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quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

"Pompéia" suplanta goleiros famosos na influência pelo apelido

América/RN: Castilho, Pedro Dieb, Wilton (irmão de Wallace Costa), Abel, Gilvan, Josebias, Gilvandro, Artêmio, Dico Gavião, Raminho e Osir

JOSE VANILSON JULIÃO

Carlos Augusto

Na época em que o glamour do campeonato carioca levava a melhor sobre a competição similar paulista pelas ondas do rádio era comum os famosos goleiros ter os nomes ou apelidos tomados emprestados pelos novatos pelo país afora.

Nos anos 50/60 neste singular, inusitado e curioso quesito o arqueiro mineiro José Valentim da Silva, o conhecido "Pompéia", do América do Rio de Janeiro, dava de goleada nos famosos guarda-metas dos outros clubes cariocas e paulistanos.

Casos exemplares são o pernambucano Ailton Corrêa Arruda ("Manga"), egresso do Sport Recife para o Botafogo de Futebol e Regatas, e dos "rivais" tricolores Carlos José Castilho (Rio de Janeiro, 1927 – 1987) e Caetano da Silva Nascimento (Rio de Janeiro, 1930 – 1979), o "Veludo", ambos com passagens pelo selecionado nacional.

No Rio Grande do Norte encontro antes e revelo agora duas notificações, pelo oportunismo da série, envolvendo o goleiro do Fluminense Castilho. Primeiro com um dos goleiros do América de Natal dos anos 50, o Carlos Augusto Pinto, nascido em Lages/RN e falecido em Natal (2021).

Nos anos 60 o segundo com o currais-novense Francisco Paulo de Souza (1940 – 2019) – merece um artigo em separado – começou no Potiguar (Currais Novos/RN), passou pelo Treze (Campina Grande/PB), Riachuelo Atlético Clube e Santa Cruz/RN (o licenciado em 1967), estes também da capital potiguar.

O outro com um negro alto e esguio no futebol amador de Currais Novos e de São Tomé, no interior potiguar, respectivamente regiões do Seridó e Potengi. Este “Veludo” morreu em acidente com um caminhão no começo dos anos 70.

O Potiguar de Currais Novos, o original, do tempo do amadorismo, sem o "Y" do tricolor fundado e refundado como participante do campeonato estadual a partir de meados dos anos 70


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

O Poti

Tribuna do Norte

América FC

Blog Currais Novos

Blog No Ataque

Escrete de Ouro

Terra da Xelita

Terceiro Tempo

Vermelho de Paixão

Acervo José Ribamar Cavalcante

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

O primeiro "Pompéia" no futebol da capital potiguar

Pompéia, Jorge, Wilson Santos, ?, Carlos Pedro, Itamar, Olavo (massagista), Uriel, Paulo Leão, Fernando Cônsul, João Carlos e Abel

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Everaldo Lopes lança segundo livro em 2017

O redator ainda não havia localizado, ano passado, a rara fotografia do América/RN (1972) e constatado na imagem as presenças, também raríssima na mesma equipe, do goleiro pernambucano Severino Ramos da Silva (“Pompéia”) ao lado do atacante conterrâneo Ideltônio Galdino dos Santos, quando se surpreende com a existência do outro arqueiro no futebol do Rio Grande do Norte com o mesmo apelido originado, como sempre, da alcunha do goleiro mineiro José Valentim da Silva, que fez fama no América carioca.

A informação inédita partiu do falecido veterano repórter esportivo norte-rio-grandense Everaldo Lopes Cardoso na coluna “Apito Final”, que mantinha no diário matutino “Tribuna do Norte” (sábado, 17/7/2010). São duas notas na mesma edição em que aparece o nome e o apelido do jogador do Riachuelo Atlético Clube: “LEMBRANÇAS DE POMPÉIA” e “LEMBRANÇAS 2”.

A primeira: - Na temporada de 1965 goleiro não era problema para o Riachuelo. O treinador contava com Veras, Jorge e Pompéia (existia ainda o Douglas). Pompéia escondia o nome de Nivaldo Berto. Era militar da Marinha. Eu estava começando na imprensa, e aí coloquei esse apelido nele, quando cobria o clube naval. Colou. Ontem, ele me ligou, uma surpresa para o antigo ex-setorista ainda no velho “Juvenal Lamartine”. Há anos não via Pompéia.

