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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Os boleiros do Clube "Carneirinho de Ouro" (IV)

O potiguar Alberto Galvão de Moura, diretor do
Sport Recife, homenageado na Assembleia/PE,
foi um dos participantes do amistoso entre o
"Carneirinho de Ouro" x "River Plate" no JL

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Para identificar o possível elenco do "Clube Carneirinho de Ouro" é preciso localizar a data do jogo no Estádio Juvenal Lamartine.

O ponto de partida é cruzar informações das reportagens seriadas ou avulsas sobre o "Carneirinho" em dois anos.

Diante das consultas nos arquivos e estabelecido o quadro situcional é provável que tenha sido um amistoso entre o "Carneirinho de Ouro" e o "River Plate" natalense.

O encontro entre o "Carneirinho" e o clone do clube argentino da capital Buenos Aires, famoso pela faixa diagonal vermelha na camisa, acontece na data do aniversário de um ano de fundação.

Não há menção ao amistoso no jornal diário vespertino católico A Ordem, porém aparece em A República, edições cedidas pelo pesquisador Arthur Pierre dos Santos Medeiros.

Está lá na terça-feira (10/8/1937) no extinto jornal centenário: "Carneirinho" 1 x 2 "River" (domingo 8). Pela Taça "Maria Lamas Farache".

Na preliminar o Alecrim Futebol Clube perde para o alvo e branco Paysandu (0 x 2), considerado filial do ABC, que leva a Taça "Fisk".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Os boleiros do Clube "Carneirinho de Ouro" (III)

ARA: Ponciano, Adalberto, Dorcelino, Nezinho, Nenê, Edson Pinto, Pinheirinho, Hemetério, Teixeirinha, Cabo João, Simão, Neném, Xixico e Mário Crise. Faltam Raimundo Canuto de Souza e Glicério de Souza (mossoroenses do América). Oito atletas da imagem são do ABC

Acervo: J. G. D. Emerenciano

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A origem do grupo organizador vem de 1932, mas oficialmente o "Clube Carneirinho de Ouro" existe a partir de agosto de 1936 (sábado 8).

Como primeiro presidente o bacharel em Direito João de Brito Dantas, que chegou a juiz da comarca do município de João Câmara, nova denominação de Baixa Verde com a morte em 1948 do senador que lhe empresta o nome.

Meses depois o "Carneirinho de Ouro", com atual sede social e recreativa no primeiro andar de um prédio na Avenida Tavares de Lira com a Rua Chile, no bairro da Ribeira, também passa a organizar um time de futebol.

E existia uma forte razão para promover jogos entre associados e equipes amadoras da época, como o "Cruzmaltino", "River"(xará do clube argentino da faixa diagonal vermelha) ou excursionar pelo interior do estado, como ocorreu na cidade de Santa Cruz, na região do Trairi.

Entre os sócios frequentadores havia jogadores dos principais clubes da capital do Rio Grande do Norte. Casos de João Acioli da Silva (Cabo João"), primeiro do ABC e depois do América, e o atacante pernambucano Hermes Marques de Amorim, campeão pelo Torre (Recife) nos anos 20.

SELECIONADO

Os homens de linha Cabo João e Hermes Amorim, que seguiram carreira até 1939 beirando 1942, também participaram da seleção potiguar eliminada pelo selecionado baiano no IX Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais (7/1 a 11/3/1934).

A Associação Riograndense de Atletismo (ARA), imagem acima, conhecida como a "Seleção Fantasma do Nordeste", cai nas quartas-de-finais, após eliminar paraibanos, pernambucanos e cearenses na terceira participação desde 1929.

Participam 14 equipes no certame amador da CBF (houve a profissional da Federação Brasileira de Futebol): RN, PB, PE, CE, SE, AL, MA, PI, BA, ES, Distrito Federal e a Liga de Esportes da Marinha.


Os boleiros do Clube "Carneirinho de Ouro" (II)

Rara imagem do Alecrim FC em 1937, com o mesmo posicionamento da foto do "Carneirinho de Ouro", mostra a casinha nos fundos do Estádio Juvenal Lamartine, para os lados dos morros do Tirol


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Pode parecer a mesma imagem da reproduzida ao lado. A de cima é o time do Alecrim FC em 1937.

Mas a inserção da também rara fotografia nesta série inédita tem um propósito.

O detalhe é mostrar a existência da mesma casinha nos fundos do estadinho "Juvenal Lamartine", fundos para os morros dos ventos circundantes.

Naquele ano, depois de participar dos cinco campeonatos oficiais, entre 1926/1930, permanecer inativo em seis temporadas (até 1936), retorna as atividades.

A reportagem não dá maiores detalhes da foto, publicada numa das edições do semanário "O Poti", em meados dos anos 60, em virtude do site da Biblioteca Nacional está em manutenção.

O flagrante (cortesia do pesquisador Arthur Pierre dos Santos Medeiros) ilustra reportagem especial do falecido repórter esportivo Everaldo Lopes Cardoso.

Para a imagem do "Carneirinho de Ouro", também de 1937, há o merecimento de uma leitura a mais do que o texto-legenda da abertura desta sequência.

ATLETAS

São 16 atletas. Os 10 titulares com camisas de listas mais largas e de gola em "V" ou olímpica. O goleiro, é claro, o número um, de camisa padrão com a cor inteiriça.

Os cinco reservas ou suplentes com as camisas de listas mais estreitas. Alguns com mangas compridas. E as golas diferentes, estilo tradicional.

