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sábado, 31 de janeiro de 2026

O gol 101 de Wallyson contra o Potyguar (II)

Wallyson comemora o gol no empate com o
América na primeira decisão do ano passado

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O site FUTEBOL 80 relaciona o amistoso ABC 3 x 3 Corintians (Caicó/RN) no Estádio Maria Lamas Farache (domingo – 16/4/2006).

A sequência dos gols no “Frasqueirão”: Fabiano Silva, Luiz Eduardo (para o time seridoense) e o então desconhecido Wallyson Ricardo Maciel Monteiro.

Na mesma data a Federação Norte-rio-grandense de Futebol programa a primeira rodada da terceira edição da Copa RN com jogos pelo interior do estado.

Nem mesmo Wallyson, chamado de o “Magro” pela torcida, lembra desta partida e com certeza esqueceu do gol.

O gol “97” é marcado na vitória sobre o Potiguar (Mossoró), 3 x 0 (quarta-feira, 15/1/2025), na Arena das Dunas.

Em fevereiro (10) marca o “98” pelo campeonato estadual, contra o Força e Luz, no Estádio Manoel Dantas Barreto (Ceará-Mirim).

Ele não menciona o primeiro em amistoso. Ao editor da “Tribuna do Norte”, Itamar Círiaco, diz que fez os dois primeiros em jogo do estadual, no “Frasqueirão”, contra o Alecrim (24/1/2007).

O “99” foi o que inaugurou o placar no rebote da penalidade máxima (21 minutos do primeiro tempo) no primeiro jogo da decisão (1 a 1) do ano passado na Arena das Dunas.

O gol 101 de Wallyson contra o Potyguar (I)

Imagem da final (2007) em que Wallyson marca quatro dos dez gols pela artilharia no campeonato: França, Fábio Lima, Joassis, Lau, Ben-Hur, Peu, Márcio Pereira, Ranieri, Marciano, Wallyson, Nildo, Valbson, Nêgo, Marquinhos, Ivan, Adelino, Panda e Bebeto

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A depender da soma corrigida nos sites O GOL, FUTEBOL 80 e enciclopédia livre Wikipedia, há a forte probabilidade do atacante do ABC, Wallyson Ricardo Maciel Monteiro, ter marcado o gol 100 no campeonato estadual do ano passado.

O levantamento (9/8/2025) criterioso constata nas relações incompletas das partidas os gols inexistentes nas fontes secundárias, em falhas nos anos anteriores a sequência 2018 a 2025.

Não há qualquer menção ao gol em amistoso no primeiro semestre da temporada de 2006. O GOL relaciona 16 gols em 2007 

Mas deixa de contabilizar mais dez. Aqueles pela Série C e a dezena faltante pelo campeonato estadual.

A soma: 26. Com mais um do amistoso 27! São os 10 não relacionados de 2007, mais o único do ano anterior, relacionados, jogo a jogo, no FUTEBOL 80.

Desta forma bastou somar os 73 gols feitos entre 2025 e 2018 com o concerto dos 27 (2006 e 2007) para se chegar a casa dos cem!

Vale registrar que a Wikipedia registra, também, pela temporada de 2007, os 16 gols pela Série C (terceira divisão nacional).

O gol do Wallyson neste sábado (32 do segundo tempo e o terceiro do 4 x 2) sobre o Potyguar, no Estádio Coronel José Bezerra, seria o número 101!


 

América/RN mantém comparecimento acima de mil torcedores

Alexandre marca o quarto gol na temporada

O alvirrubro vence a primeira partida após a perda dos 18 pontos pela suposta irregularidade do jogador Elias ao aparecer em três escalações e não entrar em campo em nenhum dos quatro jogos anteriores.

Com o resultado de hoje o alvirrubro permanece invicto na penúltima colocação nesta primeira fase de classificação, com cinco pontos negativos, e precisa vencer os dois jogos restantes, e torcer para o Globo ao menos empatar um jogo em três.

Surpreendente foi o comparecimento do fiel torcedor americano, que coloca mais de mil espectadores na partida com mando de campo do adversário, diante da atual situação dramática.

Entre eles o redator visualiza, aos oito minutos do segundo tempo, pelas lentes da TV Goat (com ouvido colado na 98 FM), na arquibancada da Arena das Dunas, Kennedy Diniz, que era o responsável pelo desativado blog "Tribuna Americana".


FICHA TÉCNICA

América 1 x 0 QFC

Data: sábado, 31/1/2026

Árbitro: José Magno Teixeira do Nascimento

Público: 1.221 (1.268)

Renda: R$ 44.697,00

Gol: Alexandre Aruá 39/2

América: Renan Bragança, Lucas Mendes, Lucas Rodrigues (Judson), Guilherme Paraíba, Evandro, Copetti, Alexandre Aruá, Souza (Ricardo Lopes), Cassiano (Augusto Galvan), Yarlei (Alisson Tadei) e Salatiel (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro

QFC: Everton, Israel, Victor Souza, Pedro Jorge, Yuri, Carlos Júnior, Raphael (Victor Silva), Paulinho (Beto), Dieguinho (Vitinho Carioca), Vitinho Potiguar (Bruninho) e Diego Costa (Igor). Treinador: João Paulo Oliveira

