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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Estádio completa dois anos desativado em fevereiro

Arena América tem capacidade para cinco mil pessoas. Nos jogos do campeonato a torcida comparece em média com 1,5 mil espectadores no equipamento esportivo de Parnamirim (região metropolitana)

Estádio Leonardo Nogueira quase todo
tomado pelos torcedores no clássico local

OPINIÃO

JOTA VALDECI


Não se pode exigir público exagerado em um campeonato somente com dois times de torcida na capital e únicos atrativos.

Os demais, se tem muito, são 15 gatos pingados. O Potiguar de Mossoró está sem estádio desde fevereiro de 2024, época da interdição.

O com Y, de Currais Novos (Região Seridó), a torcida só comparece se o time está bem.

Vamos ser realistas! Essa situação não é de agora. Nos anos 40/50/60 nem o antigo Santa Cruz, aquele da Praia do Meio, levava gente.

O Alecrim começou a atrair torcedor ao JL com o bi de 1963/64 e o título invicto de 68. No meio dois vice-campeonatos em decisão com o ABC.

Ademais tem outras variantes: preços dos ingressos, poder aquisitivo, atrações (jogadores), violência nas ruas.

Do lado do América ainda tem a questão dos jogos no ainda acanhado Estádio José Vasconcelos da Rocha, com um lado de arquibancada.

Para diminuir custos com a Arena das Dunas, oficialmente “Francisco das Chagas Marinho”.

Tudo isso leva a um caldo de cultura no afastamento momentâneo do torcedor. E cada situação é um caso à parte.

E mais: quem acompanha futebol sabe que o torcedor só vai a campo quando o espetáculo vale alguma importância: título ou classificação.

Enquanto isso o governo estadual, em fim de carreira, anuncia um estádio em Mossoró, mas não mexeu uma palha em outra situação.

Há alguns anos o estádio Dinarte de Medeiros Mariz, na seridoense Caicó, está em situação vexatória tanto quanto o Manoel Leonardo Nogueira.

 

 

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