Quanto a cor azul desconhece-se a motivação da Inteligência Artificial (IA). Poderia pela tonalidade clara do original preto e branco ser verde?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Os boleiros do clube "Carneirinho de Ouro" (I)

16 jogadores, a mascote e um dirigente na fotografia histórica no gramado do tradicional estádio "Juvenal Lamartine", em 1937, quase uma década após a inauguração do "Jota Ele" (1928), na atual Avenida Hermes da Fonseca, bairro do Tirol/Acervo: João Gothardo Dantas Emerenciano ("Natal não há tal")

O amplo salão de jogos do "Carneirinho de Ouro"
no segundo piso do prédio número 54 da Avenida
Tavares de Lira, no bairro da Ribeira

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A imagem do time de futebol colorizada artificialmente é uma raridade disponibilizada em rede social.

Refere-se ao título da reportagem com o nome de um tradicional Clube social e recreativo localizado no bairro da Ribeira.

O "Carneirinho de Ouro" como entidade associativa ou a equipe representativa no esporte já foram alvos de reportagens anteriores.

As abordagens acontecem em separado. Primeiro o clube propriamente dito. E bem depois o time formado por jogadores amadores associados e amigos.

O "Carneirinho de Ouro" aparece circunstancialmente em séries diferentes ou reportagens isoladas. No total são 17 citações, sendo as duas primeiras, uma em cada ano (2023/24), e as demais o ano passado.

DEPOIMENTO

O clube foi fundado em 8 de agosto de 1936. A ideia partiu de um grupo de comerciários, bancários e desportistas. A primeira sede ficava situado na Avenida Tavares de Lira, 35, esquina com a Rua Chile.

Lá era possível jogar baralho, damas, sinuca, gamão e dama. O carneirinho criou também um time de futebol. Além desse esporte o carneirinho disputou em Pedestrianismo, Salão, sinuca e bilhar.

A sede mudou depois, na mesma Rua Tavares de Lyra, 54. Explicou o frequentador João da Mata Costa em rede social.

Afinidade do "Almanaque da Caldense" com o América (VII)

Décio Alves de Moraes

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Era pensamento perguntar ao autor do "Almanaque da Caldense", o jornalista Renan Muniz, quantos jogos (51) e os gols (três) do atacante baiano Nevercínio Alves de Araújo pela "Veterana", mas ele se antecipou em comentário para a primeira reportagem desta série.

Enquanto não se tem os dados pessoais do personagem (além do nome completo), como a concreta naturalidade e data de nascimento, recente varredura na rede encontra pelo menos a ficha técnica de um dos jogos certamente registrado no livro do alviverde.

O amistoso Caldense 5 x 2 Sport Club Syrio, da capital paulista, é registrado no blog do conhecido pesquisador, o médico paulista Júlio Bovi Diogo, autor de um livro sobre o campeonato potiguar e outro com jogos do Riachuelo de Natal (RAC) na competição.


A partida em Poços de Caldas (18/9/1939) contou com a arbitragem local: Francisco Genovesi Sobrinho. Os gols: Didio (dois), Lolo, Juba e Miquia, Negrão e Osvaldo para o time visitante.

Caldense: Júlio, Maran, Mário, Jayme, Nevercínio, Hélio, Lolo, Bemba, Miquia, Viquinho e Didio; Syrio: Mastre, Coelho, Mossoró, Laurindo, Nelson, Sebastião, Anastácio, Gregorut, Negrão, Gibelo e Osvaldo.

Um dos responsáveis pela divulgação do futebol de Poços de Caldas foi o jornalista Décio Alves de Morais (24/8/1923 - 25/9/2018), falecido aos 95.

Começa na imprensa (1941) como correspondente da revista carioca Esporte Ilustrado.

Representa a Gazeta EsportivaFolha de São PauloFolha de Minas e Correio da Manhã. Participou dos periódicos locais, O CombateA Justiça e O Eco.

Fundou a Folha de Poços (1954), Gazeta do Sul de Minas (1957) e o Jornal A Mantiqueira. (1974).


FONTES/IMAGENS

Caldense (site oficial)

Diário Nacional (SP)

Gazeta Esportiva

O Malho

Sport Ilustrado

Arquivos de Futebol do Brasil

Associação Atlética Caldense

Brand News

História do Futebol

Onda Poços

Afinidade do "Almanaque da Caldense" com o América (VI)

Renan Muniz/Imagem: Mantiqueira Online

O jornalista Renan Muniz comenta (16/2) e agradece pelas matérias e divulgação do "Almanaque da Caldense".

Realça que a conclusão da pesquisa soma os números do baiano Nevercinio Alves Araújo pela "Veterana" após sair do Recife e participar de um jogo em torneio amistoso pelo América/RN.

São 51 jogos e três gols pelo alviverde de Poços de Caldas. Foi o primeiro jogador profissional da história da equipe. Atuou nos anos de 1935, 1938 a 1942 e 1945.

Como técnico comandou o time em 30 jogos nos anos de 1938, 1945 e 1960. Ainda indaga a data de nascimento do Nevercínio.

Dado importante que continua um mistério. Mas a procura continua... (José Vanilson Julião)

Afinidade do "Almanaque da Caldense" com o América (V)

Escudo diferente da Associação Atlética
Caldense com o famoso acrônimo AAC
usado em amistosos na temporada 1941

JOSÉ VANILSON JULIÃO

As primeiras quatro menções ao atacante baiano de Salvador, Nevercínio Alves Araújo, andarilho do futebol na segunda metade dos anos 20, toda a década de 30 e começo dos anos 40, acontecem nas duas primeiras semanas de novembro de 2023, quando o redator nem sabia que o jornalista mineiro Renan Muniz pesquisava para escrever o "Almanaque da Caldense".

