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| Arena América tem capacidade para cinco mil pessoas. Nos jogos do campeonato a torcida comparece em média com 1,5 mil espectadores no equipamento esportivo de Parnamirim (região metropolitana) |
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| Estádio Leonardo Nogueira quase todo tomado pelos torcedores no clássico local |
OPINIÃO
JOTA VALDECI
Não se pode exigir público exagerado em um
campeonato somente com dois times de torcida na capital e únicos atrativos.
Os demais, se tem muito, são 15 gatos pingados. O Potiguar de
Mossoró está sem estádio desde fevereiro de 2024, época da interdição.
O com Y, de Currais Novos (Região Seridó), a torcida só
comparece se o time está bem.
Vamos ser realistas! Essa situação não é de agora. Nos anos 40/50/60
nem o antigo Santa Cruz, aquele da Praia do Meio, levava gente.
O Alecrim começou a atrair torcedor ao JL com o bi de 1963/64 e
o título invicto de 68. No meio dois vice-campeonatos em decisão com o ABC.
Ademais tem
outras variantes: preços dos ingressos, poder aquisitivo, atrações (jogadores),
violência nas ruas.
Do lado
do América ainda tem a questão dos jogos no ainda acanhado Estádio José Vasconcelos
da Rocha, com um lado de arquibancada.
Para
diminuir custos com a Arena das Dunas, oficialmente “Francisco das Chagas
Marinho”.
Tudo isso
leva a um caldo de cultura no afastamento momentâneo do torcedor. E cada
situação é um caso à parte.
E mais:
quem acompanha futebol sabe que o torcedor só vai a campo quando o espetáculo
vale alguma importância: título ou classificação.
Enquanto
isso o governo estadual, em fim de carreira, anuncia um estádio em Mossoró, mas
não mexeu uma palha em outra situação.
Há alguns
anos o estádio Dinarte de Medeiros Mariz, na seridoense Caicó, está em situação
vexatória tanto quanto o Manoel Leonardo Nogueira.


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