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

América/RN perde título de 1943 com "Zé Leão"

Zé Arset Leão de Moura é o sétimo no "Clube Atlético Potiguar"/Acervo: Lindomarcos Faustino

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Confirmada a participação do atacante mossoroense José Arset Leão de Moura (1923 - 1987) em seis jogos pelo Santa Cruz/PE em 1945 a pauta volta-se para levantar as aparições pelo América/RN.
O depois médico Zé Leão aparece no alvirrubro de Natal na campanha do vice-campeonato de 1943 com decisão perante ao também tricolor (vermelho, preto e branco) como o homônimo do Recife.
A primeira aparição no titular do clube potiguar registra vitória de 5 x 0 Alecrim no primeiro turno do campeonato estadual (domingo, 18/7).
Zé Leão tem a companhia de outros mossoroenses que reforçam o América na competição doméstica: o zagueiro Lolinha e homens da linha de frente Saruê (autor de três gols) e Aires.
E na pré-escalação para o jogo América 4 x 3 Atlético (28/11). E ainda para América 2 x 5 Alecrim (19/12).
Há o registro da entrada no amistoso América 1 x 5 Clube Atlético Potiguar, o popular CAP, no domingo (12).
A participação americana entra no ano seguinte com a decisão do campeonato (domingo, 9/1/1944), quando o Santa Cruz/RN surpreende com o único título da história.
O América inaugura o placar com Saruê, mas o tricolor vira com Dão e Antônio Acácio do Nascimento, pai do treinador aposentado e ex-jogador Hélio Lopes do Nascimento. Preliminar: ABC 4 x 6 Atlético.
Ainda na temporada veste a camisa encarnada no Torneio Relâmpago: 5 x 2 Baependi (30/1). E no Torneio Início: 0 x 4 Atlético (30/7).

"Cidade Princesa" na Rádio Brejuí de Currais Novos (FINAL)


O músico Agostinho Ribeiro da Costa (1932 - 2016) foi o primeiro artista da região do Curimataú e Seridó paraibanos a gravar um disco LP em São Paulo no final dos anos 60 e mais oito no decorrer da carreira.

Ele foi casado com Elsa Maria, a "Princesinha dos oito baixos", filha de "Neira dos oito baixos", de Cuité, na Paraíba.

A mulher e sogro de Agostinho também gravaram dois álbuns cada um. Comentário do internauta Gilvando Costa, em vídeo da TV Voa.

Um dos álbuns mais interessantes, gravado em 1981, tem como carro-chefe das faixas, lados A e B, a música "Na Fazenda de seu Joca".

Agostinho também foi poeta popular com trabalhos em parceria com outros autores da literatura de cordel, cultura popular nordestina oriunda do medievo português.

"Cidade Princesa" na Rádio Brejuí de Currais Novos (II)


Agostinho Ribeiro da Costa (1932 - 9/4/2016) é o nome completo do paraibano sanfoneiro, cantor e letrista.

Agora reconhecido, pouco mais de 50 anos depois pelo redator, como o autor e intérprete do Baião "A Cidade Princesa", muito ouvida na Rádio Brejuí de Currais Novos, até 1973.

Agostinho gravou nove LPs (long-play) de Vinil. Os dois primeiros na primeira estadia em São Paulo no começo dos anos 70.

O artista concedeu uma entrevista para o conterrâneo paraibano Gilberto Cardoso dos Santos, quando revela as composições que considerava mais importantes ou de maior repercussão. (JVJ)

"Cidade Princesa" na Rádio Brejuí de Currais Novos (I)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

"Quem está cantando é Agostinho Ribeiro, amigo do meu pai; morou em Currais Novos e faleceu em Nova Floresta (Paraíba), terra dos meus pais."
Foi o comentário do internauta "Antônio Marques Seridoense". Em rede social. O que despertou a atenção do redator ao ouvir um áudio com o referido sanfoneiro, cantor e letrista paraibano.
Sendo o suficiente para a procura de mais dados sobre o artista da cultura popular nordestina. O que resulta no achado do depoimento de Dandara Suzy Costa:
"Meu pai, meu herói. Grande cantor e compositor com várias músicas reconhecidas. Filho de Cuité, morando em São Paulo, não esqueceu a raiz nordestina..."

FONTES
Click Cuité
Escrete de Ouro
Forró em Vinil

O outro Grêmio Atlético Sampaio da Região Norte

GAS (1967): Toinho, Viana, Palheta, Pional, Chico Alab, Rocha, Amílcar, José Augusto, Babá, Rui Macaco e Ailton


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Havia uma pequena suspeita. E ela se confirma ao navegar pela rede. E não custou a encontrar.

O primeiro clube com o curioso acrônimo GAS como iniciais do Grêmio Atlético Sampaio (GAS) de Rio Branco (AC).

O alviverde campeão acreano uma única vez (1967) é fundado (1964), também, dentro de um quartel (IV Companhia de Fronteira), como aconteceu com o homônimo de Boa Vista/RR.

Depois de participar de quatro competições oficiais o GAS do Acre é extinto em 1968 com a mudança do comando militar.


