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| Nestor dos Santos Lima |
JOSÉ VANILSON JULIÃO
O árbitro José dos Santos trila o
apito (15h30) para o jogo dominical (11/6/1917) no “ground” da Praça Pedro
Velho (Petrópolis) entre os primeiros quadros do América e Potyguar.
O
hoje alvirrubro, então com camisa azul escura, entra com Gato, Aguinaldo, Jayme,
China, Canela de Ferro, Monteiro, Lisboa, Pé de Ouro, Oscar, Nilo e Lustosa.
O
time de camisa cinza com Mário Mendes, J. Mendes, João Ricardo. J. Ramos, Nô,
Nascimento, Toscano, Oliveira, Tavares, Leite e Américo.
A postos os juízes de linha e de gol Babois (quem seria?), Frederico Murtinho Braga (irmão de Nilo), também futuro jogador do Botafogo, José Potiguar Pinheiro (outro fundador do ABC) e Olivar Doce (ilustre desconhecido atualmente).
José Tavares, atacante, faz o gol da vitória do Potyguar, o time da camisa cinza, que havia sido fundado no primeiro semestre de 1910, dias depois do alvirrubro Natal FC em maio.
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O importante “match” foi disputado animado e na mais perfeita harmonia, com o
árbitro se portando com inteira responsabilidade, relata a histórica reportagem
da revista do Instituto Histórico do Rio Grande do Norte.
A
parte os destaques dos dois times a publicação diz que o goleiro Mário
Mendes defende penalidade máxima cobrada pelo atacante americano “Pé de
Ouro” (outro fundador do ABC), que havia aparecido em jogos da Taça Campeonato,
patrocinada pelo jornal "A Imprensa" em janeiro do mesmo ano.
O
presidente do Instituto Histórico discursa, entrega medalhas, e o “keeper” Mário
Mendes agradece. Durante a festa esportiva toca a banda de música” do município
de Santa Cruz (Região do Trairi).
A
reportagem finaliza que o Potyguar recolhe-se a sede da Rua Frei Miguelinho, no
bairro da Ribeira, sendo erguidos no trajeto de “Bond” da Companhia Força e Luz,
“muitos vivas ao clube vencedor.”

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