O incrível: para ilustrar a primeira reportagem (3/11) o gerente de marketing da "Veterana" cede rara fotografia de Nevercínio no elenco do alviverde de Poços de Caldas no final dos anos 30, após o repórter acionar o site oficial do clube para obter maiores informações sobre o personagem a ser descoberto quase por inteiro.

A série inédita tem o título "Um andarilho reforça o América/RN em torneio amistoso", no caso a "Taça Chile" (triangular com o ABC campeão), troféu oferecido pelo cônsul chileno Carlos Lamas.

O futebolista veio do Recife, a capital pernambucana, para participar de apenas um jogo, uma derrota (2 a 3) para o ABC (26/12/1937), e não o mencionado 2 x 3 Santa Cruz/RN (19).

Daí em diante Nevercínio virou figura carimbada em reportagens avulsas sobre o começo da carreira por clubes soteropolitanos, a convocação para o selecionado baiano, a temporada no América do Rio de Janeiro (campeonato carioca de 1931), a curta estadia no Uruguai e a passagem por Curitiba.

Neste período foram encontrados alguns jogos pela Caldense em Bragança Paulista (setembro de 1938), mencionadas duas partidas contra um adversário doméstico, o Botafogo (1941), e com o Ypiranga da capital paulista (1942).

FONTES/IMAGEM
A Ordem (RN)
Diário de Pernambuco
Diário da Manhã (PE)
Esporte Ilustrado
Arquivos de Futebol do Brasil
História do Futebol
Gazeta Esportiva

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Afinidade do "Almanaque da Caldense" com o América (IV)

O meia-atacante baiano Nevercínio Alves Araújo, que vestiu a camisa americana, está no meio da multidão de jogadores da Caldense e Uberaba, dirigentes e organizadores do amistoso intermunicipal. No alto o chalé que deu nome ao campo da Veterana

Ao traçar o perfil do atacante baiano Nevercínio Alves Araújo em uma extensa série exclusiva o JORNAL DA GRANDE NATAL já havia mencionado o jogador em amistoso da Associação Atlética Caldense no interior paulista (1939), depois que ele saiu do Recife, em dezembro de 1937, para participar de um torneio triangular amistoso pelo América de Natal, resultando em apenas um jogo na Taça Chile. Agora o blog transcreve interessante reportagem publicada (21/5/2025) no site oficial da "Veterana", em que o atleta é mencionado em súmula do alviverde de Poços de Caldas/MG (JVJ).


Renan Muniz

JORNALISTA


O confronto entre Caldense e Uberaba consiste em um dos jogos mais tradicionais do futebol mineiro. O primeiro jogo data de 1940.

Em setembro de 1956 e de 1957 a Veterana recebeu o Uberaba no Estádio Cristiano Osório para partidas em comemoração ao aniversário alviverde de 31 e 32 anos, respetivamente.

Nas duas ocasiões se enfrentaram em dois jogos. Os visitantes levaram a melhor. Na época o Uberaba era uma equipe profissional e a Veterana ainda contava com elenco amador.

A partir da ascensão da Veterana à elite do futebol mineiro em 1972 os times passaram a se enfrentar com frequência e protagonizaram partidas memoráveis em várias competições.

Como Campeonato Mineiro, Torneio Incentivo, Taça Minas Gerais, Torneio Santos Dumont, Copa Sul Triângulo, Seletiva para o Brasileirão Série C, Supercopa Minas Gerais e amistosos.

Inclusive, o primeiro título de campeã mineira do interior da Veterana foi obtido após uma vitória por 2 a 0 sobre o Uberaba na última rodada do estadual de 1974, com dois gols de Aílton Lira.

A Caldense terminou a competição em terceiro lugar geral, atrás do Atlético e Cruzeiro. Ao longo da história do confronto ocorreram fatos curiosos.

Em 1976 dois jogadores alviverdes foram expulsos no mesmo lance por colocaram a mão na bola simultaneamente, Carlinhos e Buzuca, na tentativa de evitar um gol do Uberaba.

A última vitória da Veterana foi no estadual de 2004, por 2 a 1, gols de Fabinho Justino e Bispo, na campanha que levou o time à conquista do título do interior daquele ano.

De lá para cá foram cinco jogos e cinco empates. Os times não se enfrentam desde 2012 por estarem em divisões diferentes.

No próximo sábado (24/5), às 18h30, as equipes voltam a se enfrentar no Estádio Engenheiro João Guido (Uberaba) após 13 anos.

Abaixo a ficha técnica do primeiro jogo da história entre Caldense e Uberaba.


Caldense 0 x 2 Uberaba

Data: domingo, 28/1/1940 (16h40)

Competição: amistoso

Estádio: Chalet Procópio

Cidade: Poços de Caldas (MG)

Gols: Gabardinho e Bicudo

Juiz: Ricardo Pizi (primeiro tempo) e Jorge Calaf (segundo tempo)

Caldense: Miro Generoso, Paulo, Tatão, Jacob, Nevercínio, Jayme, Alemão, Lio, Otávio, Victor e Nein. Técnico: Francisco Consulo

UberabaOdair, Piolim, Ayala, Turquinho, Lago, Barrocas, Juca Pato, Gabardo, Gabardinho, Bicudo e Edgard. Técnico: Martinez

Afinidade do "Almanaque da Caldense" com o América (III)

Sede social da Associação Atlética Caldense, a "Veterana", na Rua Pernambuco, em Poços


O lançamento do "Almanaque da Caldense" (26/11/2025), na noite da quarta-feira, ocorre no Piano’s Bar da sede social, na Rua Pernambuco, em Poços de Caldas (MG). De autoria do jornalista e gerente de marketing Renan Muniz.