CAMPANHA - 1967

21/5: Sampaio 5 × 2 Vasco da Gama

4/6: Sampaio 5 × 1 Andirá

17/6: Sampaio 0 x 0 Atlético

25/6: Sampaio 1 × 1 Juventus

8/7: Sampaio 3 × 1 Independência

16/7: Sampaio 1 × 0 Rio Branco

10/8: Sampaio 1 × 1 Andirá

23/8: Sampaio 1 × 0 Atlético

30/8: Sampaio 3 × 1 Juventus

7/9: Sampaio 4 × 2 Independência

14/9: Sampaio 1 × 2 Rio Branco

21/9: Sampaio 3 × 2 Vasco da Gama


FONTES/IMAGENS

Arquivos de Futebol do Brasil

Diogo Henrique Luz

Federação de Futebol Acreana

Futebol Acreano em Revista

Militares do Brasil

Notícias do Acre

Historia do Futebol

O Gol

Wikipedia

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

O adversário do América na Copa do Brasil

General Antônio de Sampaio

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O acrônimo é curioso: GAS de Boa Vista, capital de Roraima.

São as iniciais do Grêmio Atlético Sampaio, mais um inédito adversário do América potiguar na segunda fase da Copa do Brasil.

Em jogo único na Arena das Dunas (oficialmente "Francisco das Chagas Marinho") com datas previstas para a última semana de fevereiro ou primeira de março.

O tricolor roraimense (vermelho, azul e amarelo) foi fundado (11/6/1965) por um militar do Exército, Agenor de Souza Almeida, falecido aos 91 anos (2022).

Como mascote um leão, daí os apelidos "Leão Dourado" ou "Leão do Norte". O clube profissionaliza-se após a transformação do território em estado e participa do campeonato local pela primeira vez (1995).

Quando vence a Taça Boa Vista, mas perde o título estadual para o Baré. Em 2018 transfere a sede para o município de Caracaraí e quatro anos depois retorna a cidade original. 

Após a segunda colocação (2020) conquista o bicampeonato, o segundo da série contra o Atlético Roraima (2024/25).


A denominação do clube homenageia o patrono e general cearense Antônio de Sampaio (Tamboril/CE, 1910 - Buenos Aires/Argentina, 1866).

FONTES/IMAGENS

Brasil Norte

Folha de Boa Vista

Globo Esporte

Wikipedia

O elenco americano do final da década de 50

No Estádio Juvenal Lamartine (Tirol) o elenco americano com 17 jogadores em 1959: entre eles Herwin, Papagaio (sexto), o goleiro Biro (último em pé), Pedro Bala, Saquinho e Wallace Gomes da Costa (antepenúltimo agachado)

O leitor saudoso e curioso pode acessar o novo "Instagram" do ex-jogador José Ribamar Cavalcante, responsável pela nova página da rede social, denominada "Baú do Ribamar".

Os ídolos do passado do futebol do Rio Grande do Norte, principalmente dos anos 50, 60 e 70, são os alvos principais do recente espaço criado para o deleite dos internautas.

Mas não é de agora que o macauense Ribamar - com passagens pelo Globo, ABC e Clube Atlético Potiguar - disponibiliza imagens dos craques e dos elencos dos times do RN.

Desde março de 2011 e até setembro de 2021 ele vinha sendo colaborador assíduo do "Blog No Ataque", de responsabilidade do jornalista Edmo Sinedino de Oliveira, atualmente comentarista da 96 FM.

Além do blog, e agora com o "Baú do Ribamar", o conhecido memorialista também administra uma página no Facebook com as fotografias dos craques e dos times de outrora.

Muitas dessas fotos são aproveitadas pela imprensa. Para ilustração de reportagens nos jornais, televisão, sites e blogues.

Numa gentileza dele o "JORNAL DA GRANDE NATAL" reproduz, acima, uma inédita fotografia do América Futebol Clube no final dos anos 50.


Imagens dos antigos jogadores no "Baú do Ribamar"

A homenagem do blog para José Ribamar Cavalcante, que começa a carreira de pebolista na cidade natal, Macau, de onde sai para se tornar uma relação como ponta-direita do antigo Globo da capital


Pedro (o neto)

Especial


Este é Ribamar, meu avô e dono desta conta dedicada ao futebol antigo do Rio Grande do Norte.

Ribamar sempre foi muito conhecido por suas recordações e pelo carisma com as pessoas ao seu redor e todos que o conhecem.

Em seu Facebook e em sua casa, onde guarda incontáveis fotos do futebol potiguar, e de tudo que lhe interessa, foi reconhecido e ainda é por jornais locais, rádios conhecidas e até mesmo pelo principal palco dos jogos do RN, que possui um corredor com suas fotos, eternizando o futebol local.

Como pessoa e recordador meu avô sempre foi muito cuidadoso com cada foto e com cada pessoa que convive com ele.

Ele se orgulha e nos orgulha, quando conta sua história de amor pelo futebol e quando nos fala do momento que começou a cortar pedaços de páginas de jornais para guardar por toda a vida.

Hoje tenho o orgulho de iniciar este Instagram e eternizar a história preservada não só do meu avô, mas também desse esporte que tanto nos conquista e nos faz vibrar a cada gol e a cada conquista de nossos times.

