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sábado, 10 de janeiro de 2026

A pioneira imprensa esportiva da capital natalense (IV)

O sargento Tong Ramos Viana
depois se tornou oficial-médico

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A mulherada também tinha o jornal, com seis páginas, para chamar “de seu”. O Sport. Vinculado ao Centro Esportivo Feminino. O primeiro número circula em 8 de maio de 1935. Como diretora Denize Albuquerque e redatoras Lígia Bezerra e Lourdes Garcia.

No segundo ano o número 21 circula em 10 de março de 1937, ‘dizendo-se exclusivamente feminino”, agora com a direção da intelectual Clarice da Silva Pereira Palma, e as mesmas redatoras. Com redação na Rua 13 de Maio (atual Princesa Isabel). Assinatura anual, avulso e número atrasado com o preço no tempo dos réis.

Entre os jornais especializados da década de 30/40 ainda se conta com O Atleta de Djalma de Albuquerque Maranhão, alvo de reportagens neste blog recentemente, surgido em 1938 com duração até meados do ano seguinte.

Além do semanário O Esporte, sediado na Rua Coronel Bonifácio, tem disponibilizado o número um do segundo ano de circulação (27 de abril de 1946).

Com o seguinte corpo redacional: o eterno abecedista Vicente Farache Neto (diretor-gerente), Valdemar Araújo (redator-chefe), um dos fundadores do extinto Diário de Natal, e Roberval Pinheiro Borges (secretário), depois redator esportivo da Tribuna do Norte.

Colaboradores: Murilo Melo Filho, Wlademir Limeira, Adalberto Véras, Manoel Fernandes de Oliveira, Jandir Costa, Walter Pedrosa, Tong Ramos Viana (sargento do Exército, carioca na guerra em Natal, e árbitro), Cláudio Pignataro, Inácio Pires e outros.

Não tinha assinaturas, preferia a venda avulsa: Cr$ 0,60 e número atrasado 1,00 Cruzeiro. O escritor Manoel Rodrigues de Melo, no livro “Dicionário da Imprensa no Rio Grande do Norte” (1987), diz que era bem impresso, provavelmente nas oficinas da gráfica de A República.

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