracati, Mota, Gilson Puskas, Mendonça, Adonias e Raimundinho/Acervo: Elcias Ferreira/Diário do Nordeste

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Depois do inédito título como integrante da equipe principal em série de três jogos com o Globo (maio) o quinto consecutivo do ABC e um amistoso com o Riachuelo (abril de 1963) aparece a primeira oportunidade de vestir a camisa de um clube de um estado vizinho: o tricolor Ferroviário (Fortaleza).

Quem já se encontrava no futebol cearense era o irmão dele, o Jorge II ou Jorginho II, também cria do ABC. E as coincidências não param por aí. Assim como Tidão II, que encobre o nome verdadeiro, de batismo e certidão de nascimento, ocorre com aquele.

E as duas situações curiosas tem uma importante razão de existir. Assim como Tidão II retirou a alcunha do antigo ídolo João Tavares de Morais, o Jorge II se vale da idolatria pelo ainda em atividade ídolo alvinegro, o Jorge Tavares de Morais, irmão do primeiro Tidão, o mossoroense.

No futebol alencarino o segundo Tidão ainda veste as jaquetas tricolor (vermelha, verde e branca) do Calouros do Ar, passa ao Ceará Sporting e encerra a carreira no River Atlético Clube (1967), o tricolor (vermelho, preto e branco como o Ferroviário) da capital piauiense.

Xará, pelo apelido do antigo ídolo, é campeão!

Com licenciamento aneeicano o alvirrubro Globo aparece em cinco temporadas

TIDÃO II NA EQUIPE PRINCIPAL DO ABC PELA PRIMEIRA VEZ NO CAMPEONATO OFICIAL

José Vanilson Julião

Dez dias após o Torneio Inicio o atacante Tidão II xará pelo apelido do antigo ídolo João Tavares de Morais participa dos primeiros 90 minutos em jogo oficial pelo ABC (primeiro compromisso no campeonato estadual), no empate do Atlético (chegou a perder por três gols de diferença) nos minutos finais (gol contra de Piaba): 3 x 3 (quarta-feira 21/6/1961).

Depois entra mais uma vez contra o tricolor Ferroviário: 5 x 0 (domingo, 2/7). No ano seguinte volta a vestir a camisa alvinegra pelo aspirante. No primeiro jogo do turno extra (triangular), também com a participação do Atlético, que decide o campeonato da categoria pela temporada anterior. Oliveira marca o gol da vitória do Alecrim (domingo, 18/3/1962).

Na edição da quinta-feira (22) o Diário de Natal erra na manchetinha: ABC perdeu o hepta (devia ser octa, mas acerta na legenda de fotografia ilustrativa de uma dupla de jogadores abecedistas: Tonício, Francisco Freire de batismo, e Zeca). Fruto da derrota para o Atlético: 1 x 4 (na noite anterior no Estádio Juvenal Lamartine). O Alecrim acaba campeão pela primeira vez na história nesta categoria.

Tidão II, que havia entrado como defensor contra o rubro-negro no encontro doméstico, permanece na defesa na abertura do Torneio RN PB contra o Botafogo de João Pessoa: 2 x 2 (domingo 25). E não se sai muito bem, segundo o noticiário.

E como se tornou freguês de carteirinha deste tipo de competição inaugural de temporada oficial entra em campo mais uma vez no Torneio Início (domingo, 1/7/1962). E coloca mais uma faixa caindo do ombro para a cintura. 2 x 0 no alvirrubro Globo.

1962 é o ano do crescimento e das oportunidades. Pois ele entra em quase todos os jogos, amistosos, torneios e oficiais. E no final de março de 1963 pela primeira vez é campeão estadual pelo elenco principal quinto consecutivo do ABC em decisão contra o Globo, o clube que tentou ser grande.

O xará pelo apelido agora é chamado de "Tidão II"

Empresário José Prudêncio Sobrinho (diretor de futebol), José Alfran (médico), Pedro Teixeira da Silva, o 40”,  (técnico) e Zózimo (massagista), que foi dos aspirantes do alvinegro/Acervo Ribamar Cavalcante

José Vanilson Julião

O curioso: na pesquisa, em telegrama da Agência Meridional vinculada aos Associados e reproduzido pelo Diário de Natal (sexta-feira, 1/7/1960), aparece um atacante Tidão no treinamento entre jogadores do selecionado nacional que não entraram em campo contra uma seleção chilena e os amadores que se preparavam para as Olímpiadas de Roma.

Já o xará do aposentado centroavante João Tavares de Morais, pelo apelido Tidão, o jovem que apareceu no juvenil em 1959 e entrou fevereiro de 1960 participando de uma das partidas decisivas do campeonato de aspirantes do ano anterior o sexto título na categoria do ABC também veste a camisa alvinegra na final do Torneio Início da temporada: 2 x 0 Alecrim (domingo, 17/7/1960).

Um ano depois aparece pela primeira vez como Tidão II no amistoso (2 a 1) contra o Alecrim (quinta-feira, 1/6/1961). A entrada com o número nove nos costados, a exemplo de Cocó, merece reclamação do depois vereador Luiz Sérgio Medeiros de Oliveira numa coluna para o jornal. Assim como os alecrinenses Orlando e Zezé, com uma três, cada, nas costas, perante a penumbra do JL.

O SÉTIMO  TÍTULO SEGUIDO NOS ASPIRANTES

Os desdobramentos da pesquisa sempre trazem surpresas. O Diário (quinta-feira, 8/6) publica nota da vice-presidencia desportiva do ABC em que convoca os campeões dos aspirantes e titulares de 1960 para compareceram ao Estádio Juvenal Lamartine (ao meio dia do domingo 11) para entrega de faixas, o desfile da abertura (a Seleção Fantasma de 1934 comparece) e o torneio início oficial da temporada.

A lista: Ribamar, Sansão, Bigode (goleiros), Biró, Osvaldo, Orlando, Cadinha, Danilo, Calado, Cahú, Cocó, Jorginho, China, Paraíba, Tarcísio, Mota, Sileno, Tiquinho, Luisinho, Zózimo, Toinho, Severo, Dé, Wilton, Tidão, Nino, Mano, Romildo, Ivanaldo, Montanha, Ednaldo, Domilson, Aluízio, Laercio, Amancio, Erivan, Peninha, Pingo e Chico. Além do treinador pernambucano Edésio Leitão.

Muitos continuam no imaginário do torcedor que viveu aqueles tempos do futebol romântico. A maioria o redator sabe dos nomes completos (inclusive as fontes diversas), e alguns pormenores das carreiras, mas ficariam muito extenso a citação completa da grafia de batismo (oportunidades aparecerão) para enriquecer ainda mais o texto.