O "Baú do Ribamar" (inicialmente era o "Potiball") existe para manter viva a alma desse esporte e continuar contando histórias marcantes sobre o legado criado pelo meu avô.

Como diz o próprio: “Recordar é viver”.


NOTA DO REDATOR: o texto refere-se a apresentação da página "Baú do Ribamar" na rede social "Instagram".

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Hélio vai continuar com o recorde de invencibilidade (III)

ABC (1976)Hélio com Drailton (quarto em pé), Pedro Pradera, Fidélis "Touro Sentado", Aloizio (massagista), Reinaldo (segundo agachado), Danilo Menezes (penúltimo) e Noé "Macunaíma" Soares

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Na campanha que evita o tricampeonato do América, ao vencer o primeiro e terceiro turno e a final, o ABC soma 25 jogos com a única derrota para o rival na final do segundo turno. No total são 21 vitórias e mais três empates. Com 60 gols marcados e apenas seis tomados.

Hélio “Show” passou da primeira  a 11ª partida sem levar gol, somente sendo suplantado no número 12 pelo gol do pernambucano Maranhão (Potiguar/M). O zagueiro central Drailton e Zé Carlos Olímpico marcam para o alvinegro. 

Foram 1.036 minutos sem ser vazado. A invencibilidade foi destaque na revista semanal "Placar" (abril/1976) em reportagem assinada pelo correspondente Rosalvo Aguiar.

A matemática poderia começar na decisão da Taça Cidade do Natal, ABC 2 x 1 Alecrim, com o gol esmeraldino aos dois minutos de um jogo que foi decidido na prorrogação, o que eleva a marca para 1.154 minutos.

A fidelidade somente deve conter 118 minutos da prorrogação na Taça Cidade do Natal, os oito primeiros jogos do Campeonato Potiguar (incluída a partida interrompida em Currais Novos) e mais 31 do amistoso com o Náutico, o que dá 855 minutos.      

Hélio vai continuar com o recorde da invencibilidade (II)

O goleiro Hélio em outra imagem com Drailton (quarto), Pedro Pradera e agachados o uruguaio Danilo Menezes (penúltimo) e o ponta-esquerda Noé "Macunaíma" Soares, outro apelido pelo Souza Silva

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O ABC é convidado pelo Náutico para o amistoso no Dia do Trabalhador (sábado, 1/5/1976), no Estádio José do Rego Maciel, no bairro do Arruda (Recife).

O alvirrubro pernambucano abre a contagem aos 31 minutos do primeiro tempo com o Liminha. Reinaldo, que havia sido "comprado" ao América/RN, empata aos dois minutos do etapa complementar.

Apesar da invencibilidade de 13 jogos - contando com os 12 oficiais pelo campeonato potiguar - este resultado, somando todas as partidas, incluindo o amistoso, desmantela a invencível sequência real.

Este jogo aconteceu antes do clássico ABC 3 x 0 América. E ainda teve o amistoso ABC 0 x 1 Clube de Regatas Brasil de Maceió (14/5) antes do jogo ABC 2 x 1 Potiguar/Mossoró, o da quebra da invencibilidade oficial.

A contagem de jogos oficiais não contabiliza o jogo ABC 1 x 0 Potyguar de Mossoró, anulado em decorrência do assassinato de um torcedor seridoense por um torcedor alvinegro, no Estádio Coronel José Bezerra (Currais Novos).


Hélio vai continuar com o recorde da invencibilidade (I)

ABC (1975): Sabará, Hélio, Edson, Joel Ribeiro, Maranhão, Anchieta, Aloizio (massagista), Noé Silva, Zé Roberto, Alberi, Danilo Menezes e Noé Soares. Time vice-campeão estadual

JOSÉ VANILSON JULIÃO

"Matheus Alves sem tomar gols": com este título em recente nota no site da 96 FM o jornalista Edmo Sinedino de Oliveira encerra lançando o desafio para o internauta lembrar quem é o goleiro do ABC recordista na minutagem sem tomar gols em jogos do campeonato potiguar.

Respondo. Primeiro: o arqueiro Matheus Alves, com quatro partidas sem ser vazado (360 minutos), não ultrapassará o cearense Hélio "Show" Ribeiro do Carmo (Fortaleza/CE, 21/6/1950), 79, como recordista em partidas oficiais na principal competição local e de âmbito estadual.

Segundo: a categórica afirmação desta impossibilidade se dá pelo fato do curto espaço de tempo. Proveniente do molde da atual competição, com poucos jogos, podendo não ultrapassar o número de dez aparições. Contando as sete partidas da primeira fase do campeonato, mais a semifinal e a final.

Hélio Show - apelido incorporado ao nome pelo repórter Francisco Souza Silva - ficou 1.137 minutos (12 jogos) sem tomar gols no Estadual. A invencibilidade começa no primeiro turno: ABC 7 x 0 Clube Atlético Potiguar (7/3/1976). E termina com mais uma vitória: 2 x 1 Potiguar de Mossoró (13/6).

O meia-atacante pernambucano "Maranhão", o que usava barba, é o responsável pela quebra da invencibilidade, aos 15 minutos do segundo tempo. Portanto a façanha do goleiro abecedista, que veio do Ceará Sporting, completa 50 anos nesta temporada.