O livro de luxo a cores, capa dura e com 660 páginas em papel couchê (16 x 23 centímetros), apresenta fichas técnicas de 2.984 jogos, minibiografias de 1.794 jogadores e 132 técnicos da "Veterana", de 1925 a 2025, ano do centenário alviverde.

A obra comemora os 100 anos da Caldense e a data de lançamento celebra os primeiros jogos em novembro de 1925. Veicula o resumo de cada temporada, os títulos e troféus. Inclusive as fichas dos treinos da Seleção Brasileira em Poços em 1949, 1958 e 1981!

Renan Muniz foi um "monstro" para
levantar todas as informações

A evolução do Estádio Cristiano Osório, do Estádio Ronaldão e do CT Ninho dos Periquitos. 
O material é resultado de um trabalho intenso de quatro anos, entre pesquisa, redação, estatísticas e diagramação.

Renan Muniz revirou todos os acervos possíveis de jornais, súmulas, atas, correspondências, relatórios, acervos pessoais, fotografias, filmagens e documentos para encontrar registros de todos os jogos.

Também viajou para diversas cidades em que a equipe alviverde atuou em busca de informações e acervos de jornais, folheando centenas de encadernados, um a um, página por página, para encontrar matérias publicadas sobre o time.

Entre as cidades visitadas: São João da Boa Vista, Belo Horizonte, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Casa Branca, Mococa, Itapira, Três Corações e São José do Rio Pardo. Além disso, fez contato com pesquisadores todo o Brasil para completar as fichas, como Nova Lima, Campinas, Juiz de Fora, Rio de Janeiro e Varginha.

Esteve em instituições de preservação de memória como bibliotecas, museus e instituições culturais que tivessem em acervos importantes fontes, como o Museu do Futebol (São Paulo), referência para pesquisadores com livros e almanaques de clubes.

Materiais inéditos

O jornalista ainda teve acesso ao fantástico acervo do saudoso fotógrafo Décio Alves de Morais, que cobriu a Veterana por cinco décadas e deixou uma enorme quantidade de imagens inéditas que serão publicadas pela primeira vez.

E também conseguiu com exclusividade as anotações do célebre radialista Lázaro Walter Alvisi, que por décadas anotou informações e estatísticas dos jogos da Veterana, material essencial para a pesquisa.

As páginas são recheadas de elementos visuais: ilustrações das 200 camisas utilizadas pela equipe na história e variações, elaboradas pelo designer Romário Tavares e 32 charges de curiosidades e fatos marcantes, feitas pelo ilustrador carioca Nando Mott.

A pesquisa proporcionou o resgate de um volume enorme de informações e fotos. O desafio para a produção do livro rendeu um livreto digital intitulado “A jornada pela história da Veterana”, contando os desafios e os bastidores da pesquisa.

“É um trabalho que vinha sendo idealizado desde 2018 e que a partir de 2022 começou a ser colocado em prática. A pesquisa foi como montar um quebra-cabeça de 10 mil peças sem saber onde as peças estão.

Foi uma verdadeira aventura para resgatar a história da Caldense, localizar as fontes de informações antigas e encontrar as fichas dos jogos. Um projeto repleto de alegrias a cada nova informação localizada.

Um trabalho que registra cada detalhe da história da Caldense para sempre, que resgata a memória por cada jogador que defendeu nossas cores, traz grandes recordações para todos os torcedores e proporcionará curiosidades para a imprensa na cobertura dos jogos”, disse Renan Muniz.

Durante o evento foram homenageados os jogadores que mais atuaram pela Caldense. Em dezembro foi publicado de forma gratuita o e-book “Caldense, Clube Centenário”, com a história do esporte e do social da Veterana com centenas de fotos inéditas.

Afinidade do "Almanaque da Caldense" com o América (II)

O jornalista Renan Muniz visitou diversos arquivos em cidades diferentes e queimou pestanas para escrever a história de um dos mais tradicionais clubes do interior das Minas Gerais


As 600 páginas do "Almanaque da Caldense" escrito pelo jornalista Renan Muniz apresentam as fichas técnicas de todos jogos da Caldense, de 1925 a 2025, com data, placar, escalações da "Veterana" e dos adversários, autores dos gols, arbitragem, público, renda e curiosidades.

Além do catálogo com todos os jogadores que entraram em campo pela equipe no período, os técnicos e suas respectivas estatísticas.

Mais o resumo do que aconteceu em cada temporada, foto do time de cada ano, os títulos e troféus conquistados.

E o ranking dos jogadores que mais jogaram, maiores artilheiros, técnicos que mais dirigiram e o retrospecto de confrontos contra cada adversário.

Ainda a história de cada elemento relacionado à Caldense e outras informações e curiosidades em geral.

A escolha do nome, cores, mascote, alcunha, lema, slogan, hino, os diferentes escudos, as sedes, a evolução do Estádio Cristiano Osório, do Estádio Ronaldão e do CT Ninho dos Periquitos.

As torcidas organizadas, torcedores que marcaram época, "mockups" de todas as camisas utilizadas, charges de fatos marcantes e galeria dos presidentes.


SERVIÇO

Informações sobre exemplares pelo e-mail jornalismo@caldense.com.br


domingo, 15 de fevereiro de 2026

Afinidade do "Almanaque da Caldense" com o América (I)

Nevercínio Alves de Araújo, o terceiro agachado ao lado do goleiro, jogou pelo América/RN

Jornalista Renan Muniz com o "almanaque"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Em março (25) completa um ano da entrevista com o jornalista mineiro Renan Muniz sobre a pesquisa que realizava há três anos para registrar os jogos amistosos e oficiais da alviverde Associação Atlética Caldense, apelidada de "Veterana".

