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sábado, 10 de janeiro de 2026

A pioneira imprensa esportiva da capital natalense (II)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Além do tradicional jornal A República, em circulação deste 1889, as primeiras notícias esportivas na segunda metade dos anos 10 e começo da primeira metade da década de 20, eram costumeiramente veiculas no periódico A Imprensa, controlado pelo comerciante e coronel Francisco da Câmara Cascudo.

Depois é que começaram a aparecer os impressos especializados para a cobertura esportiva, principalmente e quase somente, dedicados as modalidades mais em voga na época, no início da consolidação dos principais clubes futebol e do remo, com as regatas no estuário do Rio Potengi.

A maioria destas mídias com pequenas tiragens, formatos diminutos e poucas páginas (em geral no máximo quatro) está inserida no conhecido livro “Dicionário da Imprensa no Rio Grande do Norte – 1909-1987” (Cortez Editora), do escritor Manoel Rodrigues de Melo (Macau/RN, 7/7/1907 – Natal, 29/2/1996).

Manoel Rodrigues de Melo

Em ordem alfabética o primeiro a ser descrito é O Leme. Destaca a publicação do hino do Sport Clube de Natal, fundado em 1915, depois do rival Centro Náutico Potengi, e após o ABC e América. Letra em parceria dos poetas Othoniel Menezes de Melo e Carmino Romano.

Em seguida o Natal Deportivo. Com descrição do número 13 (nova fase em 27/11/1921) com a direção de Ábia Barros e colaboradores: Aníbal Leite Ribeiro, Virgílio Trindade (pseudônimo Viriato), “K. N. Ludo”, Marciano, Netuno, Júlia, “Pé de Anjo”, Marié e Bezerra Júnior. Era impresso na Papelaria e Tipografia Augusto Leite. Com o lema “Chiste, elegâncias, desportos e literatura”.

Depois O Remo. Com primeira edição de 15 de novembro de 1920 e segundo número datado do dia 19 do mesmo mês. Entregue pelo Júlio Sena ao autor da obra como pertencendo ao “Clube do Remo” (não confundir com a agremiação de Belém, a capital do Estado do Pará, ao norte do país).

E por último o nosso conhecido Sportivo. Com a colaboração do poeta potiguar Amaro Barreto Sobrinho (autor do hino do Centro Sportivo Natalense), que, posteriormente, andou pelo Amazonas, e retornou ao Rio Grande do Norte, a tempo de saudar os rapazes da “Seleção Fantasma do Nordeste” em 1935.

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