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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Escritor revela bastidores do livro sobre jornal semanário

Ex-prefeito, ex-deputado estadual e conselheiro do TCE, Valério Alfredo Mesquita, é o responsável pelo prefácio do livro sobre a história do semanário "O GRANDE NATAL"

O professor Rômulo Estânrley Souza de Medeiros, autor do livro “O Grande Natal – O Legado do Jornal de Paulo Tarcísio Cavalcanti”, a ser lançado na quinta-feira (15/1), às 18 horas, na Escola Estadual em Tempo Integral Alfredo Mesquita Filho, em Macaiba, dá entrevista ao blog “Senadinho”, e revela alguns detalhes da obra sobre o extinto semanário da região metropolitana da capital.

Este é o seu segundo trabalho publicado. Logo após o lançamento do seu primeiro livro – “Acari: Nos Tempos do Sítio Bom Descanso” –, em agosto de 2023, Rômulo Estânrley se dedicou à pesquisa sobre o jornal que trabalhou como correspondente de Macaíba, de 1997 a 2004.

O Grande Natal cobria os principais municípios da Região Metropolitana de Natal e foi fundado pelo renomado jornalista Paulo Tarcísio Cavalcanti em 1994. Curiosamente, embora a sede se localizasse no bairro da Ribeira, em Natal, o lançamento ocorreu no Centro de Convivência Pax Clube, em Macaíba.

O semanário se notabilizou pelas coberturas jornalísticas nas cidades do entorno da capital potiguar, que, de certa forma, não tinham a atenção dos grandes jornais da época.

Rômulo Estânrley, que foi empossado recentemente na Academia Macaibense de Letras e faz parte do Clube 15 da Leitura, informa que o livro de 544 páginas é prefaciado pelo ex-prefeito, ex-deputado estadual e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, o escritor Valério Alfredo Mesquita, ex-colunista do jornal.

E está dividido em quatro partes: a primeira, relatando a trajetória do jornal – linha editorial, evolução gráfica, reportagens, paralisações, os bastidores da redação, etc.; a segunda, com a rica biografia de Paulo Tarcísio; a terceira, com a biografia dos demais membros da equipe; e a quarta, com o registro de alguns acontecimentos posteriores ao fechamento do jornal.

A pesquisa se aprofunda nos fatores que motivaram a descontinuidade da publicação, em 2004, que atingiram não somente O Grande Natal, mas praticamente toda a imprensa escrita no RN.

“Embora tenha circulado por quase dez anos, O Grande Natal deixou um legado para a história da imprensa norte-rio-grandense. Como educador, posso afirmar, com certeza, que o jornal foi um grande incentivador de leitura para a geração da época. E a sua marca é sentida até hoje”, finalizou o escritor.

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