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| Jornal do Commercio na Avenida Rio Branco |
JOSÉ VANILSON JULIÃO
O longo obituário de uma
coluna na primeira página do jornal a carioca A Notícia (sábado – 28/12/1912)
– com redação na Rua do Ouvidor – dá pista
da atribulada carreira de 27 anos, iniciada em 19 de março de 1885 no Jornal
do Commercio (fundado em 1927).
“O decada da reportagem
do Ministério da Fazenda” era filho de dom José Rodrigues Fuentes e Ana
Carqueja de Fuentes, casado com dona Felícia, sendo filhos Maria Pia, casada
com o doutor Alfredo Gomes de Almeida (morto em 1937), Anita, Baldomero (Imprensa
Nacional) e José Maria, então no Espírito Santo.
Detalha o necrologio no
impresso que, como de costume, o repórter Baldomero Carqueja dirigiu-se ao
Ministério da Fazenda, permanecendo até as 19 horas da sexta-feira (27) e
seguindo para o Jornal do Commercio, onde recebeu, como sempre acontecia, a
visita da esposa e da filha Anita.
Da redação o trio
familiar sai para uma sessão no Cinema Pathé e em seguida foram tomar um
sorvete, "que muito prejudicou sua saúde, sentindo-se resfriado” e
recolhendo-se a residência da Rua do Bispo, número 29. Posteriormente, com
dores no peito, é atendido pelo médico Eduardo Moreira.
A 1 hora da madrugada
expira, mas antes ainda diz a frase: - Como custa a morrer; manda avisar no
jornal... O corpo foi vestido com terno de casaca e cercado por quatro círios.
Foi sepultado (17 horas) no cemitério da Penitencia.
Baldomero Carqueja era
irmão do “nosso colega do Jornal do Commercio” e funcionário da
Prefeitura, Ulpiano Carqueja de Fuentes. Era associado de mais de 100
instituições no Rio de Janeiro. Defensor da colônia espanhola, fundou o jornal A
Pátria.

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