O assunto foi meio que esquecido pelo redator, dedicado a levantar outros temas, mas neste final de semana, navegando, fica sabendo que o competente homem de marketing lançou em 26 de novembro o "Almanaque da Caldense".

Aparentemente, repito, não havia nenhuma relação entre o clube de Poços de Caldas com o Rio Grande do Norte. Mas muito pelo contrário. Um jogador que vestiu a camisa com o famoso acrônimo AAC tem vínculo com a história do futebol potiguar.

Em especial com o América de Natal: o meia-atacante baiano Nevercínio Alves de Araújo. O leitor que acompanhou série sobre o jogador paulista Salum Omar (o “turco” que jogou uma vez pelo ABC) viu que ele é mencionado nesta sequência.

Nevercínio veio do Recife para vestir a camisola rubra uma única vez. Na Taça Chile (1937), um triangular com o Santa Cruz/RN e ABC, o campeão em decisão com o tricolor natalense.

A carreira de Nevercínio começa na segunda metade dos anos 20 do século passado, sendo dissecada em ao menos oito artigos exclusivos.

O personagem em comum foi treinador da Caldense duas vezes: em 1938 (depois de sair do Recife) e em 1959, falecendo no ano seguinte.

O atacante "Roberto Jacaré" alecrinense roda o Brasil

"Roberto Jacaré", com a camisa do ASA de Arapiraca, foi destaque do Alecrim no Estadual em 2008

JOSÉ VANILSON JULIÃO

"O norte-rio-grandense de Touros é um dos destaques do Asa de Arapiraca na Série B. Na rodada de ontem ele fez o primeiro gol do time alagoano na vitória de 3 a 2 sobre o Boa Esporte.

Roberto Jacaré, ex-vigilante, foi levado para o Alecrim em 2007 pelo presidente Edivaldo Gomes. Se destacou e ganhou o mundo do futebol."

Assim o radialista Marcos Avelino Trindade se referiu (domingo, 3/6/2012) ao atacante José Roberto do Nascimento Viana, destaque no Alecrim em 2008.

O detalhista blogueiro e pesquisador dá até a altura, 1,77, e o peso, 70 quilos, do atacante.

Aquela altura com passagens pelo Salgueiro, Guanambi/BA, Fluminense/Feira de Santana, Santa Cruz/PE, Glória/RS, Santa Cruz/RS, Uberlândia, Ipatinga, Icasa de Juazeiro do Norte/CE, Mogi-Mirim e Mirassol, no interior paulista.

Depois atua pelo Guarani de Juazeiro (quatro vezes, a última em 2020, ano da encerramento da carreira), Catanduvense, Araxá, Brusque, Itapirense, Independente/Tucurupi (Pará), Flamengo de Teresina e Boa Esporte das Minas Gerais.

O "Jacaré" esmeraldino se destaca no campeonato potiguar (2008) com gols na derrota contra o América (2 x 1), nos acréscimos, no primeiro turno (20/1); 2 x 0 ABC (3/3), no returno contra o campeão do turno; e 1 x 0 Potiguar (13/3), aos 26 do segundo tempo, no Estádio Manoel Leonardo Nogueira (Mossoró), na segunda partida da semifinal, não se classificando pelos gols tomados em casa.


FONTES/IMAGEM

Tribuna do Norte

Alagoas 24 Horas

Blog Carlos Santos

Blog do Trindade

Cadaminuto

Extra Online

Globo Esporte

Meu Time na Rede

O Gol

Súmulas Tchê

UOL

7 Segundos

O segundo atacante "Jacaré" do América/RN (II)

"Jacaré" está no meio dessa gente. É o terceiro, na fila de cima, no elenco alvo e azul do "Leão"

Tenista Guga, o fã do "Jacaré"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Ao chegar como reforço para o América/RN no segundo semestre de 1998 o atacante catarinense Érmison José Leopoldo, o "Jacaré", a fama não se deve pelo que fez dentro de campo, mas pelo noticiário referente a amizade com uma personalidade bastante conhecida, o tenista conterrâneo Gustavo Kuerten, o "Guga".
Em entrevista ao repórter do diário "Folha de São Paulo", dias antes da decisão do campeonato catarinense (22/7/1997), quando faz os dois gols da vitória sobre o Tubarão, "Jacaré" diz como se tornou o ídolo do esportista torcedor do clube azul e branco Avaí, da capital Florianópolis, cidade natural do futebolista.
Ele disse ao jornalista correspondente Sérgio Kraselis (FSP, 10/6) que 12 anos antes era catador de bolinhas (de tênis) do Guga, com a entrevista concedida dias depois do empate (2 a 2), com o segundo dele, frente ao Joinville na semifinal, passagem para a final, o que não acontecia desde 1989.
O goleador do "Leão da Ilha" foi catador de bolas quando o Guga treinava nas quadras da Associação dos Empregados da Telesc (empresa de telecomunicações estatal).
O pai, Antônio José Leopoldo, o ex-goleiro com
o apelido do filho, e o jornalista Polidoro Júnior

"Eu praticava futebol e futsal, que Guga gostava de jogar nas suas escapadas das quadras", disse o então estudante de Eletrotécnica. Seguem mais oito parágrafos com os detalhes sobre o tricampeão de Roland Garros (Paris), um dos famosos torneios do circuito europeu, ao lado de Winbledon (Londres) e ficamos por aqui...

