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| Flamengo: Servílio, Chamorro (goleiro paraguaio), Pavão, Tomires, Dequinha (testemunha a entrevista), Jordan, Joel, Paulinho, Evaristo de Macedo, Dida e Mário Jorge Lobo Zagalo |
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| Café: - Fui diretor do Santa Cruz/PE |
JOSÉ VANILSON JULIÃO
O Poti (quarta-feira – 20/10/1954), fundado em agosto como diário, reproduz uma entrevista do
presidente da República para a agência Meridional e distribuída para os jornais
da cadeia dos Diários Associados.
Com o título
“João Café Filho, o presidente, fala de football” seguido dos adereços viciosos
da diagramação da época destacando o encontro com jogador mossoroense José
Mendonça dos Santos, o “Dequinha”.
A
reportagem não assinada publicada na página cinco com uma conclusão na
sexta é salpicada com informações pitorescas, a revelação como dirigente do
Santa Cruz do Recife e indicação da torcida pelo Botafogo.
“Sorridente,
pijama listrado (largas em azul e branco), alpargatas amarelas e de óculos
(como sempre, aliás), foi assim que o presidente Café Filho recebe-nos em seu
apartamento (duplex no edifício Mamoré) da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 1386, segundo
andar...”
E continua
a abertura da reportagem: ... Conosco estava o crack Dequinha, que ninguém nega
conhecimento, naturalmente, norte-rio-grandense como o presidente, com a
diferença de que o presidente nasceu nos arredores de Natal e Dequinha em
Mossoró.
Seguem os
enfeites jornalísticos até aparecer o primeiro subtítulo da reportagem: “Hora
de disputar, hora de fazer a barba e o primeiro cigarro.” Pula-se os supérfluos
detalhes e chega-se ao segundo: “Os três vultos mais notáveis do Rio Grande do
Norte.”
Daí o
presidente umas três perguntas ao futebolista do Flamengo com a resposta de uma
delas a passagem como médio-volante pelo ABC (final dos anos 40). E para
relaxar Café diz uma pergunta com explicação em forma de piada.
- O Rio
Grande do Norte produziu, até hoje, três vultos notáveis, sabia disso? Ante o
silêncio contemplativo do atleta, conclui: - Eu, você e o cavalo “Mossoró”
somos o máximo que surgiu no Rio Grande do Norte – ou acha que não?
Seguem
mais dois subtítulos dispensáveis de relatado detalhado. Para só então aparecer
– além dos finalmentes – o que mais interessa ao redator do blog: “Foi um
péssimo jogador de bola.”
Quando diz
ter sido dirigente do Santa Cruz do Recife (1916, ano do amistoso do tricolor em
Natal com o ABC) e que fez parte do Botafogo, via arquibancada, espremido entre
o povo, e como sócio, apenas, do clube da Estrela Solitária...
Da entrevista
participa um representante da revista O Globo de Porto Alegre e no final
quem aparece é a esposa do presidente, dona Jandira, com a mãe...


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