Vale ressaltar que no meio do caminho dos jogos oficiais o amistoso interestadual ABC 1 x 1 Náutico no Estádio Castelo Branco (depois "João Machado"), palco da maioria dos jogos da invencibilidade oficial.

O falecido pesquisador Newton Alves contabilizou Hélio Show com 210 partidas pelo alvinegro e 157 pelo rival, o alvirrubro América, pelo qual foi campeão nos anos 80. Ainda atuou pela Portuguesa de Desportos e Treze de Campina Grande.


JOGO A JOGO

ABC 7 x 0 Atlético

ABC 1 x 0 Baraúnas

ABC 3 x 0 Alecrim

ABC 2 x 0 Potyguar/Currais Novos

ABC 2 x 0 Alecrim

ABC 2 x 0 Força e Luz

ABC 2 x 0 Potiguar/Mossoró

ABC 3 x 0 América

ABC 3 x 0 Ferroviário

ABC 4 x 0 Riachuelo

ABC 1 x 0 Potiguar/M

ABC 3 x 0 Força e Luz


FONTES/IMAGEM

Diário de Natal

Placar

Tribuna do Norte

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol

Futebol 80

Globo Esporte

Grande Ponto

No Ataque

Terceiro Tempo

Acervo: José Ribamar Cavalcante

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

"Zé Leão" também jogou no Santa Cruz pernambucano

Zé Leão com o pé quebrado em
casa. Provavelmente causa de
uma partida de futebol...

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O personagem é o médico cardiologista mossoroense José Arset Leão de Moura (1923 - 1987), antigo atacante do Potiguar (Mossoró), América/RN, ABC, Náutico, América/PE e agora confirmado que também vestiu a camisa tricolor do Santa Cruz do Recife, pelo qual entrou em campo seis vezes em 1945 e marca um gol.

Relação dos jogos pelo clube Coral no campeonato pernambucano: 3 x 4 Náutico (4/10), 3 x 3 América (11), 0 x 2 Sport (21), 3 x 1 Portela (1/11), 2 x 0 Sport (8) e 1 x 2 América (18).

O único gol é marcado no primeiro jogo contra o alviverde americano. O Santa Cruz não tinha estádio e as partidas aconteceram nos estádios do Sport Clube Recife (Ilha do Retiro) e Clube Náutico Capibaribe (Aflitos), três vezes cada.

Como curiosidade os árbitros das partidas: Argemiro Félix de Sena ("Sherlock"), Leon Markman, duas vezes cada, Carlos Gouveia e José Gaioso.

Nos dias de janeiro notei que Zé Leão seria o futebolista mossoroense mais fotografado entre 1944/52. Perdi até a conta das imagens...

Zé Leão é citado em diversas reportagens do blog, mas foi personagem principal em série de três na primeira semana de julho do ano passado.


FONTES/IMAGEM

Diário de Natal

O Mossoroense

Family Search

Instituto de Pesquisas Olivar Monte (IPOM)

Jornal da Grande Natal

Jota Maria

Lindomarcos Faustino

Relembrando Mossoró

Santa Cruz FC


"Boiadeiro" no campeonato mais enxuto do mundo

A imagem não ajuda, mas o "Boiadeiro" potiguar está agachado no "bololô" agachado do Rio Branco/ES

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O meia Marcos André Rodrigues, hoje com 51 anos, o "Boiadeiro" norte-rio-grandense, começou no América/RN na mesma época do companheiro Souza, este vindo da cidade de Ipanguaçu, interior potiguar, e ambos foram para o Rio Branco de Americana (São Paulo).

Em 1995 o "Boiadeiro" natalense segue para o alvinegro Estrela do Mar, de Cachoeiro do Itapemirim, interior do Espírito Santo, e depois passa pelo Muniz Freire, da cidade do mesmo nome, e acaba no alvinegro Rio Branco de Vitória, capital do estado capixaba. Enquanto o colega termina no Corinthians Paulista.

"Boiadeiro" é um dos marcantes personagem da reportagem da revista PLACAR (1122), então mensal e ainda na época da Editora Abril (edição de dezembro de 1996): "O menor do mundo". Referente ao campeonato da divisão intermediária do Espírito Santos, com dois clubes, Estrela do Norte e Capixaba (Guaçuí).

Pela desistência de seis clubes: Aracruz, Guarapari, Botafogo (Jaguaré), Castelo, Nova Venécia e Santa Teresa. Estrela do Mar e Capixaba fazem uma competição de turno e returno com jogos em dois domingos. Encerrado os 180 minutos de bola rolando com o time estrelado campeão.

A artilharia acaba com dois líderes de um único time: o Estrela. "Boiadeiro" e Eduardo Orsai. Um gol cada. Marcelo Serri, o goleiro campeão, não tem a meta vazada.


FONTES/IMAGENS

Acervo Rio Branco

Memória do Futebol Capixaba

Placar

O Gol

Súmulas Tchê

Rara imagem do craque potiguar no clube capixaba

"Marcos Boiadeiro" atualmente mora em Belo Horizonte, conforme informação de "Biro-Biro" ao blog

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A série de reportagens "A aventura de um 'Boiadeiro' potiguar no futebol" rendeu nove postagens durante abril de 2024.