CURRÍCULO
Títulos: Segunda Divisão catarinense (1994), Campeonato Estadual/SC (1997), Taça de Portugal e Super Taça Cândido de Oliveira (1997). É artilheiro da segunda divisão (10 gols) e da divisão principal de Santa Catarina (13).
Clubes: Astel (base), Avaí, Operário (Mafra), Grêmio/RS, Londrina, Malásia (1995), Boa Vista (Portugal), Porto/PE (2000), Náutico, Santa Cruz e Atlético Hermann Aichinger de Ibirama (2004).

sábado, 14 de fevereiro de 2026

O segundo atacante "Jacaré" do América/RN (I)

Avaí Esporte Clube campeão de Santa Catarina (1997): Carlão, Cedenir, Raul, Evandro Guimarães, Itá, Régis, Jacaré (primeiro agachado), Evandro, Heltón, Claudiomir e Dão.

O goleiro "Jacaré" lega ao filho o apelido

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O atacante catarinense Érmison José Leopoldo (Florianópolis, 4/4/1971), o "Jacaré", é o segundo com este apelido a jogar no América/RN, como reforço na reta final, no segundo semestre de 1998, na Série A, a segunda participação seguida na competição nacional desde a subida da Série B em 1996.

O "Jacaré" da capital do Estado de Santa Catarina (Região Sul) herda a alcunha do pai, Antônio José Leopoldo, antigo goleiro do Avaí nos anos 60/70.

Ele participa de apenas quatro jogos pelo alvirrubro potiguar, sem marcar nenhum gol, e sempre entrando como substituto de alguém no decorrer dos jogos.

Resultados: 0 x 3 Vitória (quarta-feira, 16/9) em Salvador; 0 x 2 Botafogo (sábado, 19/9) no Estádio Caio Martins (Niterói/RJ); 0 x 2 Atlético/PR (sábado, 11/10) em Curitiba; e 1 x 3 Atlético/MG (domingo, 11/10) em Natal.

O jogador "Barriga Verde" sequer era lembrado para a sequência, mas, graças ao atento e fiel leitor Marcos Luiz Ramalho Bulhões, não cai no esquecimento.

Foi quem alertou a memória "fraca" do redator sobre a existência do personagem. Daí rápida pesquisa e consulta ao arquivo com as fichas técnicas resolve o resto.


FONTES/IMAGENS

Folha de São Paulo

Placar

Avaí EC

Blog do Tarnowsky

Campeões do Futebol

Futebol 80

O Gol

Polidoro Júnior

Wikipedia

"Jacaré" marca pelo CAP no empate com ABC

Esse elenco "conseguiu" perder um ponto para o Atlético com Hélcio marcando para a igualdade

Pesquisadores e site erram o resultado da "zebrinha" atleticana sobre o alvinegro

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Sob o comando do jogador/treinador Hélcio Batista Xavier, o "Jacaré", o Clube Atlético Potiguar, como sempre, fez mais uma campanha irregular nos três turnos pelo campeonato estadual de 1983.

Depois de surpreender no Torneio Início (domingo, 1/5), quando desclassificou, seguidamente, o América e o Riachuelo, nos tiros livres, e decidir a final com o ABC, o rubro-negro não deixou de pregar peças em dois dos times grandes da capital.

Logo na estreia no primeiro turno da competição local o CAP arranca um empate em 2 a 2 com o Alecrim (quinta-feira, 5/5) no Estádio Presidente Castelo Branco, que viria a mudar de nome no segundo semestre de 1988 para "João Machado".

Após o inesperado resultado o Atlético somente vem a ganhar do Riachuelo (3 x 1) na última participação da primeira fase do turno, não se classificando para a segunda etapa. Fica em último lugar com uma vitória, um empate e cinco derrotas.

No returno a performance atleticana melhora. Termina a primeira fase em sexto, antepenúltima colocação, mas também não se classifica para a etapa seguinte. Foram uma vitória, quatro empates e duas derrotas (e não três!).

Duas fontes consultadas erram no placar do jogo contra o ABC. Registram contagem mínima para o alvinegro. Mas na verdade ocorre o empate. 

Djalma abre a contagem com o gol da igualdade, de cabeça, do Hélcio "Jacaré" (matéria de capa da Tribuna do Norte, quinta-feira, 4/8/1983).

Dois dias depois o Diário de Natal reporta que o alvinegro atuou com displicência e poupa um dos jogadores sem necessidade (reportagem do jornalista Carlos Neto, o "Querosene"). Nenhum dos jornais citados publica a ficha do jogo.

No terceiro turno o Atlético volta a normalidade com uma vitória, um empate e cinco derrotas. Fica em penúltimo.


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol

Futebol 80

Diogo, Júlio Bovi - História do Campeonato Potiguar - 1918/2020

Diogo, Júlio Bovi; Trindade, Marcos Avelino e Júnior, Rodolfo Pedro Stella - Histórico do Riachuelo no Campeonato Potiguar


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Atlético/RN decide final com o jogador/treinador "Jacaré"

Cinco jogadores deste time participaram da equipe desclassificada pelo Atlético no Torneio Início

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O famoso Hélcio "Jacaré" Batista Xavier, com gloriosa passagem no América, e aparições em outros clubes grandes do futebol nordestino, aposentou a chuteira no pequeno, mas tradicional Clube Atlético Potiguar em 1983.

A primeira aparição dele no CAP acontece no Torneio Inicio e logo de cara o rubro-negro elimina o América da competição relâmpago realizada em somente um dia no Estádio Presidente Castelo Branco (domingo, 1 de maio).

O jogo eliminatório terminou sem abertura de contagem. Mas nos tiros livres direto dá o "Moleque Travesso": 4 x 3. Atlético: Juca, Ronaldo, Anchieta, Luisão, Jacó, Francisquinho, Hélcio, Eriberto, Edmilson, Pedrada e Ramos.

América: Rafael, Ivan Silva, Lúcio Sabiá, De Leon, Saraiva, Hélio, Júnior, Gilson Lopes, Sandoval, Roberto e Pernambuco.

