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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O genitor do goleiro abecedista dos anos 20 (III)

Baldomero Carqueja, pai!

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Durante as pesquisas anteriores chegou-se a importante informação de que o antigo goleiro do ABC, o engenheiro carioca José Maria Carqueja e Fuentes, tinha quatro irmãos, dois homens e duas mulheres.

E o mais conhecido deles foi o jornalista Baldomero Carqueja e Fuentes, que, na juventude, foi atleta amador de futebol, cronometrista em jogos no Rio de Janeiro e tornou-se repórter esportivo e crítico de teatro.

De descendência portuguesa o jornalista Baldomero Carqueja foi um dos fundadores da Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro. Havia começado na carreira jornalística bem jovem.

Primeiro no final dos anos 10 começo da década de 20 no conhecido diário Jornal do Commercio, provavelmente indicado por amigos do pai, que havia trabalhado no mesmo impresso incorporado a cadeia dos Associados.

O genitor europeu emigrado ao Brasil em meados da segunda metade do século XIX e falece no começo da segunda metade do século XX no então Distrito Federal.

TESTEMUNHA DO GOLPE

Este personagem é uma testemunha pouco conhecida e relegada a segundo plano durante o golpe que derrubou a monarquia para a implantação do regime republicano em 15/11/1889, como setorista no Ministério da Guerra.

Baldomero Carqueja Y Fuentes (Porto, 1852 – Rio de Janeiro, 28/12/1912), pai, era o “repórter espanhol” do Jornal do Commercio, cujo passaporte foi emitido, aos 31 anos, em Montevidéu, capital uruguaia, em 1881.

O necrológio do comendador Baldomero Carqueja Y Fuentes é publicado em A Notícia (sábado 28). Na madrugada do mesmo dia é acometido de “angina pectoris” e não resiste.

Deixa a viúva Felícia Murcia Carqueja Y Fuentes e os filhos Maria Pia Gomes de Almeida, Anita, Baldomero, filho, e José Maria, o antigo goleiro alvinegro.

O necrológio de uma coluna de quase página inteira é publicado também pelo conceituado jornal diário Correio da Manhã, que relaciona dezenas de instituições diversas as quais pertencia como filantropo.

Hoje nome de rua na capital paulista, chegou a ser despejado do cargo honorário (fonte: Correio Paulistano) e deportado no governo do marechal alagoano Floriano José Peixoto.

 

 

 

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