Além da sequência o meia potiguar "Marcos Boiadeiro" (apelido tomado de jogador conhecido da época) aparece em reportagens sobre o time júnior do América de Natal numa competição regional em janeiro de 1994.

Marcos André Rodrigues (Natal/RN, 23 de maio de 1974) fez parte de um grupo de jovens atletas tidos como revelações do alvirrubro na boa safra dos anos 90.

Entre os craques, em várias posições, Gilson (goleiro), Bernardes, Pantera, Clodoaldo, João Matias, Sinha (que chegou ao selecionado mexicano), Carioca, Paulinelli (de Currais Novos) e Biro-Biro.

Esta turma ficou em terceiro lugar na I Copa Nordeste de Futebol Júnior realizada na capital pernambucana com a participação de 13 clubes de seis dos nove estados nordestinos.

O time americano obteve venceu quatro partidas e empatou duas. Ainda teve o goleiro menos vazado e a liderança da artilharia com Marcos Boiadeiro.

Comando do treinador Carlos Antônio Severo Dias, o Severinho, e supervisão geral do ex-jogador e memorialista José Ribamar Cavalcante, biografado em livro pelo jornalista Kolberg Luna Freire.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Jogadores potiguares sobrevivem a desastre aéreo (II)

Montagem com uma fotografia do avião publicada em jornais da época do acidente na Paraíba

Hélio Lopes com um neto no "Castelo Branco"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Quatro dias após a queda do avião Curtis nas proximidades de Campina Grande/PB o matutino O Poti publica imagens do acidente na primeira página e alerta o leitor sobre a entrevista exclusiva de um dos sete sobreviventes que se destinavam a Natal a ser publicada no mesmo dia pelo vespertino Diário de Natal (terça-feira, 9/9/1958).

O entrevistado: o jogador do América Futebol Clube, o jovem Hélio Lopes do Nascimento, que retornava do Recife após passar um curto período de testes no tricolor Santa Cruz.

Ele é filho do antigo jogador do próprio alvirrubro e do ABC, com passagem pelo futebol de João Pessoa, Antônio Acácio do Nascimento nos anos 30/40.

Entre os sobreviventes dois militares da Marinha, transferidos do Rio de Janeiro para a Base Naval Almirante Ary Parreiras, na capital potiguar, e que vão ser incorporados ao elenco do Riachuelo, o popular RAC.

Manoel Messias e Adalberto José da Silva. O primeiro é um dos convocados para o selecionado potiguar que disputa no ano seguinte o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.

O contato da reportagem com Hélio Lopes (treinador do Alecrim e América nos anos 70/80) acontece na unidade militar em que servia, o quartel general da guarnição do Exército, quando disse que após sair dos destroços, melhorar do torpor e da desorientação, ajudou a socorrer os feridos.

Inclusive o relógio de pulso havia parado ás 18h04! Ele disse que a aeronave havia partido por volta das 16h50 da sexta-feira (5) do aeroporto dos Guararapes, no Recife. Chegou de "marinete" no domingo em Natal.

Na mesma edição o segundo jornal da cadeia Associada publica a reportagem com título de três linhas: "Praticamente refeitos do grande susto Messias e Adalberto se preparam para formar na equipe titular do Riachuelo".


FONTES

Diário de Natal

O Poti

Tribuna do Norte

Blog do Marcão


Jogadores potiguares sobrevivem a desastre aéreo (I)

Aeronave similar ao avião que caiu no serrote na periferia da cidade paraibana de Campina Grande

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O avião Curtiss do Loide Brasileiro, prefixo PP-LDX, caiu a dez quilômetros do aeroporto João Suassuna, de Campina Grande, interior paraibano.

O acidente aconteceu por volta das 18h04 da sexta-feira, 5 de setembro de 1958, quando a aeronave procurava pousar com 40 passageiros e cinco tripulantes.

O voo 652 procedia do Rio de Janeiro, a então capital federal, com destino final Fortaleza e escalas em Vitória/ES, Ilhéus, Salvador, Aracsju, Maceió, Recife e Natal.

Sete sobreviventes potiguares: Deodato Dantas (fotógrafo), Nininha Gurgel (viúva do dentista Nizário Gurgel), jogadores Hélio Lopes do Nascimento, Adalberto José da Silva e Manoel Messias, um oficial militar e o co-piloto Breno Capistrano.

Quem também sobreviveu foi o futuro humorista cearense Antônio Renato Aragão. A causa da queda: mau tempo. Local: o serrote de Bodocongó (periferia da cidade).

O desastre aéreo provoca a suspensão do amistoso Treze x Náutico (Recife) em comemoração ao aniversário de fundação (1925) do "Galo da Borborema".


FONTES/IMAGEM

A União

Diário da Borborema

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Retalhos Históricos de Campina Grande

Wikipedia

domingo, 25 de janeiro de 2026

O folclórico "retratista" esportivo Deodato Dantas (VI)

Acervo: J. G. D. Emerenciano

- Peninha escreve os "Bastidores Natalenses".

É uma pequena coluna de fuxicos políticos e ocasionais da sétima página do vespertino "Diário de Natal" na edição da quarta-feira (12 de dezembro de 1957).

Pelos menos esta seria a impressão que deixa para quem ler um textinho em que aparece pela primeira vez no jornal da cadeia Associada o nosso querido personagem central da série.

