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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O genitor do goleiro abecedista dos anos 20 (V)

Jornal do Commercio na
Avenida Rio Branco

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O longo obituário de uma coluna na primeira página do jornal a carioca A Notícia (sábado – 28/12/1912) – com redação na Rua do Ouvidor – dá pista da atribulada carreira de 27 anos, iniciada em 19 de março de 1885 no Jornal do Commercio (fundado em 1927).

“O decada da reportagem do Ministério da Fazenda” era filho de dom José Rodrigues Fuentes e Ana Carqueja de Fuentes, casado com dona Felícia, sendo filhos Maria Pia, casada com o doutor Alfredo Gomes de Almeida (morto em 1937), Anita, Baldomero (Imprensa Nacional) e José Maria, então no Espírito Santo.

Detalha o necrologio no impresso que, como de costume, o repórter Baldomero Carqueja dirigiu-se ao Ministério da Fazenda, permanecendo até as 19 horas da sexta-feira (27) e seguindo para o Jornal do Commercio, onde recebeu, como sempre acontecia, a visita da esposa e da filha Anita.

Da redação o trio familiar sai para uma sessão no Cinema Pathé e em seguida foram tomar um sorvete, "que muito prejudicou sua saúde, sentindo-se resfriado” e recolhendo-se a residência da Rua do Bispo, número 29. Posteriormente, com dores no peito, é atendido pelo médico Eduardo Moreira.

A 1 hora da madrugada expira, mas antes ainda diz a frase: - Como custa a morrer; manda avisar no jornal... O corpo foi vestido com terno de casaca e cercado por quatro círios. Foi sepultado (17 horas) no cemitério da Penitencia.

Baldomero Carqueja era irmão do “nosso colega do Jornal do Commercio” e funcionário da Prefeitura, Ulpiano Carqueja de Fuentes. Era associado de mais de 100 instituições no Rio de Janeiro. Defensor da colônia espanhola, fundou o jornal A Pátria.

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