A segunda: Num esforço de memória consigo fechar com ele a escalação de uma das equipes de 1964. Com Pompéia no arco (contundiu-se e entrou Zezinho), Plácido, Lourival, Bililiu, Araújo, Eduardo, Martins, Dilson, Roque, Elias, Laércio e Emanuel. Nesse jogo levou um “banho” do Santa Cruz (licenciado em 1967), sendo goleado por 6 x 0. Pompéia hoje leva a vidinha de militar reformado, às vezes relembrando o RAC da juventude.

A primeira menção do “Pompéia” natalense na imprensa refere-se a pré-escalação do RAC para participação de um torneio quadrangular amistoso, com o ABC, Auto Esporte e Botafogo, em João Pessoa, com a primeira rodada no domingo (30/4/1961) no Estádio José Américo. Detalhe para o falecido jornalista José Procópio Filgueira Neto (“Folha da Tarde”) como enviado especial da Associação dos Cronistas Esportivos (ACE).

A última aparição no “Diário de Natal” (1965) numa hipotética seleção de amadores. Não posso negar que nas pesquisas já tinha notado superficialmente o “Pompéia” do clube azul e branco da Vila Naval (no bairro do Alecrim) e ele estava na agenda para um futuro levantamento com o fim de enumerar os goleiros com o mesmo apelido espalhados por este Brasil afora, todos espelhados no homônimo do futebol carioca.

Treinador botafoguense elogia "Pompéia" para a "Sport Press"

América/RJ: Pompéia, Lúcio, Edson, Ivan, Agnelo, Hélio, Canário, Romeiro, Leônidas da Silva, Genoíno e Ferreira

ÍNTEGRA DA ENTREVISTA DO TÉCNICO MINEIRO PEDRINHO RODRIGUES PUBLICADA NO "DIÁRIO DE NATAL" (segunda-feira, 4 de outubro de 1976)

- Procuro sempre incentivar os meus jogadores. Mostrar-lhes os erros e acertos, como aceitar as limitações de cada, sem exercer distinções. Todos são iguais. Durante os treinamentos acato sugestões, permitindo diálogo franco e aberto. Exijo o respeito mútuo e a atividade diária. Compomos uma família, onde cada membro deve obediência aos princípios comunitários.

Continua: "Eu era treinador do Sport Recife (1974), quando o time pernambucano goleou o Botafogo (9 a 0) em amistoso. No final da partida um diretor do clube paraibano foi conversar com os dirigentes do Sport, a fim de tentar levar para João Pessoa nove juvenis que jogaram contra o Botafogo. Entretanto o dirigente exigiu que eu fosse junto.

Segue: "Não foi difícil montar a equipe, já que faltavam duas ou três posições a serem preenchidas. Encontramos os elementos certos e ganhamos os títulos de 75/76 (o primeiro dividido com o Treze), o segundo com um ponto perdido e saldo de 47 gols (53 x 6).

O elogio ao jogador com apelido tomado emprestado do famoso arqueiro do futebol carioca, o mineiro de Itajubá, José Valentim da Silva, o "Pompéia" original: - Nesta campanha invicta três jogadores tiveram papel preponderante. O goleiro "Pompéia", o meio campo Roberto Viana e o ponta-de-lança Reinaldo.

O repórter da agência "Sport Press" interpela o pernambucano Severino Ramos da Silva ("Pompeia"): "Sempre joguei pelo Nordeste. Nunca tive sorte de merecer uma oportunidade no Sul. Esperava isso agora, no Campeonato Brasileiro, mas parece que, com os três gols tomados do Fluminense, no Maracanã, a motivação caiu um pouco. Até então eu ainda não tinha sofrido nenhum gol e meu time se encontrava invicto...

Botafogo (1977): Pompéia, Evandro, João Carlos, Baltazar, Zé Luiz, Vinícius, Lucas, Kalú, Reinaldo, Roberto Viana e Vandinho


segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Os goleiros americanos com o mesmo apelido famoso

América/RJ: Rubens, Pompéia, Édson, Ivan, Agnelo, Hélio, Canário, Romeiro, Leônidas da Selva, Alarcon e Alvinho/Esporte Ilustrado

Treinador do Botafogo/PB elogia o goleiro pernambucano “Pompéia” pelo desempenho na Copa Brasil/1976

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Decorridos 23 anos, a pedido ou não, o repórter ainda não compreendeu a motivação da dispensa pelo América/RN do veterano arqueiro no final do primeiro semestre de 1972, quando já tinha no currículo um bicampeonato alagoano (1969/70) pelo Clube de Regatas Brasil, o famoso alvirrubro CRB de Maceió, mas logo ele aparece na imprensa nacional.

