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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Bola, meias e festas especiais no interior (terceira parte)

Como ninguém fez imagem das presepadas das crianças ilustro com minha tia Maria Aldenora, responsável pelo meu deslocamento, com Lia no braço e a irmã Lara Maria (em memória)

Jota Valdeci

Enquanto os dois meninos e o pré-adolescente chutavam e alçavam ao ar a bola de gomos coloridos, na virada para o Ano Novo, a olho nu a dúvida persiste.

Para derrubar a incerteza o jeito foi conferir em fontes a precisão dos dados. Determinantes para verificar o destino esportivo da “gorduchinha”.

Se ao voleibol ou ao futebol. Pois pela visualização do idêntico e parelho tamanho não tinha como bater o martelo no prego da conclusão.

A bola oficial para o voleibol em quadra ou praia – tamanho número cinco – tem entre 65 e 67 centímetros de circunferência e pesa de 260 a 280 gramas.

A bola oficial do futebol tem circunferência entre 68 e 70 centímetros com peso em torno de 410 e 450 gramas. Portanto é a maior “gorducha”. Contraria a percepção errônea do redator.

Surpreendente na pesquisa – o repórter nunca tinha atentado para o detalhe – é o grande número de marcas de diferentes fabricantes disponíveis para o consumidor esportista.

São detectadas aos menos 12, duas nacionais e as demais estrangeiras, famosas e bem menos conhecidas, para o redator, é claro, com preços variando de R$ 23,49 (a mais barata) a 134 reais e 149,90 (as mais caras).

Mas João, Gabriel e Kauê, os primos, bisnetos e sobrinho-neto da aniversariante Maria Hosani Cavalcante Soares, que daquela data a quatro dias completaria 90 anos, dispensam este detalhamento tolo.

E continuam com as batidas sonoras da bola. “Pow” e “Bow”, na parede, na calçada, na dança das canelas e mãos, simulando o jogo de voleibol sem a rede. Ou ensaiando uma pelada imaginária...

Alheios as atividades esportivas os bisnetos Lia e Brian, de dois anos, meses e dias, são um caso à parte.

A menina havia tirado os sapatinhos. E depois de colorir as meias com a areia do calçamento, desfila com elas nas mãos, como se fossem luvas!

O menino, depois da autorização de tomar meio copo de vinho tinto e encher a pança de Coca-Cola, vai metendo as mãos na cumbuca de gelo.

Chupa um cubo atrás do outro. E ainda distribui alguns para os tios beberrões. Um deles apanha o garoto e o enfia na caixa de isopor. Risos gerais...

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