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| Baldomero Carqueja, pai! |
JOSÉ VANILSON JULIÃO
Durante as pesquisas anteriores chegou-se
a importante informação de que o antigo goleiro do ABC, o engenheiro carioca José
Maria Carqueja e Fuentes, tinha quatro irmãos, dois homens e duas mulheres.
E o mais conhecido deles foi o jornalista
Baldomero Carqueja e Fuentes, que, na juventude, foi atleta amador de futebol,
cronometrista em jogos no Rio de Janeiro e tornou-se repórter esportivo e
crítico de teatro.
De descendência portuguesa o jornalista Baldomero
Carqueja foi um dos fundadores da Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de
Janeiro. Havia começado na carreira jornalística bem jovem.
Primeiro no final dos anos 10 começo da
década de 20 no conhecido diário Jornal do Commercio, provavelmente
indicado por amigos do pai, que havia trabalhado no mesmo impresso incorporado
a cadeia dos Associados.
O genitor europeu emigrado ao Brasil em meados da segunda metade do século XIX e falece no começo da
segunda metade do século XX no então Distrito Federal.
TESTEMUNHA DO GOLPE
Este personagem é uma testemunha pouco
conhecida e relegada a segundo plano durante o golpe que derrubou a monarquia
para a implantação do regime republicano em 15/11/1889, como setorista no
Ministério da Guerra.
Baldomero Carqueja Y Fuentes (Porto, 1852
– Rio de Janeiro, 28/12/1912), pai, era o “repórter espanhol” do Jornal do
Commercio, cujo passaporte foi emitido, aos 31 anos, em Montevidéu, capital
uruguaia, em 1881.
O necrológio do comendador Baldomero Carqueja Y Fuentes
é publicado em A Notícia (sábado 28). Na madrugada do mesmo dia é acometido de “angina
pectoris” e não resiste.
Deixa a viúva Felícia Murcia Carqueja Y Fuentes e os filhos Maria Pia
Gomes de Almeida, Anita, Baldomero, filho, e José Maria, o antigo goleiro alvinegro.
O necrológio de uma coluna de quase página inteira é publicado também pelo
conceituado jornal diário Correio da Manhã, que relaciona dezenas de
instituições diversas as quais pertencia como filantropo.
Hoje nome de rua na capital paulista,
chegou a ser despejado do cargo honorário (fonte: Correio Paulistano) e
deportado no governo do marechal alagoano Floriano José Peixoto.

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