Vejam a preciosidade do chiste da notinha "Se o general sabe...": - Deodato Dantas é o único fotógrafo natalense que possui "Cadillac", entrevistou o ministro da Guerra, general Lott, quando da sua última viagem ao Rio.

Com Lott ou sem Lott, o doutor Rodolfo (Pereira), da Delegacia de Ordem Social, quis impedir a apresentação da entrevista de Deodato no Grande Ponto, segundo o "Jornal do Comércio".

Ah, se o general sabe dessa...?


NOTA DO REDATOR: o general em questão é Henrique Teixeira Lott, candidato a presidente na eleição de 1960, sendo eleito o mato-grossense com carreira em São Paulo, o professor Jânio da Silva Quadros.

O "Jornal do Comércio" era um impresso pertencente ao deputado estadual, o "major" Teodorico Bezerra.

O folclórico "retratista" esportivo Deodato Dantas (V)

BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS (1975): Zé Carlos, Miranda, Chiquinho, Artur, Marinho, Ademir Vicente, Cremilson, Carlos Roberto, Puruca, Nilson Dias e Dirceu

Emanoel Eduardo, Varderléia, Caio, Jefte e Lima

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Geralmente, mas nem sempre, quando se pesquisa algum tema para a construção de uma reportagem ou uma série inédita, se encontra um assunto interessante ou se acha um detalhe desconhecido ou encoberto da visão e da memória.

O caso mais recente, que não passa de 24 horas, é a constatação de que um árbitro do futebol norte-rio-grandense (provavelmente já em inatividade), é parente do falecido craque Francisco das Chagas Marinho, revelado pelo Riachuelo, campeão pelo ABC (1970),  e que fez história no Náutico, Botafogo, Fluminense, Cosmos de Nova Iorque, São Paulo, Bangu, Fortaleza e América/RN.

Portanto trata-se do soprador de apito Emanuel Eduardo Marinho (o sobrenome não nega o parentesco familiar bem próximo), em atividade entre 2009 e 2016, sobrinho do Marinho Chagas, sendo filho do mano dele, José Eduardo Marinho ("Dedeca"), que jogou no RAC ao lado de outro irmão, Luiz Gonzaga Marinho ("Bomba") outro "pebolista" do clube "naval" nos anos 60 do século passado.

O redator depara-se com a importante informação ao procurar uma fotografia do personagem principal desta série, o fotógrafo Deodato Dantas, quando aparece em um blog do município de Alto dos Rodrigues (Região Central potiguar).

Além desde interessante informe havia a foto já publicada de Marinho com os irmãos Toinho, Dedeca e Bomba em um quinteto de futebol de salão, ao lado do antigo goleiro e depois dirigente esportivo do Força e Luz (Cosern), Ranilson Cristino.

A outra curiosidade surgida: o apitador Emanuel Eduardo Marinho é primo do responsável pelo jornal e blog "Alto Notícias", Jefte da Silva, que aparece em outra imagem ao lado de parentes, do próprio Emanuel e de um outro árbitro identificado como Lima.

A foto feita durante visita ao primo do E. E. Marinho a cidade em maio de 2012, mesmo mês, dia 23, que Emanuel completa idade nova. 


FONTES/IMAGENS

Alto Notícias

Blog dos Gordinhos

Datatrindade

Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF)

Globo Esporte

O folclórico "retratista" esportivo Deodato Dantas (IV)

Professor Jamilson Martins organizou o livro de Deodato Dantas e posteriormente lançou mais uns quatro com temas diversos, inclusive o dos 60 anos do "Palácio dos Esportes"

Kolber e Ribamar
Cavalcante em
recente evento
esportivo na Arena
das Dunas

EXPLICAÇÃO COM RETIFICAÇÃO

A postagem que abriu esta série foi um resumo de uma reportagem original do blog do radialista e pesquisador Marcos Avelino Trindade (6/10/2012).

Entretanto o conteúdo secundário acabou com a ausência de informações mais exatas e explícitas por descuido deste blog, sendo necessário uma melhor abordagem para esclarecimentos e não confundir o leitor.

O professor José Jamilson Martins organizou o livro de Deodato Dantas e mais uma série de obras dedicadas ao esporte em geral e as personalidades envolvidas com a sequência de lançamentos abaixo.

Na ocasião a sequência real dos lançamentos é esta: "Esportes nas lentes de Deodato Dantas" (2001), "O Esporte na Vida do Trabalhador" e "Depoimentos de atletas e dirigentes do Rio Grande do Norte" (2012).

Bem posteriormente, também com produção e organização do professor Martins, é lançado. "Geração Basquete" (2017).

E mais recentemente, em 2023, uma obra sobre os 60 anos da abertura do Ginásio de Esportes Djalma Maranhão, aquele da Praça Pedro Velho.

Escrito pelo jornalista Kolberg Luna Freire a partir da tomada de depoimentos de personalidades, atletas e dirigentes, principalmente, de vários esportes, entre os quais basquete, voleibol e futebol de salão.