O Atlético empata com o Riachuelo, 0 (3) x (2) 0, e decide com o ABC, 0 x 2, Alberi e Silva, artilheiro do TI (dois gols).

Com ampla cobertura do repórter Luiz Gonzaga da Silva e o fotógrafo Carlos Silva para o Diário de Natal.

ENTREVISTA

"Clube Atlético Potiguar, um clube pobre porém decente" é a reportagem assinada pelo editor Everaldo Lopes Cardoso (quinta-feira, 5), dias antes da estreia no campeonato com o jogador e treinador Hélcio "Jacaré".

O entrevistado é o presidente Levi Costa, que havia sucedido o sogro Adelino Marques na administração atleticana, que, por vez, pegou em 1976 a batata quente de Brígido Ferreira Pinto, antigo goleiro do clube nos anos 40.

Site relaciona todos os gols do atacante "Jacaré"

Com a camisa nove ou a dez Élcio também era grafado pela imprensa sem o "agá" e o "jacaré".

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Após o início no Bangu, participar da excursão boliviana pela Portuguesa e somar quatro participações com a camisa corintiana - nos clubes paulistas durante os quatro primeiros meses de 1970 - a carreira do atacante Hélcio Batista Xavier começa a deslanchar na Bahia.

Na única aparição pela Lusa o time na maior goleada em Ouro/Bolívia (2/2/1970): 12 x 0 Ferroviário - Orlando (Rogério), Zé Maria (Deodoro), Marinho Pérez, Guaraci, Luís Américo (Ulisses), Lorico, Paes (Élcio), Ratinho, Leivinha (Basílio), Tatá e Rodrigues (Milano). Com o treinador Aymoré Moreira.

Para o leitor melhor entender o desenvolvimento das apresentações de Hélcio - ainda sem o apelido - o repórter recomenda o acesso ao conceituado e respeitado site "Futebol 80", no qual pode verificar no link "Gol a Gol", em ordem alfabética dos artilheiros de clubes nacionais, o desempenho do centroavante.

Lá estão, jogo a jogo, os três gols pelo Bangu, o único pela Portuguesa, os dois pelo Corinthians e as relações dos marcados, sequencialmente, pelo Galícia (Salvador), Itabuna (1972 e 1977), Ceará, América/RN, Fortaleza (um gol em 1976), Atlético/GO (um em 1977), Centro Sportivo Alagoano, Campinense (dois em 1979), Clube de Regatas Brasil (dois em 1980) e Treze.

A maioria dos gols (57 e 31 deles pelo campeonato estadual) pelo América de Natal, pelo qual foi mais longevo e mais vezes campeão: estadual, Taça Almir Albuquerque e Taça Cidade de Natal.

Os dois últimos gols foram marcados no campeonato potiguar pelo rubro-negro Clube Atlético Potiguar (1983): 1 x 1 ABC (3 de agosto) e 2 x 2 Alecrim (10/8).

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

A passagem do "Jacaré" pela Portuguesa de Desportos

Portuguesa de Desportos no Maracanã: Guaraci, Paes, Zé Maria, Marinho Pérez, Orlando, Américo, Ratinho, Basílio, Leivinha, Lorico e Valdomiro/Revista do Esporte (559 – 22/11/1969). Dez destes jogadores excursionaram pela Bolívia.

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Na penúltima reportagem da série envolvendo três jogadores com o apelido "Jacaré", um potiguar e dois nascidos no Rio de Janeiro, o repórter disse que não havia encontrado maiores informações sobre a curta estadia de um deles no elenco da Associação Portuguesa de Desportos da capital paulista.

Porém uma nova pesquisa em fontes diversas e o cruzamento de dados com o "Almanaque da Lusa", no qual acabou passando desapercebido o placar, a data e a formação da equipe rubro verde com a única participação do atacante Hélcio Batista Xavier, tem o desfecho inesperado.

A reportagem tinha indicado que, curiosamente, consta um "Élcio" (em 1970), de posição médio, na relação dos perfis dos atletas por ordem alfabética, de A a Z, mas sem maiores detalhes pessoais, como nome completo, data de nascimento e naturalidade.

Entretanto as fontes antigas e as recém consultadas confirmam "Hélcio Jacaré" em apenas um jogo, a maior vitória com goleada na história da Lusa, e um gol marcado, durante excursão com três partidas em janeiro/fevereiro de 1970 pela Bolívia:

1 x 1 Litoral (terça-feira, 27/1) em Cochabamba; 12 x 0 Ferroviário (segunda-feira, 2/2) em Oruro, gols de Ratinho (dois), Leivinha (dois), Basílio (dois), Ulisses, Hélcio, Luís Américo, Rodrigues, Tatá e Milano; 6 x 0 Jorge Wilstermann (quarta-feira,  4/2), em Cochabamba.

Somente depois desta curta excursão pelo vizinho país da América do Sul é que Hélcio, sem o apelido, participa, ainda no primeiro semestre, de quatro partidas pelo Corinthians paulista, relatadas também na penúltima reportagem.


FONTES/IMAGENS

Acervo da Bola

Almanaque do Corinthians

Almanaque da Lusa

Futebol 80

Meu Timão

O Gol

Scratch Corintiano

Tardes de Pacaembu

Terceiro Tempo

Wikipedia

O quase segredo nominal da empresa familiar

Irmão do ministro José Antônio
Dias Toffoli é sócio do
empreendimento em Marília

EXCLUSIVO

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O nome da empresa representa cidade sede e iniciais da família e a suposta marca digital do ministro do STF no desenvolvimento do empreendimento.

Fiquei curioso em saber o processo da escolha e o que queria dizer "Maridt" como diferente nome da empresa modelo sociedade anônima pertencente a dois parentes bem próximos e carnais do ministro José Antônio Dias Toffoli.