A boa campanha do Botafogo da capital João Pessoa no campeonato nacional de primeira divisão (equivalente a Série A de hoje) – oficialmente chamado de “Copa Brasil” – motivou a agência carioca “Sport Press” a entrevistar o treinador mineiro Pedro Rodrigues Pinto, do clube, e publicada no “Diário de Natal” (segunda-feira, 4/10/1976).

Na ocasião o rodado técnico Pedrinho Rodrigues, bicampeão estadual pelo “Belo” (1975/76), elogia o desempenho do goleiro pernambucano Severino Ramos da Silva ("Pompéia"), que, já veterano e com mais de 30 anos, também é entrevistado pela agência noticiosa especializada em esporte.

Quando revela o óbvio: o apelido veio do primeiro e mais famoso guarda-metas do futebol brasileiro: o mineiro José Valentino da Silva, "Pompéia", titular ou reserva do América carioca por uma década nos anos 50 começo da década de 60.

Pedrinho Rodrigues: - Flávio Costa e Zezé Moreira foram os meus grandes mestres. O sucesso na competição, os méritos maiores, pertencem aos jogadores e aos ensinamentos daqueles dois treinadores. Meu trabalho tem três pontos básicos: psicologia, estratégia e disciplina.

Severino Ramos da Silva: - Eu era juvenil e o América (do Rio de Janeiro) se apresentou contra o Central em Caruaru. Um dirigente me achou muito parecido com o “Pompéia” e passou a me tratar por este nome. Daí pra frente todos me chamam assim...



BOTAFOGO (1977): Cidão, Carraro, Pompéia, Nelson, Fantik, Vinícius, Dau, Dada, Zé Carlos Olímpico, Zé Carlos Serrão e Pia

 

FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

Tribuna do Norte

O Estado (SC)

Globo Esporte

Jornal da Paraíba

Blog Professor Zezinho

Botashow

O Gol

Súmulas Tchê

Tardes de Pacaembu

Terceiro Tempo

A rara imagem americana da temporada de 1972 (VIII)

CRB (1969): Pompéia, Nadinho, Ademir, Roberto Menezes, Rinaldo, Altair, Soca, Canhoto, Erb, Jailson, Canhoto II e Galego (massagista)

Os pernambucanos, o arqueiro e o meia, disputam apenas duas partidas regulamentares em conjunto

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A incrível foto que gerou a série sensacional

Assim como chegou ao América/RN sem o costumeiro estardalhaço da imprensa, duas linhas escondidas em um assunto corriqueiro do noticiário esportivo, o "Diário de Natal" (quarta-feira, 28/6/1972) informa a dispensa, dias antes, do goleiro Severino Ramos da Silva, o "Pompéia".

Em seis meses no alvirrubro o arqueiro pernambucano Severino Ramos (Caruaru, 18/7/1943) contabiliza quatro amistoso intercalados (Seleção/Pau dos Ferros, Alecrim, Cruzeiro/Macaíba e ABC), seis jogos oficiais (Taça Cidade de Natal), três participações no Torneio Início e seis jogos pelo Campeonato Estadual. Total com tempo regulamentar de 90 minutos: 16.

Da mesma forma, sem qualquer barulho da imprensa, entretida com o noticiário dos jogos da “mini copa” (Torneio do Sesquicentenário da Independência) o meia Ideltônio Galdino dos Santos (Paulista, 16/11/1949) também tem o contrato rescindido após a primeira quinzena de abril. Entra em dez jogos: quatro pela Taça Cidade de Natal, um amistoso (Alecrim), três participações no Torneio Início e cinco no campeonato estadual.

O fato histórico que gerou esta série, visualizado e constatado com ineditismo pelo blog “JORNAL DA GRANDE NATAL”, numa raríssima fotografia do primeiro semestre de 1972: “Pompéia” e Ideltônio atuam em conjunto em apenas duas partidas com tempo integral.

A saber: 1 x 1 Alecrim (domingo, 6/2) pela Taça Cidade de Natal. Quando Ideltônio substitui Washington no decorrer do jogo. E 1 x 0 Riachuelo (domingo, 20/2), pela mesma competição de abertura da temporada, quando começa como titular (e marca duas vezes). E pelo Torneio Início.