O folclórico "retratista" esportivo Deodato Dantas (III)

Com esta chamadinha em rede social (3/5/2012) - "Fotógrafo do Castelão - Deodato", - a internauta Katia Maria dos Santos de Azevedo, com formação universitária em Letras e Jornalismo, comenta sobre o personagem principal da atual série:

Toinho, Dedeca, Ranilson Cristino,
Marinho e Bomba numa equipe de
futebol de salão. Todos irmãos, exceto
RC, que foi goleiro do Força e Luz

"
Deodato era o fotógrafo oficial do Castelão durante a década de 70. Vestia-se sempre de conjunto cinza e sua figura corpulenta corria à frente dos jogadores, quando estes saíam dos vestiários para o gramado.

Deodato é falecido e seu acervo tem endereço incerto. Seu estúdio era em cima de um prédio, ao lado do relógio (onde funcionava a boate Vogue), e um dia fui visitá-lo, interessada em fotos antigas do ABC.

O estúdio era todo coberto por prateleiras com caixas da Kodak, amarelas. Somente ele sabia onde estaria cada foto tirada.

Vi muitas do tempo do Juvenal Lamartine, Alberi em início de carreira, Jorginho, Marinho e tantos "inhos", que fizeram história no futebol do RN.

Caso algum jornal conseguisse digitalizar estas fotos teria material para toda a vida, pois ali havia fotos que contavam tudo sobre o nosso futebol: os craques, as belas jogadas, os times antigos de todas as agremiações.

Um dia saberemos com quem ficou este material tão importante para a vida futebolística do RN. Soube que o acervo deste fotógrafo está no CAIC de Lagoa Nova."

sábado, 24 de janeiro de 2026

O folclórico "retratista" esportivo Deodato Dantas (II)

Alecrim (1974): Batata, Aurílio, Ivan Xavier  (saiu do esmeraldino para o América/RN), Batista, Ticão, Carlão, Marcos Pitoco, Marcos Pintado, Lambari (foi do internacional de Porto Alegre) e Edmilson (presidente da Associação de Garantia dos Atletas Profissionais do Rio Grande do Norte/AGAP)

O pernambucano Ivan Xavier, ex-zagueiro, tem
muita história para contar sobre o futebol

JOTA VALDECI

Um exemplo marcante da atividade do fotógrafo Deodato Dantas é a imagem do "onze" do Alecrim Futebol Clube.

Além disso ficou conhecido quase como um "eterno" candidato para algum cargo eletivo, deputado estadual ou federal, sem êxito em nenhuma campanha eleitoral nos anos 70/80.

Mas esta "mania" de político vem desde 1958, assunto de uma das colunas "Sal...picos", do repórter Everaldo Lopes Cardoso, no extinto jornal "Diário de Natal".

O zagueiro Ivan Xavier: - Joguei contra o Sport em 1975, na Ilha do Retiro, pelo Alecrim. O Sport formava uma seleção e estava jogando amistosos... quem lembra do fotógrafo Deodato Dantas... fui com ele no carro dele, que suava muito e, só o suor dele fedia, e eu como copiloto, isso era no domingo, paramos para almoçar lá na Ceasa tinha um restaurante em fim de carreira, paramos lá e o jeito chegamos quase na hora do jogo.

Nossos goleiros era Erivan e Geraldo. Geraldo pegando tudo, mas em uma jogada Dario se chocou com Geraldo, rasgou o lábio, foi substituído, entrou Erivan, ai duas falta do mesmo lado, Luciano Veloso ajeitou e guardou, a outra do mesmo jeito, nada errado por parte do Erivan, era que o Luciano, batia muito bem na bola, gol do Sport.

Marcos era o lateral, sempre batia do mesmos jeito, perdemos de 2 x 0, se não estou enganado o técnico foi seu Zé Djalma. Eu era torcedor desde criança e consegui ser vendido pelo América do Recife, mas no primeiro campeonato que disputei fomos campeão pelo América na categoria Aspirantes em 1969.


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

O Poti

Tribuna do Norte

Veja

Blog No Ataque

História do Futebol

O folclórico "retratista" esportivo Deodato Dantas (I)


O professor José Jamilson Martins foi o organizador do livro "O Esporte nas Lentes de Deodato" e "O Esporte na Vida do Trabalhador" lançado na primeira semana de outubro de 2011.

A coletânea de fotografias autorais de Deodato Dantas contou com depoimentos jornalistas, dirigentes e, principalmente, os atletas alvos da objetiva do folclórico profissional da arte fotográfica.

O lançamento, ocorrido numa quinta-feira (7), na Casa da Indústria da FIERN, ainda prestou uma homenagem a uma "Seleção do Século". O livro também foi uma forma homenagem ao empresário do ramo de equipamentos esportivos, Paulo Ramos, falecido naquele ano.

"Não se trata de um livro apenas de futebol e sim de todos os esportes, inclusive badminton, golfe e rugby", frisou Jamilson Martins, ressaltando, ainda, as participações dos jornalistas Edmo Sinedino de Oliveira, Rogério Torquato, Artur Dantas e memorialista Ribamar Cavalcante.

O livro de 400 páginas, conta com cerca de 100 depoimentos e uma galeria de 300 fotos de gerações do passado e do presente. Graças ao apoio do presidente da Federação das Indústrias, Flávio Azevedo, e do diretor corporativo Jaime Dias Filho.