A empresa de "participações" tem sede em Marília. Coloquei a massa cinzenta para funcionar e em questão de segundos a constatação não poderia ser diferente e ficou ficou bastante clara.

O "Mari" vem das duas primeiras sílabas de Marília.

O "d" de Dias. E o "t" de Toffoli. Dos irmãos associados da empresa com sede na Rua Doutor Zoroastro Gouveia, 425, Jardim Universitário.

Está em nome de José Eugênio Dias Toffoli (irmão do padre Zé Carlos) e o sobrinho Igor Luiz Pires Toffoli.

Ainda não li nenhuma reportagem nacional fazer esta ligação do nome da empresa com o município do interior paulista e o nome italiano da família dos astuciosos empresários.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Rara fotografia do Itabuna com atacante Hélcio Jacaré

Itabuna Esporte Clube (1972): Ailton, Luiz Carlos, Americano, Nenê, Paulo Boinha, Douglas, Jaci, Bel, Hélcio, Santana e Jairo/Imagem: Blog Charles Henri

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O primeiro Hélio "Jacaré" Matos de Paula (1937 - 2015), médio e zagueiro, já havia saído do Bangu, passado pelo Olaria e Campo Grande, entre 1965/66, e pendura as chuteiras.

Quando o segundo banguense com o mesmo nome e apelido, o atacante Hélcio Batista Xavier, começa a carreira no alvirrubro Bangu Atlético Clube do Rio de Janeiro: nove jogos e três gols.

Dois gols são marcados no amistoso Bangu 5 x 1 América de Teófilo Otoni, no interior de Minas Gerais (21/7/1968), com o argentino José Sanfilippo completa a goleada.

O terceiro ocorre no amistoso Bangu 2 x 0 Combinado do Departamento Autônomo do Rio de Janeiro (28/7/1968), em campo neutro, com complemento de Fernando.

O "Almanaque da Lusa", curiosamente, aponta um "Élcio" (em 1970), de posição médio, com uma partida vitoriosa e um gol, mas a pesquisa não encontra maiores detalhes, inclusive a escalação.

Pelo Corinthians são quatro jogos: uma vitória, um empate e duas derrotas. É titular em três aparições. A estreia com derrota em amistoso: 0 x 2 Guarani (23/3/1970). Entra com bola rolando.

O último pelo Timão no amistoso 5 x 0 Grêmio Catanduvense, no Estádio Sílvio Salles, em Catanduva, interior paulista (14 de abril), e marca um gol.

O segundo gol pelo clube corintiano havia sido anotado uma semana antes (8/4) pela Taça Cidade de São Paulo no Estádio Palestra Itália: Corinthians 1 x 2 Portuguesa de Desportos.

Em seguida aparece no futebol baiano. Primeiro no Itabuna (para o qual retornaria duas vezes) e depois pelo Galícia de Salvador, a capital.

Currículo: Bangu (1967//68), Itabuna (1969, 1972 e 1977), Portuguesa de Desportos (1970), Corinthians (1970), Galícia (1971), Ceará (1972/73), América (1973/76), Fortaleza (1976), CSA (1977/78), Atlético/GO (1977), Campinense (1979 e 1981), CRB (1980), Treze (1980) e Clube Atlético Potiguar/RN (1983).

O alvo e anil Centro Sportivo Alagoano, de Maceió, capital alagoana, com o ex-atacante americano


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Almanaque do Bangu

Almanaque do Corinthians

Almanaque da Lusa

Bangu.Net

Blog Charles Henri

Futebol 80

Atlântica News

O Gol

Súmulas Tchê

O primeiro jogador "Jacaré" do futebol potiguar (XII)

América (1974): Otávio César, Ivan Silva, Mário Braga, Djalma Edinho, Cosme, Macarrão(massagista), Jangada, Garcia, Santa Cruz, Hélcio e Reinaldo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O leitor já viu o currículo do primeiro atacante com o curioso apelido do título da série: Marcos Gomes de Medeiros, atuante no ABC entre 1954/59 com carreira no futebol de Fortaleza (Calouros do Ar, Ceará Sporting, Usina Ceará e Gentilândia) na década seguinte.

E também leu sobre o médio e zagueiro, dos anos 50/60, do Bangu Atlético Clube do Rio de Janeiro: o carioca Hélio Matos de Matos Paula (1937 - 2015), o xará no primeiro nome de batismo e na alcunha do terceiro personagem.

A terceira personalidade da sequência inédita destacado é o Hélcio Batista Xavier (1948 - 2004), que chega em Natal, para o América/RN, sem o apelido como sufixo do primeiro nome da certidão de nascimento.

Pelo alvirrubro da capital potiguar ele atua em 135 jogos (amistosos e oficiais) e marca 57 gols (está entre os 15 maiores artilheiros americanos a partir da contagem de 40 gols marcados), entre 1973/1977.

Encerra a carreira em 1983 como jogador e treinador do rubro-negro Clube Atlético Potiguar, o CAP, aquele que um dia se chamou, como um dos pioneiros, o tricolor Centro Esportivo Potiguar (CEN).

COMANDANTE

Hélcio Xavier retorna ao América em 1986 como treinador e acumula em torno de 45 jogos (amistosos e oficiais): campeonato estadual, Torneio Paralelo (campeonato nacional) e Torneio Otávio Pinto Guimarães.

No começo do ano ele havia substituído o antigo goleiro do Cruzeiro de Macaíba (região metropolitana), Santa Cruz/RN, Alecrim e Vasco da Gama, o paraibano de Pirpirituba, Miguel Ferreira de Lima,