A rara imagem americana da temporada de 1972 (VII)

O potiguar Evaldo Pancinha como centroavante do América do Recife: campeão do Torneio Início (1970)

Meia pernambucano contratado como reforço para fazer história ao lado do conterrâneo e goleiro "Pompéia"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O goleiro Severino Ramos da Silva ("Pompéia") já havia participado de meio tempo do amistoso contra o selecionado de Pau dos Ferros (campeão do interiorano) e de duas partidas como titular pela Taça Cidade de Natal (Atlético e Ferroviário), quando, no final de janeiro, chega mais um reforço para o América/RN.

O meia-atacante Ideltônio Galdino dos Santos era conhecido da torcida potiguar pela participação em amistosos do América do Recife – inclusive com pré-temporada na praia de Ponta Negra – contra o América (entrega das faixas ao campeão potiguar de 1969) e ABC no começo de janeiro de 1970.

E estreia pelo alvirrubro no terceiro jogo da Taça Cidade de Natal, 2 x 1 Cosern (quarta-feira, 2/2/1972), quando substitui o meia Washington no decorrer da partida. Na rodada seguinte é o titular contra o Alecrim: 1 x 1 (domingo, 6/2) no Estádio Juvenal Lamartine, o acanhado campinho do bairro do Tirol, que só esperava a "aposentadoria".

Certamente que ninguém atentou para o fato à época, mas Ideltônio está na história do América recifense pelo último título do clube da Estrada do Arraial na elite do campeonato pernambucano: o Torneio Início de 1970.

Final contra, acreditem, o Íbis, o "Pássaro Preto" da "Veneza Brasileira". Vitória de 2 x 0. O alviverde recifense passa pelo Central (Caruaru), 2 x 0, e na semifinal Santo Amaro (1 x 0), no Estádio Eládio de Barros Carvalho (domingo, 8/3).

A formação campeã: Jagunço; Teco, Fernando, Ivan, Duda, Ideltônio, Marivaldo, Manuelzinho, Osvaldo, Evaldo e Geraldo. Técnico: Alexandre Borges. Ideltônio entra na última partida no lugar do até então titular: Batista.

Com o detalhe de um dos companheiros ser o atacante campeão pelo América/RN (1967 e 1969) Evaldo de Oliveira Paula, o “Pancinha”. Como atesta a rara foto acima.

 

FONTES/IMAGEM

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

Diário da Manhã

Tribuna do Norte

Blog do Mequinha

História do Futebol

domingo, 26 de janeiro de 2025

A rara imagem americana da temporada de 1972 (VI)

CRB (1970): Pompéia, Nadinho, Ronaldo, Brito, Ademir, Rinaldo, Azevedo, Mário, Canavieiro, Bebé, Jailson (jogou no ABC) e Zezinho

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O goleiro Severino Ramos da Silva, o “Pompéia”, indicado para “teste” pelo treinador mineiro dispensado, João Paulo de Oliveira (“Pinguela”), não decepciona em um dos tempos do jogo contra o selecionado de Pau dos Ferros (Juca, vindo do Ferroviário, entra na primeira etapa).

Mas por desconhecimento ou má vontade do repórter Abmael Morais, é tido como “desconhecido”, apesar de ter iniciado a carreira no Central de Caruaru (1966), passar pelo Centro Sportivo Estanciano (CSE), em 1967, no interior de Alagoas, e ser campeão estadual pelo Clube de Regatas Brasil (CRB) de Maceió.

Um dos jornais da capital até elogia o desempenho na estreia oficial contra o Atlético (Taça Cidade de Natal): - Com passagem brilhante no futebol alagoano ficou a marca de um goleiro experiente que deverá ser bastante útil ao quadro apelidado de “Poder Jovem” pela imprensa.

O desempenho inicial até rende uma entrevista sintética ao repórter Luiz Gonzaga da Silva para o “Diário de Natal” (terça-feira, 25/1/1972). Quando o jornalista diz que ele gosta de atuar gritando para os companheiros. Pompéia revela que esteve em Natal (1968) pelo CSE pelo torneio envolvendo o Riachuelo e o Alecrim.

Anos depois é homenageado como patrono de um troféu para o vice-campeão alagoano da segunda divisão (temporada de 2012). Depois de aposentar é treinador do CRB, CSE, CSA e Penedense, não necessariamente pela ordem.

 

FONTES/IMAGEM

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Blog do Sorrentino

Federação Alagoana de Futebol

Museu do Futebol

Museu Virtual do Esporte

Notícia na Mira